OPINIÃO: faltou ao Brasil capacidade de urgência nas oitavas da Copa

Vimos o "last dance" de Neymar, Casemiro, Danilo, Alisson e Marquinhos

PorGustavo Fogaça
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
05/07/2026 20:55

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Orjan Nyland, goleiro da Noruega, defende cobrança de pênalti de Bruno Guimarães, do Brasil, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
Bruno Guimarães para na defesa do goleiro Nyland em Brasil x Noruega pela Copa do Mundo

A derrota para a Noruega passa primeiro pela enorme eficiência dos nórdicos em nunca perder o controle do jogo, em manter o foco o tempo inteiro e claro, na competência do seu craque para avançar às quartas de final da Copa do Mundo. Contra um adversário que mostrava o tempo todo estar conectado ao jogo e decidido a vencer, faltou ao Brasil capacidade de urgência de entender que era necessário executar as chances quando elas surgissem em um jogo de oitavas de final de Copa do Mundo. E a Seleção Brasileira não teve a capacidade de realizar essa demanda. Criou as chances e não as aproveitou. E se existe um ditado que todo brasileiro conhece, é o maldito "quem não faz, leva".

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Muitos irão criticar o ciclo, os quatro anos mal aproveitados; ou a convocação (inútil) de Neymar, ou o pênalti mal batido por Bruno Guimarães (alguém lembrou de Zico contra a França em 1986?). Faz tempo que deixamos de produzir craques extra classe. Nossos clubes estão quebrados e desesperados em vender seus jovens talentos para fazer caixa.

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Jogadores do Brasil lamentam eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
Jogadores do Brasil lamentam eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo (Photo by Jewel Samad / AFP)

Tudo isso faz a construção da derrota, mas nada disso é a única causa. Até porque, buscar uma causa solitária para justificar o fracasso, é pueril. Vimos o "last dance" na Seleção de caras como Neymar, Casemiro, Danilo, Alisson e Marquinhos.

➡️OPINIÃO: uma vergonha com todo peso que a palavra encerra

Daqui quatro anos, iremos nos despedir de outros atletas da Seleção e buscaremos respostas fáceis para o próximo fracasso. Ou venceremos, seremos hexa, e tudo será extraordinário. Afinal, processos nunca foram nossa especialidade como sociedade, e o futebol é um reflexo da nossa identidade.

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