Vasco vai ao mercado com pouco para investir, mas com peças-chave na mira
Diretoria vai ao mercado com prioridades bem definidas para a janela

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Após meses de planejamento para evitar turbulências no Campeonato Brasileiro, o Vasco chega à pausa para a Copa do Mundo mergulhado em crise na tabela e pressionado pela torcida. O Vasco permanecerá por, no mínimo, 52 dias dentro do Z-4, atravessando toda a pausa para a Copa do Mundo sem conseguir sair da parte mais delicada da tabela.
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Diante desse cenário preocupante, a diretoria trabalha para corrigir falhas já identificadas no elenco e vai ao mercado com as prioridades bem definidas para a janela de transferências do meio do ano.
A prioridade é um zagueiro com força no jogo aéreo e capacidade para assumir imediatamente a titularidade. O entendimento dentro do departamento de futebol é que o elenco atual não possui um defensor com essas características específicas para atuar pelo lado direito da defesa.
Outra prioridade é a contratação de um segundo volante com perfil mais dinâmico, capaz de atuar de área a área, característica conhecida no futebol como "box-to-box". A comissão técnica entende que faltam ao elenco jogadores com maior mobilidade, intensidade física e capacidade de participação tanto nas ações defensivas quanto ofensivas.
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Além dessas duas posições consideradas prioritárias, a diretoria também monitora o mercado para um possível reforço no ataque. A necessidade de um ponta-direita pode ganhar força dependendo da situação de Hinestroza. O atacante ainda não tem permanência garantida para o restante da temporada, e uma eventual saída obrigaria o Vasco a buscar reposição para o setor.
A movimentação, no entanto, esbarra em um velho problema: as limitações financeiras. Sem recursos para realizar grandes investimentos, o Vasco pretende repetir a estratégia adotada nas últimas janelas e priorizar jogadores livres no mercado, empréstimos ou negociações que permitam parcelamentos de longo prazo.
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Após a derrota para o Bragantino em São Januário, o diretor de futebol, Admar Lopes, reconheceu que parte dos reforços contratados pelo clube ainda não conseguiu corresponder às expectativas criadas no momento das negociações.
— No meu entender, 24, 25 jogadores em um elenco profissional, até pela tradição do Vasco na base, é mais que suficiente. Na nossa planificação, houve uma reflexão sobre a posição de ter mais um jogador, que é na posição de volante. Tentamos e, por limitação financeira, não conseguimos. Mas, tirando essa posição, acho que, numericamente… É diferente qualitativamente, mas, numericamente, acho que o elenco é suficiente. Mas há jogadores que não entregaram ainda o que esperávamos, mas não tem a ver com o tamanho do elenco — afirmou o dirigente.
Alguns atletas que não conseguiram se firmar podem deixar São Januário durante a janela, ajudando a reduzir a folha salarial e abrir espaço para novas chegadas. Enquanto busca reforços, o Vasco também trabalha para manter algumas peças consideradas importantes para o futuro. Um dos movimentos já definidos é a permanência de Robert Renan.
A diretoria decidiu exercer a cláusula prevista em contrato para ampliar o empréstimo do zagueiro junto ao Zenit, da Rússia, até o fim de 2026. O vínculo atual se encerra em 30 de junho, mas os trâmites para a renovação já foram iniciados e a expectativa é que o defensor permaneça no clube após a pausa para a Copa do Mundo.

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