Marrocos mostra que sucesso em Copa não foi 'ao acaso' e impõe pressão no Brasil
Seleção marroquina deixa para trás status de 'azarona' e briga por liderança do Grupo C com o Brasil

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A vitória por 1 a 0 de Marrocos em cima da Escócia vai além dos limites de análise técnica ou de impacto para a tabela do Grupo C da Copa do Mundo, que tem o Brasil. Semifinalista no último Mundial, a seleção marroquina coloca sua assinatura como um dos países que, de fato, chegam com força para o mata-mata deste ano e cada vez mais prova que a grande campanha de 2022 não foi "ao acaso". Fato que coloca pressão na equipe de Carlo Ancelotti para a última rodada.
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Contra a Escócia, Marrocos fez um jogo de domínio durante quase todos os 90 minutos e foi beneficiado pelo gol relâmpago que encontrou logo no primeiro de jogo, o mais rápido da competição até aqui nesta edição.
A partida mostrou que a equipe é capaz de levar vantagem em mais de um cenário de tipo de adversário. Não apenas jogando contra seleções como o Brasil, em que o time marroquino apostou em transições rápidas e pressão para tentar cortar passes na saída de jogo, mas também como fez contra os escoceses, que foram para o jogo com a defesa bem mais fechada. Ou seja, vence os duelos que precisa, quando é favorito, e arranca pontos contra rivais mais fortes.
Se na edição de 2022 o time chegou ao mata-mata como um azarão, o cenário de 2026 é de ameaça a outras seleções grandes. O ciclo teve saldo positivo para a seleção, que perdeu pela última vez em agosto de 2025. Desde então, fez 31 jogos com 24 vitórias, sete empates e nenhuma derrota, num recorte de campanha que inclui o título da Copa Africana de Nações. Nos testes com as três equipes fora do continente africano, dois empates, contra Noruega, amistoso, e Brasil, além da vitória em cima da Escócia.
O elenco desse ano ainda ganhou "reforços" em comparação ao último Mundial, o que mostra uma evolução no trabalho feito por Marrocos, mesmo com a troca de comando técnico na reta final do ciclo. O objetivo era amadurecer um DNA de jogo, que nesse começo de Copa dá a sensação clara de que foi cumprido.
Dentre as novas caras, Saibari é quem mais se destaca. O autor dos dois gols de Marrocos no Mundial e que está com acordo avançado para reforçar o Bayern de Munique, teve uma atuação decisiva contra a Escócia e foi presente em quase todos os setores do campo, mostrando como a equipe comandada por Mohamed Ouahbi é formada por jogadores versáteis e com fôlego para aguentar duelos exigentes, como é numa Copa do Mundo. Outros nomes do meio-campo seguem em destaque, como El Aynaoui e Bouaddi, que já haviam atuado bem contra o Brasil.
Diante da Escócia, o lado direito foi o mais usado pelo Marrocos e teve a concentração da maioria dos nomes de ataque da seleção. Foi desse lado do campo que Brahim Díaz encontrou Saibari em lançamento preciso e construiu boa parte das jogadas ao longo do jogo. Assim como Ounahi, Bouaddi e até o lateral Hakimi, que tem por característica chegar ao ataque. A equipe também manteve mais de 70% dos passes no último terço do campo, o que dificultou a saída de jogo dos rivais escoceses no duelo.
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Marrocos põe pressão no Brasil
Apesar da vitória tranquila por 3 a 0 contra o Haiti na sexta, a Seleção Brasileira entrará em campo contra a Escócia ainda sob a pressão de garantir uma vitória com margem maior para não ser ameaçada pela equipe marroquina, que não deve encontrar dificuldades contra os haitianos.
Com a probabilidade alta de vitória de Marrocos com uma goleada em cima do Haiti, a liderança do Grupo C, considerando que o Brasil também deve vencer a Escócia, ficará pelo saldo de gols. O primeiro critério de desempate na fase de grupos da Copa é o confronto direto, mas o empate entre o time marroquino e brasileiro passa o desempate para o saldo de gols feitos e sofridos. Uma derrota na próxima quarta, diante dos haitianos, será surpresa e considerada uma grande zebra. Mas dessa vez com o Marrocos do lado da favorita.
Mesmo que ainda seja cedo para cravar qual lado da chave do mata-mata será mais difícil, devido às possibilidades de zebras e surpresas em outros grupos, a classificação em segundo lugar tende a ser mais difícil, tanto para o Brasil quanto para Marrocos. Por isso, a tendência é que, na quarta-feira, as equipes entrem com o mesmo objetivo, vencer e fazer saldo contra os adversários.
As duas partidas acontecem ao mesmo tempo, às 19h, na próxima quarta-feira (24). Marrocos entra em campo contra o Haiti em Atlanta, enquanto o Brasil duela com a Escócia em Miami.

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