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Tironi no Lance!: Brasil faz o mínimo, mas lentidão preocupa para a Copa

Vitória tranquila expõe limitações de ritmo da Seleção e amplia desafios para Ancelotti

PorEduardo Tironi
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
20/06/2026 10:37
Atualizado há 1 minutos

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Seleção Brasileira cumprimenta a torcida após a vitória sobre o Haiti na Copa do Mundo (Foto: Roberto Schmidt/ AFP)
Seleção Brasileira cumprimenta a torcida após a vitória sobre o Haiti na Copa do Mundo (Foto: Roberto Schmidt/ AFP)

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O Brasil fez não muito mais do que sua obrigação ao vencer o Haiti por 3 a 0 na Copa do Mundo. O jogo era traiçoeiro não pela qualidade baixíssima do adversário, mas pelas ilusões que poderia criar. A torcida é para que a experiência do técnico Carlo Ancelotti funcione como antídoto contra qualquer tipo de delírio.

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Isso porque o Haiti deve ser uma das seleções mais fracas desta Copa. A equipe facilitou a vida brasileira ao perder bolas no meio-campo que acabaram convertidas em gols. Considerando apenas o grupo C — Marrocos, Brasil, Escócia e Haiti —, a seleção marroquina, que disputa a liderança com o Brasil, apresentou desempenho mais consistente até aqui. Fez um bom jogo contra o Brasil e uma atuação aceitável diante da Escócia, além de ter enfrentado a sequência mais difícil até o momento.

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Mas o foco principal está no desempenho brasileiro. A boa notícia, ainda que previsível, é que Vinícius Júnior é o principal jogador do time. Sem ele, pouco sobra até aqui. O atacante foi o melhor em campo nas duas partidas e deixou a classificação encaminhada.

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Vini Jr durante a partida entre Brasil e Haiti, duelo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo (Foto: Jewel Samad/AFP)
Vini Jr durante a partida entre Brasil e Haiti, duelo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo (Foto: Jewel Samad/AFP)

Problemas...

Por outro lado, o problema é evidente: o Brasil é um time lento demais para o ritmo que esta Copa vem apresentando. Seleções como Argentina, Alemanha, Inglaterra, Noruega, França e Estados Unidos mostram maior intensidade do que a equipe brasileira.

Carlo Ancelotti mantém o discurso de que a evolução virá com o tempo e atribuiu a queda de rendimento no segundo tempo como parte do processo de ajuste.

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Ainda assim, o treinador terá problemas a resolver, especialmente a substituição de Raphinha, lesionado. Luiz Henrique parece ter perdido espaço e sequer entrou contra o Haiti. Rayan foi o escolhido e pouco produziu. Já Endrick entrou, mas também ficou longe de se destacar.

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