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Convocado para a Seleção, Miguel Abrenhosa vive ascensão meteórica no Vasco sub-17

Em entrevista exclusiva ao Lance!, goleiro relembra início no futebol e revela emoção do pai ao saber da convocação

PorPedro CobaleaRio de Janeiro (RJ)
06/08/2026 15:59
Miguel Abrenhosa comemora título do Campeonato Carioca sub-17 de 2026
Miguel Abrenhosa comemora título do Campeonato Carioca sub-17 de 2026 (Foto: Dikran Sahagian/Vasco)

A temporada de 2026 tem sido especial para Miguel Abrenhosa. Aos 16 anos, o goleiro do Vasco assinou seu primeiro contrato profissional com o clube, em junho deste ano, válido até maio de 2029. Pouco depois, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira Sub-17 pelo técnico Carlos Eduardo Patetuci, coroando uma rápida ascensão desde que chegou a São Januário.

Em entrevista exclusiva ao Lance!, o jovem goleiro falou sobre o início da carreira, a adaptação ao Vasco, a emoção da convocação, os desafios de conciliar futebol e estudos e os sonhos que pretende realizar nos próximos anos.

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Veja a entrevista completa de Miguel Abrenhosa, goleiro do Vasco

Natural de Goiás, Miguel contou que começou no futebol ainda muito cedo, aos quatro anos de idade, em uma escolinha de sua cidade, Jaraguá. Antes de migrar definitivamente para o campo, iniciou no futsal e passou pelas categorias de base do Vila Nova até receber uma oportunidade no Goiás.

- Sempre fui goleiro. Comecei no futsal e depois fui para o campo. Consegui um teste no Vila Nova, passei um tempo lá, mas depois recebi uma proposta do Goiás - relembrou.

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Apesar de nunca ter atuado como jogador de linha, o camisa 1 desenvolveu uma das principais características do seu jogo justamente pela vontade de participar mais das ações com a bola.

- Acho que, por querer jogar na linha também, acabei criando esse hábito de jogar muito com os pés. Nunca cheguei a jogar na linha, mas isso virou uma característica minha.

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Adaptação ao Vasco

A mudança para o Rio de Janeiro trouxe dificuldades no início. Longe da família e sem conhecer ninguém no elenco, Miguel precisou superar o período de adaptação até se firmar na base cruz-maltina.

- Foi difícil porque eu não conhecia ninguém. Era novo e estava meio perdido no começo, mas consegui me adaptar.

Dentro do elenco, o goleiro destaca a amizade construída com Oseías, companheiro de posição da mesma categoria.

- Sou muito próximo do Oseías. A gente é bem parceiro.

Emoção da primeira convocação

A convocação para a Seleção Brasileira foi um dos momentos mais marcantes da curta carreira do jovem goleiro. Miguel revelou que recebeu a notícia pelo grupo dos atletas e que a primeira reação foi avisar ao pai. A resposta da família foi inesquecível.

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- Fiquei muito feliz por ser convocado. Recebi a notícia no grupo dos atletas e até fiquei surpreso na hora. A primeira pessoa para quem mandei mensagem foi meu pai. Ele chorou. Quase bateu a moto.

No período em que esteve com a Seleção, Miguel destacou a boa recepção que recebeu dos companheiros e da comissão técnica.

- Os meninos me acolheram muito bem, e o Patetuci também. Consegui me adaptar rapidamente lá.

Miguel Abrenhosa durante amistoso da Seleção Brasileira sub-17
Miguel Abrenhosa durante amistoso da Seleção Brasileira sub-17 (Foto: Reprodução)

Altura, chuteira 48 e ajuda dos companheiros

Além da qualidade técnica, Miguel chama atenção pelo porte físico, uma característica importante para a posição e que, segundo ele, tem origem na genética da família. O goleiro conta que herdou a altura dos avós, fator que considera um diferencial na carreira.

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- A altura veio da família. Meu avô seria bem alto se não tivesse uma deficiência na perna, e minha avó tinha 1,90m.

Se a estatura elevada ajuda dentro de campo, fora dele ela traz um desafio pouco comum. Calçando número 48, Miguel enfrenta dificuldades para encontrar chuteiras do seu tamanho e, por isso, precisa cuidar com atenção do material que utiliza. O jovem revela que só conseguiu um par graças à ajuda do empresário, que encontrou o modelo nos Estados Unidos.

