Tironi no Lance!: Seleção esconde Neymar, mas uma hora ele vai ser necessário

O boletim médico mais esperado desde que a Seleção chegou aos Estados Unidos foi pouco esclarecedor

PorEduardo Tironi
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
09/06/2026 07:30

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Neymar tem treinado na academia desde que se apresentou à Seleção
Neymar treina na academia desde que se apresentou à Seleção (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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"O atleta Neymar foi submetido a ressonância magnética nesta segunda-feira. O exame apontou boa evolução em seu tratamento, dentro dos parâmetros esperados. Ele seguirá o processo de recuperação e de preparação física planejado pela comissão médica da Seleção Brasileira."

O boletim médico mais esperado desde que a Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos foi este acima. Muito pouco esclarecedor.

Um dia antes de a torcida brasileira saber (ou não) o estado clínico de Neymar, ela soube do corte de Wesley, que seria titular da lateral direita do time de Carlo Ancelotti. Portanto, a espera por alguma notícia sobre seu principal jogador era algo muito desejado.

Mas a entrega foi muito decepcionante. Pelo comunicado, dá para constatar que o jogador está evoluindo, mas a resposta mais esperada por todos não ficou nem perto de aparecer: quando e se Neymar poderá entrar em campo nesta Copa do Mundo.

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A estratégia de comunicação da Seleção com relação a Neymar parece bem clara: quanto menos informação, melhor. Nem mesmo imagens do jogador têm aparecido, a não ser a de seu novo corte de cabelo. O jogador não esteve em campo nos últimos dias, e sua última aparição mais reveladora foi no amistoso contra o Panamá, ainda no Brasil, quando ele esteve em campo com os companheiros antes de a bola rolar.

O corte de Wesley deixou Ancelotti com ainda mais dificuldades para montar um time titular. A convocação de um meio-campista em vez de outro lateral foi uma correção a um grupo formado de maneira equivocada, o que ficou ainda mais evidente depois que o esquema com quatro atacantes fez água e ele precisou preencher o meio-campo.

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Nesse sentido, Neymar entra novamente no debate. Trata-se de um luxo ter um jogador no grupo sem que ninguém saiba se ele poderá jogar. A explicação é que se trata do melhor jogador brasileiro dos últimos 15 anos e, por isso, a espera se justifica.

Mas vai chegar um momento em que o time vai precisar de Neymar. Ele estará pronto? Por enquanto, a CBF prefere não contar para ninguém.

Neymar conversa com Rodrigo Caetano, diretor de Seleções da CBF (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Neymar conversa com Rodrigo Caetano, diretor de Seleções da CBF (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

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