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Análise – Final da Copa do Mundo opõe filosofias diferentes, mas com algo em comum

Espanha e Argentina são as equipes que mais trocaram passes no Mundial

PorMarcio DolzanEnviado Especial
16/07/2026 06:55
Luis de la Fuente exaltou a atuação da Espanha na vitória sobre a França
Luís de la Fuente conduz a escola espanhola de jogar (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

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ATLANTA, GA (EUA) - Espanha e Argentina vão decidir a Copa do Mundo no próximo domingo (19), no MetLife Stadium, em um confronto entre equipes que têm o domínio de bola como principal característica. A diferença é como Luís de la Fuente e Lionel Scaloni fazem as equipes jogarem a partir disso.

➡️Argentina começou a ganhar a semifinal da Inglaterra ainda no hino

As duas seleções lideram as estatísticas de passes dados na Copa do Mundo. Foram 4.772 da Argentina e 4.592 dos espanhóis, que só não estão à frente porque chegaram até a decisão se classificando no tempo normal; os argentinos tiveram prorrogações contra Cabo Verde e Suíça.

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O futebol de troca de passes é uma característica nata da Espanha, trabalhado desde as categorias de base nos clubes do país, e que tem justamente em Luís de la Fuente um profundo conhecedor.

O técnico da seleção espanhola comandou o time sub-18 da Espanha e, posteriormente, a equipe olímpica. Era ele o treinador da campanha que rendeu a Prata nos Jogos de Tóquio —  na ocasião, perdeu a decisão para o Brasil de André Jardine.

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Daquele time, oito estão com De la Fuente na Copa do Mundo, e os demais trabalharam com o técnico em algum momento ao longo da carreira.

A Espanha desta Copa do Mundo é um time paciente, que coloca a bola no chão e constrói o jogo de forma natural. E se defende com autoridade: em sete jogos até aqui, sofreu um único gol, na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final. 

Defender-se bem para os espanhóis pode significar ter de fazer faltas: foram 80 em sete jogos, terceira equipe mais faltosa da Copa do Mundo. A Espanha fica atrás apenas da Suíça (87) e… da Argentina, que cometeu 88. 

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Scaloni orienta equipe da Argentina durante o jogo contra a Inglaterra
Scaloni pode ser bicampeão do mundo com a Argentina (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A Argentina de Scaloni é um time mais ofensivo. As trocas de passes costumam ser mais frequentes no campo de ataque, invariavelmente passando pelos pés de Lionel Messi. O camisa 10 tem participação direta em 12 dos 19 gols argentinos — lidera a artilharia da Copa do Mundo, com oito gols, e é vice-líder de assistências, com quatro; o francês Olise tem uma a mais.

Diferentemente da Espanha, a Argentina não chega ao ataque trabalhando a bola de forma paciente; ao contrário, o time de Scaloni é mais prático: funciona à base de Messi ou da pressão ofensiva, a depender de quanto marca o placar por volta dos 80 minutos de jogo.

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Seja qual for, os dois estilos foram capazes de levar Espanha e Argentina a uma final de Copa do Mundo.

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