Tironi no Lance!: Brasil apresentou pouco até aqui do que esta Copa exige
O que vai ser determinante para o sucesso de um time neste Mundial?

Apenas metade dos times entrou em campo até aqui na Copa do Mundo. Candidatos ao título, menos de cinco com muito esforço. A pergunta que começa a pipocar nas análises é: o que vai ser determinante para o sucesso de um time neste Mundial?
Alguns candidatos decepcionaram, como o Brasil e a Espanha. Mais ainda os espanhóis, que eram apontados como mais favoritos e esbarraram em um dos times mais fracos da competição, Cabo Verde. Um 0 a 0 que consagrou o goleiro africano Vozinha.
O Brasil também foi mal e empatou na estreia. A diferença é que o adversário, Marrocos, foi semifinalista da última copa, campeão da Copa Africana, campeão mundial sub-20 e atualmente está muito bem colocado no ranking da Fifa. Ou seja, para o time de Ancelotti, a tarefa foi muito mais complexa.
Seleção dos EUA é destaque na Copa
Destaque mesmo até aqui foi a Seleção dos Estados Unidos, que enfrentou um adversário duro e mostrou as características que tendem a ser as mais importantes para um time neste torneio: força física,
organização tática e vitalidade.
E aí chegamos ao Brasil. No estágio em que se encontra, o time de Ancelotti tem pouco do que mais pesa neste Mundial. Não é um time com média de idade muito baixa e alguns jogadores já passaram dos 30 anos.
A organização tática não foi vista ao menos na estreia contra Marrocos e tende a demorar para que apareça, ainda mais que Ancelotti pode mexer no time para tentar resolver problemas apresentados na estreia.
Há algo que os Estados Unidos não têm, embora seja o time mais impressionante até aqui: grandes talentos individuais. Neste aspecto, o Brasil até está bem servido com figuras como Vinícius Júnior. Porém, a maior delas está na Copa do Mundo, mas com pouca perspectiva de que entrará em campo na primeira fase.
Fica cada vez mais difícil entender a lógica que justifique a presença de Neymar no grupo. Sua liderança pode ser importante até certo ponto. Mas o Brasil precisa mais de um jogador que decida partidas do que um líder fora de campo.

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