- É muito difícil encontrar chuteiras desse tamanho. Graças ao Thiago, meu empresário, consegui achar uma nos Estados Unidos. Não é toda hora que aparece uma, então preciso cuidar bem porque é difícil conseguir outra.

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Nos primeiros anos em São Januário, também recebeu apoio dos goleiros mais experientes. Um deles foi o também revelado no Vasco, Pablo, que hoje é o terceiro goleiro do elenco profissional.

- Ele (Pablo) me ajudou muito. Antes de eu conseguir um patrocínio, ele me ajudava com luvas e sempre me dava apoio. O Phillipe Gabriel também é um cara com quem converso bastante.

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Títulos e objetivos no Sub-17

Titular da equipe campeã carioca da categoria — quando defendeu um pênalti na decisão contra o Fluminense —, Miguel acredita que o grupo ainda pode crescer no Campeonato Brasileiro da categoria. Atualmente o Vasco ocupa apenas 17ª colocação na competição de pontos corridas.

- Começamos muito bem a temporada. Fomos campeões da Taça Guanabara e decidimos todos os jogos do Carioca em casa, o que nos ajudou na conquista. Para a sequência, a expectativa é alta. Estamos na parte de baixo da tabela do Brasileiro, mas vamos continuar trabalhando para subir.

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Miguel Abrenhosa durante entrevista ao Lance!
Miguel Abrenhosa durante entrevista ao Lance! (Foto: Lance!)

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Próximo desafio: o Sub-20

Mesmo vivendo um grande momento no Sub-17, Miguel já mira os próximos passos da carreira e sabe que a transição para o Sub-20 no próximo ano exigirá ainda mais evolução.

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- A expectativa para o Sub-20 é alta. Espero terminar bem este ano, ser convocado para a Copa do Mundo e continuar trabalhando. No Sub-20 é mais difícil, porque são jogadores de três anos diferentes e mais experientes. Quero seguir trabalhando para conquistar meu espaço.

Entre os campos e o estudo

Conciliar treinos, viagens e escola também faz parte da rotina de um atleta da base. Segundo ele, o apoio oferecido pelo Vasco é fundamental para manter o rendimento fora de campo.

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- Às vezes é cansativo conciliar treino, estudo e viagens, mas a escola do clube entende nossa rotina. Os professores ajudam bastante e, quando viajamos, eles mandam as atividades para fazermos online.

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Sonhos e inspirações

Entre as principais referências da posição, Miguel revela que se inspira em dois dos maiores goleiros da história do futebol. O jovem destaca especialmente a influência do alemão Manuel Neuer, considerado um dos responsáveis por revolucionar a forma de atuar da posição com a qualidade na saída de bola.

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- Meus ídolos são o Neuer e o Buffon. O Neuer é uma referência principalmente pelo jogo com os pés.

A temporada de 2026 marcou a realização de dois objetivos que o goleiro carregava desde o início da carreira. Depois de assinar seu primeiro contrato profissional com o Vasco e receber a primeira convocação para a Seleção Brasileira Sub-17, Miguel agora mira um sonho ainda maior: vestir a camisa do time principal do Cruz-Maltino.

- Dois dos meus maiores sonhos consegui realizar este ano: assinar o contrato profissional e ser convocado para a Seleção Brasileira. Agora, meu maior sonho é estrear no profissional.

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O goleiro admite que a velocidade com que sua carreira evoluiu o surpreendeu. Embora trabalhasse para conquistar espaço no Vasco, ele não imaginava que alcançaria tantas metas importantes em tão pouco tempo.

- No ano passado eu sonhava com isso, mas não esperava que acontecesse tão rápido. Tinha expectativa de conquistar a titularidade, mas não imaginava que seria dessa forma.

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Ao encerrar a entrevista, Miguel fez questão de deixar uma mensagem à torcida vascaína. O jovem prometeu dedicação máxima sempre que defender as cores do clube e reforçou o compromisso de honrar a camisa cruz-maltina dentro de campo.

- Enquanto eu estiver vestindo essa camisa, nunca vão faltar determinação, garra e amor pelo escudo do Vasco da Gama.

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