Ferrer confirma que rompeu com Zverev: 'Não era o momento'
Espanhol diz que nada de "especial" aconteceu para optar pelo rompimento, que foi unilateral

Durou menos de seis meses a parceria entre o alemão Alexander Zverev, sétimo da ATP, e o espanhol ex-top 3 David Ferrer. Apesar de ter levado Zverev a sua primeira final de Grand Slam, Ferrer diz ao Punto de Break que sentiu que não era o momento de ser treinador.
Ferrer e Zverev começaram a dialogar sobre uma possível parceria perto do fim do período de parada do circuito em razão da COVID-19 em meados de junho de 2020 e acertaram uma série de testes em Mônaco para o mês seguinte. Em agosto, com a retomada do circuito, Ferrer foi confirmado por Zverev como mentor técnico em sua equipe, que seguiria tendo seu pai, Alexander, como treinador do dia a dia.
David Ferrer, falou à época o alemão trouxe "novidades e processos de práticas de treinamento à equipe" e mostrou-se satisfeito, logo após a segunda do US Open: "Respeitei e admirei muito o David em sua carreira como jogador e isso é o que me levou a querer trabalhar com ele. Acertamos vários meses de teste e as sensações foram ótimas. Seu trabalho tem sido excelente, muito organizado e desfrutei mais dos treinamentos em relação aos últimos anos, fazia muito tempo que não sentia isso. Estou feliz que esteja na equipe".
Ferrer optou por ficar com a família durante o US Open, mas controlou todos os treinos do alemão à distância durante o US Open, levando o jovem tenista a sua primeira final de torneio do Grand Slam. Posteriormente, a dupla se uniu em Roland Garros (foto) e confirmou até ao menos o fim da temporada passada a sequência da parceria.
Ferrer contou ao jornalista Fernando Murciego do blog Punto de Break que a parceria com Zverev acabou há cerca de um mês por sua decisão: "quando acabou o ano eu tinha tomado uma decisão, falei com Sascha, e disse a ele que preferia não continuar, que não seguiríamos juntos na temporada que vinha. Não é por nenhuma razão em especial, simplesmente achei que não era o momento. Não aconteceu nada entre a gente, todos estamos bem, de fato estou muito agradecido pela oportunidade que me deu em viajar com ele durante esta parte da temporada. No decorrer destes meses tivemos uma boa convivência, foi tudo perfeito", pontuou o espanhol que aposentou em maio de 2019 ao ser derrotado justamente por Zverev na chave do Masters de Madri.
David Ferrer é o terceiro "treinador especial" que rompe com Zverev, que já teve como treinadores orientando seu pai, os ex-números 1 do mundo Ivan Lendl e o também espanhol Juan Carlos Ferrero.

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