Paulinho explica processo de recuperação após refratura e promete mais minutagem no Palmeiras

Camisa 10 do Palmeiras abriu o coração e revelou que recorreu à terapia durante processo de recuperação e diz que está pronto para jogar mais

PorRafaela CardosoSão Paulo (SP)
18/07/2026 17:44
Atualizado há 2 horas
Com a vitória parcial, Palmeiras soma 41 pontos no Campeonato Brasileiro (Foto: Ruano Carneiro / Carneiro Images/Fotoarena/Folhapress)
Paulinho em ação pelo Palmeiras (Foto: Ruano Carneiro / Carneiro Images/Fotoarena/Folhapress)

Um dos retornos mais aguardados do Palmeiras em 2026, o atacante Paulinho, que passou por longo período de recuperação após cirurgia na tíbia da perna direita, está pronto para atuar por mais de 45 minutos nesta segunda metade da temporada do calendário nacional.

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O jogador, que vinha entrando em campo de forma gradual neste retorno, aproveitou a pausa para a Copa do Mundo para dar continuidade ao seu processo individual e ajudar o time por mais vezes daqui para frente. O camisa 10 explicou como foram os meses de recuperação e afirmou que precisou recorrer à terapia para lidar com o momento.

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— É um processo muito difícil, bem árduo mesmo, onde eu jamais, na minha vida inteira, eu imaginei passar por isso, Eu tive uma lesão muito grave na Alemanha, que foi o LCA. Quando eu tive essa lesão, eu falei, mais grave que isso eu não vou conseguir ter. E quando eu estava nos meus melhores anos, lá no Atlético, fazendo muitos gols, me consolidando de certa forma no futebol brasileiro, apareceu essa lesão, onde foi extremamente surpresa — disse Paulinho durante entrevista à TV Palmeiras.

O jogador relatou que não sabia o que era ter uma fratura por estresse e nem da "dor insuportável" que era para jogar. Ele explicou que era preciso "camuflar com injeção". Segundo Paulinho, ainda no Galo, ele ficava fora de treinamentos, fato que atrapalhou seu ano de 2024. Mas o Palmeiras acreditou em sua recuperação e em seu futebol.

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— O Palmeiras deixou bem claro. Na época, Leila, Anderson Barros e o próprio Abel também deixaram bem claro que estavam cientes da minha lesão, mas que acreditavam muito na minha recuperação e que contavam comigo no Palmeiras para esses próximos anos. Então isso para mim foi algo muito valioso, foi algo muito importante que me fez realmente pensar e jamais hesitar em recusar. E desde que eu cheguei eu já vi a diferença do que é realmente o Palmeiras para todos os outros clubes do Brasil — afirmou o camisa 10.

Refratura de Paulinho em 2025

— Em 2025 eu tive uma refratura. Ela aconteceu antes de eu ir para o Mundial. A gente sabia que eu estava com a fratura, só que falei que queria jogar o Mundial. Se fosse para jogar 10, 15 minutos eu queria ir. Uma competição única e que só vai ter daqui a quatro anos de novo. Não vou perder essa oportunidade — explicou.

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— Abel conseguiu ver em mim confiança para poder me utilizar nem que fosse 20, 30 minutos, e foi importante para mim. Joguei leve também, sabia que ia operar depois da competição, que passaria por um processo difícil até o final de 2025, então procurei jogar o mais leve possível para poder desfrutar do jogo, do ambiente que a torcida do Palmeiras proporcionou nos Estados Unidos — relembrou Paulinho.

Paulinho, atacante do Palmeiras
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Paulinho recorreu à terapia no processo de recuperação

Paulinho explicou que o tempo em que ficou "sem fazer nada" foi muito complicado, já que sua vida é totalmente voltada para sua profissão. O jogador contou que ficou muito abalado emocionalmente e precisou da ajuda de familiares e amigos para superar a fase em que estava lesionado.

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— De julho a janeiro fiquei sem fazer nada e a cabeça pira. Vivo minha vida em função do futebol, se as coisas não estão bem na minha profissão, todo o resto, para mim não funcionava. Nesse período fiquei muito abalado emocionalmente, procurava refúgios de uma forma responsável. Tive que procurar ajuda psicológica, faço terapia há mais de um ano e foram as coisas que me seguraram, a família, os hobbies que gosto, a terapia — revelou o camisa 10.

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Virada de chave em 2026 e retorno aos gramados

— Quando virou o ano, começou mais um novo processo, de voltar às atividades, que é bem doloroso. Para a perna e para a mente, porque você tenta ficar buscando o seu normal. É uma luta diária. Ainda estou passando por ela, hoje me sinto muito melhor, estou com o osso praticamente curado, mas ainda passo por um protocolo, por um controle de carga, que já está evoluindo. A gente trabalhou bem até a Copa do Mundo, para pós-Copa começar a evoluir mais, para jogar mais de 45 minutos e estar mais à disposição do time.

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— Não vai ser na loucura de poder jogar agora todo jogo. Não é assim. A gente vai sempre ter os momentos para escolher os melhores jogos para eu jogar como titular, jogar 60, 70 minutos. É o treinador que vai ver onde vou encaixar, onde ele vai ver que eu tenha que jogar. Mas sim, agora na volta vou estar apto para jogar mais de 45 minutos — finalizou Paulinho.


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