Djokovic acredita estar na direção certa
Sérvio deu sugestão sobre o caso Wimbledon para a ATP

Novak Djokovic, número 1 do mundo, afirmou, em entrevista coletiva concedida em Madri, na Espanha, neste domingo, que está na direção correta em busca do objetivo maior que é o título de Roland Garros.
Ele vem do vice-campeonato em casa, no ATP 250 de Belgrado, na Sérvia, levando pneu na final e tendo problemas em todos os jogos e ainda uma queda na estreia no Masters 1000 de Monte Carlo, na semana anterior.
"Eu poderia ter saído na primeira rodada e jogado quatro partidas de três sets. Estava procurando jogar partidas competitivas, passar mais tempo na quadra. Chegar à final é um bom resultado, tenho que ser positivo em relação a isso. Claro que não gostei da forma como terminei o torneio, com aquele terceiro set parecido com o que aconteceu comigo em Monte Carlo. Fisicamente, fiquei sem energia. O bom é que consegui fazer quatro jogos longos. Eu gosto de como estava batendo na bola. Claramente, não é o nível que eu quero alcançar. É um processo e eu tenho que ser paciente. Espero que a situação continue a evoluir esta semana também", disse Djokovic que revelou uma doença que teve antes de Monte Carlo que atrapalhou sua parte física.
"O que me aconteceu não tem nada a ver com a falta de jogos, está relacionado com a doença que tive uma semana antes do torneio de Monte Carlo. Eu sabia que não estava 100% pronto, mas queria jogar mesmo assim. Acho que ainda há marcas dele no meu corpo que aparecem quando estou em um desafio físico. Pela forma como joguei em Belgrado, tenho motivos suficientes para acreditar que estou indo na direção certa. Eu tive uma boa semana de treinamento, com mais ênfase na academia para construir a resistência que você precisa contra os melhores jogadores."
O sérvio deu uma solução quanto a questão de Wimbledon. Para ele não seria ideal retirar os pontos dos torneios, mas sim salvar os dos russos e bielorrussos: "Não é uma situação fácil de se estar, sem o direito de disputar um dos maiores torneios do mundo. É difícil. Entendo que há frustração. Acho que a ATP vai analisar a situação e ver o que pode ser Não falei com ninguém da ATP, então não tenho certeza. Mantendo distância, eu mesmo já passei por algo parecido este ano. Ainda não apoio a decisão de Wimbledon, acho que é injusto, mas é o que é. Eles têm o poder Quanto aos pontos, tudo é possível, mas duvido que não haja nenhum em Wimbledon. A opção mais razoável é salvar os pontos dos jogadores russos e bielorrussos que não jogar, mas teremos que esperar e ver o que acontece. Qualquer que seja a decisão que você tome, todos nunca serão felizes".

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