Conselho vota afastamento de Casares da presidência do São Paulo
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O Conselho Deliberativo do São Paulo se reuniu nesta sexta-feira (16) no estádio do Morumbis para votar o possível impeachment de Julio Casares. Com 188 votos, o quórum foi atingido e Casares foi afastado de seu cargo no Tricolor. Quem assume provisoriamente é o vice-presidente Harry Massis.
A reunião aconteceu de forma híbrida, com participação de conselheiros online também. Era necessário um quórum presencial de 75%, mas a aprovação do andamento do processo do impeachment exigia dois terços do total de conselheiros, totalizando 171 votos favoráveis, o que chegou a ser contestado por Casares durante a semana.
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Com protestos na porta que duraram toda a votação, a reunião começou às 18h30 (de Brasília). Ao todo, 223 conselheiros participaram, atingindo o quórum necessário para seguir. Destes, 55 participaram de forma online.
A reunião começou com José Rubens Macedo Sobrinho, que não era signatário do pedido de impeachment, discursando. Ele deu declarações pedindo que o processo fosse adiantado para que Casares tivesse a oportunidade de se defender.
Os três conselheiros signatários do pedido de impeachment, Caio Forjaz, Flávio Marques e Marcelinho Portugal Gouvêa, tiveram direito a discursos de dez minutos cada um. Depois, foi a vez da defesa de Casares se manifestar. Casares começou seu discurso com tom emotivo, lembrando que frequenta o estádio tricolor desde a infância. Ele também alegou que o que está acontecendo é um "vazamento político" e que não há provas concretas, questionando o porquê de estar sendo condenado.
Com Casares afastado do cargo, começa um prazo de 30 dias para convocação de Assembleia Geral entre os sócios. Agora é necessário apenas maioria simples para que Casares seja destituído em definitivo.

Quem é Harry Massis?
Aos 80 anos, Massis ocupava o cargo de vice-presidente desde 2021, quando integrou a primeira gestão de Casares. Sua ligação com o São Paulo, no entanto, é bem mais antiga: são 61 anos de relação com o clube, iniciada como sócio.
Conselheiro vitalício, Massis já exerceu diferentes funções políticas no Tricolor. Entre 2001 e 2002, atuou como diretor-adjunto de futebol e acompanhou de perto o início da trajetória de Kaká, na campanha do título do Rio-São Paulo de 2001. Já nos Mundiais de 1992 e 1993, ocupava o cargo de diretor-adjunto administrativo e integrou a delegação nas conquistas internacionais.
Fora do futebol, Massis também atua como empresário. Ele é responsável pelo Hotel Massis, na capital paulista, além de comandar outros negócios nos setores de garagens e estacionamentos.
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