Campeões do tetra detonam decisões do Brasil em eliminação: pênalti, Neymar e Ancelotti

Campeões em 1994, ex-jogadores apontam decisões da partida contra a Noruega

PorLucas Moreira GomesRio de Janeiro (RJ)
06/07/2026 14:54
Atualizado há 0 minutos
Com mascote do clube alemão, ação no Parque Madureira com Jorginho, Paulo Sérgio e Fernando Carro, CEO do Bayer Leverkusen.
Ação no Parque Madureira em parceria com Bayer Leverkusen (Foto: Lucas Moreira/Lance!)

Em evento promovido pelo Bayer Leverkusen, da Alemanha, na manhã desta segunda-feira (6), na Zona Norte do Rio de Janeiro, os ex-jogadores Jorginho e Paulo Sérgio, tetracampeões mundiais em 1994, comentaram a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega na Copa do Mundo e colocaram em debate decisões cruciais da partida, como a cobrança de pênalti de Bruno Guimarães, a postura de Neymar e o trabalho do treinador Carlo Ancelotti.

Pênalti divide opiniões e gera reflexão sobre responsabilidade

Jorginho foi direto ao analisar o lance decisivo da partida, evitando apontar culpados, mas destacando a complexidade da escolha de quem assume a responsabilidade, que, neste caso, ficou com Bruno Guimarães.

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— Todos nós, de fora, faríamos diferente. É muito fácil falar depois que as coisas acontecem que o Vini Jr deveria ter batido o pênalti ou pegado a bola. Porém, quem está ali diariamente sabe a capacidade e a personalidade de cada um.

Neymar e a leitura do momento decisivo

Jorginho também comentou um momento envolvendo Neymar, já na reta final da partida, destacando o aspecto emocional do lance. A atitude em questão foi após o gol do camisa 10, em que ele ficou provocando o goleiro da Noruega.

— Ele não deveria ter discutido com o goleiro, mas não sabemos o que foi dito no calor do momento. No final, os dois se abraçaram, são coisas de futebol. O ideal era ter pegado a bola rapidamente e colocado no meio de campo para tentar aproveitar o tempo e buscar a virada.

Ação no Parque Madureira com Jorginho, Paulo Sérgio e Fernando Carro, CEO do Bayer Leverkusen. Mascote do clube também aparece na imagem
Jorginho e Paulo Sérgio, ex-jogadores da Seleção, em evento do Bayer Leverkusen no Rio (Foto: Lucas Amorim/Lance!)

Ancelotti e o desafio de tempo na Seleção

Ao analisar o trabalho de Carlo Ancelotti, Jorginho destacou a dificuldade de implementar uma filosofia de jogo em meio ao calendário curto de seleções. Ele reforçou que, apesar da crítica natural após eliminações, a continuidade pode ser importante.

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— Ancelotti não teve o tempo necessário para colocar sua filosofia na equipe. Em nove dias de convocação, você joga duas partidas, é muito corrido. Qualquer treinador precisaria de tempo. Não é culpa exclusiva dele, mas da falta de processo e das mudanças constantes no futebol brasileiro."

Paulo Sérgio reforça cobrança por identidade e decisão em campo

Na mesma linha, Paulo Sérgio também comentou o lance do pênalti e a postura dos jogadores em momentos decisivos, defendendo que grandes atletas precisam assumir protagonismo. Ele ainda citou o contexto de grandes nomes do futebol mundial.

— Tenho experiência com jogadores de grande porte. Em um momento como esse, alguém como o Romário pegaria a bola e bateria. Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappé… esses jogadores chamam a responsabilidade. Se não tivermos atletas com esse perfil, ficaremos estagnados.

Frustração, cobrança e futuro da Seleção

As falas dos dois ex-jogadores expõem um sentimento comum após a eliminação: frustração com o desempenho da Seleção e preocupação com os rumos do futebol brasileiro.

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— Eu acordava a toda hora pensando no jogo. Parecia que eu estava na comissão técnica, lembrando de todos os detalhes que poderiam ter acontecido de forma diferente, no que teríamos feito nos pênaltis. A gente fica pensando nessas coisas. Não tive uma noite de sono tranquila; fui dormir quase uma e meia da manhã e fiquei acordando o tempo todo — revelou Jorginho.

Para Jorginho, o impacto emocional da derrota mostra a dimensão do resultado dentro do elenco, enquanto Paulo Sérgio aponta falhas estruturais mais profundas, como a falta de continuidade e profissionalização.

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