Perto de completar quatro meses à frente do Vasco, Cabo é questionado e clube tem seu pior começo de Série B
A expectativa de um grande trabalho se transformou em muitos questionamentos por parte da torcida. Com atuações irregulares, Cruz-Maltino tem três derrotas em seis rodadas

O técnico Marcelo Cabo completará quatro meses no comando do Vasco no próximo domingo. Com isso, a expectativa de um grande trabalho com o estilo de jogo "apoiado" tão defendido pelo comandante se transformou em muitos questionamentos por parte da torcida. As últimas atuações estão bem abaixo do esperado e o clube tem seu pior início de Série B, com três derrotas em seis rodadas. Apesar disso, Alexandre Pássaro acredita na sequência do trabalho.
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No dia 27 de fevereiro, Cabo foi anunciado para o cargo no lugar de Vanderlei Luxemburgo, que deixou o clube após o rebaixamento. Nas primeiras semanas, o comandante usou o Carioca como laboratório e participou do planejamento junto do diretor executivo de futebol Alexandre Pássaro. Ao todo, 10 reforços foram contratados para todos os setores. priorizando a experiência.
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No Carioca, a ideia de jogo parecia promissora com infiltrações, jogadas em profundidade e um time mais compacto. Contra equipes mais fracas, o time em construção mostrava ter peças importantes para a sequência da temporada, e algumas falhas a serem corrigidas: jogadas aéreas, saídas de bola e mais intensidade na criação. Diante do Flamengo, Cabo apostou no contra-ataque, e o Gigante da Colina quebrou um longo jejum contra o maior rival.
Apesar da fraca campanha no Estadual, com o título de consolação da Taça Rio conquistado nos pênaltis, a expectativa era que o Vasco chegasse como um dos favoritos no Brasileirão. Só que nessas seis primeiras rodadas, foram três derrotas, e nenhuma exibição convincente. Mesmo nas vitórias sobre Brasil de Pelotas e CRB, o time esteve longe de fazer um bom jogo. O técnico soma dez vitórias, oito empates e cinco derrotas.
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O ápice foi a derrota para o Avaí dentro de São Januário, com muitos erros individuais e coletivos contra o até então lanterna da competição. A enorme dificuldade na criação é visível, o time é lento nas transições ofensivas, com poucas movimentação e intensidade. Na defesa, as jogadas aéreas se transformaram em armas letais para os adversários, e as saídas de bola foram responsáveis por boa parte dos gols sofridos na Série B, seis deles.
Outro ponto que incomoda é a falta de qualidade nas finalizações. Antes da partida contra o Cruzeiro, o Vasco tinha um aproveitamento abaixo dos 40% (38,6%) de chutes em direção do gol adversário. O desempenho do time está estagnado, e Cabo parece não conseguir extrair o melhor do grupo. Em maio, o técnico chegou a dizer que tinha achado a espinha dorsal da equipe.
Apesar da pressão da torcida, Pássaro confia na sequência do trabalho
Mesmo com a enorme pressão, o Vasco divulgou seis vídeos em que Alexandre Pássaro faz um balanço sobre o atual momento. Para o profissional, as trocas constantes de treinadores recorrentes no futebol brasileiro nem sempre são satisfatórias, Ele aposta na sequência do trabalho com mudanças internas para dar andamento ao projeto.
Com isso, o diretor ressaltou que acredita no trabalho de Marcelo Cabo, que tem a confiança tanto da diretoria, quanto dos jogadores. Além disso, ele afirmou que a partida de domingo diante do Brusque, em São Januário, pela sétima rodada da série B, é o jogo-chave para uma mudança do Vasco na tabela e uma sequência de resultados.
- A relação do Cabo comigo, com o presidente e com os jogadores é saudável. Não tem jogador aqui que mina o trabalho do treinador. Os jogadores confiam no Marcelo Cabo. Eles buscam em conjunto por soluções. Estamos sempre conversando com os líderes, com Cano, Castan, Léo Matos. A gente não quer mais que só a performance seja boa. Isso não basta. Queremos resultados positivos. Temos a necessidade de pontuar e acreditamos no trabalho do Marcelo. No domingo é jogo-chave para mostrar como será o nosso campeonato daqui para frente - explicou.
Desempenho do Vasco na história da Série B nas seis primeiras rodadas
2009: 11 pontos (3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 7 gols pró, 3 contra, 61% de aproveitamento)
2014: 11 pontos (3 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 8 gols pró. 4 contra e 61% de aproveitamento)
2016: 16 pontos (5 vitórias, 1 empate, nenhuma derrota, 88% de aproveitamento, 13 gols pró, 4 contra e 88% de aproveitamento)
2021: 7 pontos (2 vitórias, 1 empate, 3 derrotas, 7 gols pró, 8 contra e 38% de aproveitamento)

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