Delegação do Boca Juniors é detida em delegacia de BH e perde voo após briga generalizada no Mineirão
Os argentinos protagonizaram cenas lamentáveis depois de serem eliminados pelo Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores

A confusão provocada pela delegação do Boca Juniors após a eliminação da Libertadores pelo Atlético-MG, na noite desta terça-feira, 20 de julho, teve de ser contida à força. Os argentinos foram detidos pela Polícia Militar de Minas Gerais e levados à delegacia.
Os policiais analisaram as imagens do circuito interno de vigilância do Mineirão para identificar os envolvidos, que foram levados para a Central de Flagrantes (Ceflan 4), no bairro Alípio de Melo, região Noroeste de Belo Horizonte.
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Pela detenção, a delegação argentina não pegou o voo de volta para Buenos Aires em Confins, que estava marcado para meia noite. Os responsáveis do clube tiveram de remarcar a viagem da equipe.
Incidentes começaram logo após o fim do jogo
Em várias imagens que circularam nas redes sociais, mostraram membros do elenco e staff do Boca Juniors em situações agressivas, tentando invadir o vestiário do Atlético e usando até um extintor de incêndio como arma para o confronto, que também teve atos de vandalismo como a quebra de TVs, grades e bebedouros.
A revolta dos atletas da equipe argentina foi pelo gol anulado durante a partida, quando o VAR chamou o árbitro, mostrando uma irregularidade na jogada.
Os policiais de plantão no Ceflan 4 fizeram dois dois boletins de ocorrência: um por desacato de dois jogadores do Boca e o outro por depredação do patrimônio.
Em outros vídeos gravados, mostram quando os jogadores do Boca atravessaram os corredores dos vestiários do estádio para tentar invadir o vestiário do Galo. A reação foi de "deixar eles seguirem para começar o embate".
- São os argentinos? Deixem eles virem, que o pau quebra, dizia um membro do time mineiro. Até o presidente do Galo, Sérgio Coelho, tentou impedir a entrada de pessoas ligadas ao Boca no vestiário atleticano. Ele foi retirado da confusão antes que houvesse mais violência.
Os técnicos Cuca e Miguel Ángel Russo se cumprimentaram depois do jogo e o comandante do Galo sinalizou que estava encerrada a peleja Porém, não foi assim que os argentinos entenderam e resolveram iniciar a série de violência e barbaridades contra o patrimônio do Mineirão.
A Conmebol não se pronunciou oficialmente ainda sobre o caso e nem se pretende aplicar qualquer sanção aos envolvidos nas lamentáveis cenas no Mineirão.

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