Preocupações e elogios a Vini Jr: colunistas do Lance! analisam Brasil contra o Haiti
Seleção Brasileira venceu por 3 a 0 e chegou a quatro pontos no Mundial

Após a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre o Haiti, na última sexta-feira (19), pela 2ª rodada da Copa do Mundo, os colunistas do Lance! (Gustavo Fogaça e Lúcio de Castro) analisaram a exibição da equipe brasileira. Apesar de ressaltarem a importância do resultado e observarem aspectos positivos, em geral não se empolgaram com o triunfo diante de adversário inferior tecnicamente.
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Opiniões dos colunistas do Lance!
Gustavo Fogaça: Brasil depende de qualidade individual
"O futebol que Carlo Ancelotti quer que a Seleção jogue leva a um time que depende mais do individual que do coletivo. Explico: quando tem a bola, o Brasil busca acelerar e verticalizar, dependendo da característica técnica de quem tiver a posse. Não há uma ideia de ocupação ou aproximação nos espaços para construir. O bom é que temos jogadores com qualidade para isso. O ruim é que dependemos de que estejam em um dia feliz. Contra o Haiti, estavam todos em uma noite feliz. Claro, o contexto do adversário colaborou: os caribenhos são fisicamente impositivos, mas sem capacidade de transformar isso em chances claras.
Sendo assim, gostei muito de Matheus Cunha fazendo às vezes de camisa 10, às vezes de camisa 9, sendo eficiente quando foi demandado. Também Vini Jr. compareceu novamente, tanto na construção quanto na finalização, mostrando que ele é, sim, o principal jogador deste time. Mas também houve destaque para Paquetá, ativo na criação e disciplinado defensivamente. Até Casemiro e Alisson, que não foram tão bem na estreia, não comprometeram. Tudo deu certo contra o Haiti e a classificação ficou praticamente garantida com os 4 pontos conquistados.
Me preocupa que, defensivamente, a Seleção não tenha colocado muita energia no 'pressing': os duelos não foram muito intensos e várias vezes os fortes atacantes haitianos levaram vantagem. Contra equipes mais qualificadas, o Brasil será machucado se jogar assim. Sigo achando que Fabinho e Danilo Santos devem ser titulares deste time, cenário em que Paquetá e Bruno Guimarães disputariam uma vaga no meio. Ainda mais se, com a bola, o que se quer é acelerar e depender da técnica individual dos atacantes. O jogo contra a Escócia será um bom teste para essa ideia de Ancelotti. Inclusive, para ver se há espaço neste time e nesse modelo de jogo para Neymar."

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Lúcio de Castro: Brasil não empolga, mas Vini cala críticos
"Quem apostava em grandes mudanças de cara perdeu seus trocados.
As mexidas mais radicais não vieram antes da partida.
Ancelotti ficou em mudanças pontuais. E conservadoras, sem traumas para a equipe. A óbvia mudança de Igor Thiago por Mateus Cunha. Que em campo se mostrou um acerto. E a também óbvia de Ibañez por Danilo na lateral.
Quem esperava mais sangue, mais radicalidade, especificamente Endrick de cara, não foi dessa vez.
Entende-se algum descontentamento da massa, mas é preciso entender Ancelotti, ao menos nesse caso específico.
Mudar muita coisa por atuação ruim no primeiro jogo, diante do Marrocos, e dar chance ao banco contra o Haiti, é criar desigualdade.
Lembra aqueles técnicos que davam oportunidade em eliminatória para alguém mostrar o valor na altitude de La Paz e no Maracanã deixava quem já vinha jogando.
Em relação ao jogo em si: não há muito para comemorar. E sinalização de grande desempenho que aponte para o restante da Copa.
Muito pelo contrário: mesmo diante de um time de prateleira muito inferior, não há um sinal de um futebol que empolgue por parte do Brasil. Muito pelo contrário.
O Haiti não era e segue não sendo parâmetro para nos dar confiança diante do que principalmente França, Argentina e Inglaterra mostraram até aqui.
Fica um alerta e uma constatação.
O alerta: pela conjuntura e ausência de outras opções na lateral, Danilo é fundamental nesse time. Dentro e fora do campo. Mas definitivamente não pode ter sequência tão apertada de jogos. Vale pensar algo contra a Escócia por ali. Para o resto da Copa.
Por último, a constatação:
A vida deve estar insuportável para aqueles com o péssimo gosto de duvidar de Vinícius Jr."
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