Entre videogames, truco e F-1: como a Seleção relaxa nos EUA

Jogadores aproveitam momentos livres na concentração em sala montada pela CBF

Enviados Especiais
12/06/2026 07:18
Jogadores da Seleção jogam Warzone na concentração nos EUA (Foto: Reprodução Instagram)
Jogadores da Seleção jogam Warzone na concentração nos EUA (Foto: Reprodução Instagram)

Nem só de treinos táticos, físicos e técnicos vive a Seleção Brasileira durante a concentração para a Copa do Mundo. Nos bastidores do hotel The Ridge, em Nova Jersey, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) montou uma verdadeira área de entretenimento para os jogadores aproveitarem os momentos de descanso entre uma atividade e outra.

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A estrutura preparada para o Mundial inclui videogames, mesas de pingue-pongue, espaço para jogos de cartas e até mesmo um simulador profissional de Fórmula 1. O objetivo é claro: oferecer opções de lazer para os atletas durante o período de concentração, especialmente em uma competição longa e desgastante, em que muitos passam semanas longe da família.

Desde a chegada da delegação aos Estados Unidos, os jogadores já deram pistas de como utilizam o tempo livre. Nas redes sociais, atletas como Lucas Paquetá e Vini Jr compartilharam imagens em uma espécie de lan house montada dentro da concentração. O grupo apareceu reunido em partidas de Warzone, um dos jogos eletrônicos mais populares entre os atletas.

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A iniciativa faz parte de um investimento significativo realizado pela CBF para tornar a rotina da delegação mais leve durante o Mundial. Embora o foco principal permaneça nos treinamentos e na preparação para os jogos, a comissão técnica entende que momentos de descontração também são fundamentais para manter o ambiente saudável e fortalecer a convivência entre os atletas.

Em entrevista coletiva, o atacante Raphinha detalhou como funciona a rotina fora dos gramados e revelou que existem opções para todos os gostos dentro da concentração.

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— Tem a galera que vai para o videogame direto, tem a galera que vai para o truco. A gente tem até um simulador de Fórmula 1, tem a galera que vai para o simulador. Também tem ping-pong, está rolando um torneio de pingue-pongue. E tem a galera da fisio. Acho que os mais velhos, os mais experientes, eles vão para a fisio para ir trabalhando a parte física, cuidar das costas, mas não foge muito disso — contou o atacante.

A declaração mostra como a concentração brasileira busca equilibrar lazer e profissionalismo. Enquanto alguns atletas aproveitam os jogos eletrônicos para relaxar, outros preferem competir nas mesas de pingue-pongue ou nas partidas de truco. Há ainda aqueles que utilizam o tempo disponível para acelerar nos circuitos virtuais do simulador de F-1.

Os mais experientes, por sua vez, costumam seguir um caminho diferente. Em vez das disputas recreativas, aproveitam as horas livres para sessões de fisioterapia preventiva e recuperação física, uma preocupação constante em uma competição de alto nível.

Tudo, porém, acontece dentro de um rígido planejamento elaborado pela comissão técnica de Carlo Ancelotti. Os momentos de lazer são encaixados entre treinamentos, reuniões e atividades de recuperação, funcionando como uma ferramenta importante para aliviar a pressão natural de uma Copa do Mundo.

No hotel The Ridge, a preparação para o Mundial passa pelos gramados, pela academia e pelas salas de análise. Mas também pelos controles de videogame, pelas cartas de truco, pelas raquetes de pingue-pongue e até pelo volante de um carro virtual de Fórmula 1. Afinal, em uma competição tão intensa, saber descansar também faz parte do jogo.

Raphinha sorri durante coletiva de imprensa da Seleção Brasileira
Raphinha revela bastidores de descontração na Seleção Brasileira (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)

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