Do terreiro ao salão de festas! A história do Galo em 50 anos de Mineirão
50 anos não são 50 dias. Desde que foi inaugurado em 5 de setembro de 1965, o Mineirão reúne milhares de boas histórias, jogos memoráveis e momentos marcantes para o torcedor mineiro, dentre eles o atleticano. Por milhares de vezes, o torcedor do Galo saiu do Gigante da Pampulha com as mais diversas sensações. Seja após um resultado injusto, uma eliminação traumática ou uma virada de título inesquecível, cada alvinegro tem sempre uma lembrança viva na memória. Neste sábado, o Gigante completa 50 anos com uma aparência moderna, mas com muita história para contar. A seguir, o LANCE! relembra o que de melhor e pior aconteceu com o Atlético desde que o estádio saiu do papel e serviu de casa para um dos maiores clubes do país.
Dos traumas insuperáveis às conquistas inesquecíveis
Carinhosamente apelidado de "salão de festas", o Mineirão foi protagonista de momentos de extrema alegria e outros de profunda tristeza ao torcedor atleticano. Cinco anos após ser erguido, o estádio foi palco do amistoso entre Atlético-MG e a Seleção Brasileira. O clube alvinegro bateu de frente com Pelé e companhia e venceu por 2 a 1, entrando para a história do futebol nacional ao superar aquela que seria a grande campeã do mundo em 1970. No ano seguinte, Dadá Maravilha deixaria o país inteiro de boca aberta ao parar no ar, vencer a zaga botafoguense e dar o primeiro título do Campeonato Brasileiro ao Galo. A final foi disputada no Maracanã, mas o primeiro jogo do triangular decisivo aconteceu na Pampulha, também com vitória atleticana por 1 a 0, diante do São Paulo.
Por duas décadas, o time fez campanhas brilhantes, mas deixou títulos escaparem por pouco dentro de casa. Apesar do hexacampeonato mineiro, o bicampeonato nacional não veio após eliminações traumáticas para Flamengo e São Paulo. Somente na década de 90, com duas Copas Conmebol, o torcedor alvinegro voltou a comemorar um título de expressão no estádio. Anos mais tarde, voltaria a chorar ao presenciar a página mais triste da história alvinegra: a queda para a segunda divisão, em 2005.
Nos últimos anos, a história foi diferente. Após a reforma para a Copa do Mundo, o Atlético deixou o Mineirão de lado e passou a explorar o Independência. No Horto, construiu a fama de time imbatível dentro de casa. Mas coube ao Mineirão servir de palco para as maiores glórias do clube, além de vitórias espetaculares. Em 2013, a inédita e memorável Libertadores foi conquistada no local. No ano passado, Cruzeiro e Atlético realizaram o maior clássico de todos os tempos, vencido pelo Galo, que sagrou-se campeão da Copa do Brasil diante do maior rival.
O Rei do Mineirão
29 títulos de expressão foram erguidos pelo Atlético na Pampulha. Das 872 vitórias no estádio, algumas ainda estão frescas na memória do torcedor, como os 4 a 0 diante do Cruzeiro, em 2007. Os mais velhos conseguirão resgatar também os 8 a 0 diante do Nacional de Muriaé, maior goleada alvinegra no Mineirão.
E por falar em gols, ninguém balançou mais as redes que o "Rei do Mineirão". Por 152 vezes, Reinaldo fez a alegria da Massa no estádio. Foi dele também o recorde de gols em um só jogo: marcou cinco na goleada por 6 a 2 diante do Fast-AM, em 1977.
A força da Massa
Quando construído apenas com arquibancadas de cimento, o projeto inicial do estádio foi feito para comportar um público de 100 mil pessoas. Porém, o número foi superado várias vezes para poder comportar o fanatismo dos atleticanos. O Cruzeiro é quem detém o recorde de torcedores presentes no local (132.834 pessoas), mas o maior público pagante ocorreu no clássico de 1969, com 123.351 bilhetes comprados.
Em jogos contra equipes de fora de Belo Horizonte, o Galo é quem tem o maior público. Em um amistoso contra o Flamengo, em 1980, a Massa alvinegra compareceu com 115.142 pagantes no Mineirão. Já no novo Mineirão, reformado para a Copa do Mundo, o Atlético também lidera o ranking de maior público presente, levando 58.620 pessoas na final da Libertadores de 2013.

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