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Análise – Espanha quer a Copa do Mundo pelos lados, Argentina pelo meio

Seleções têm a posse de bola como escolha, mas técnicos usam meios diferentes

PorMarcio DolzanEnviado Especial
18/07/2026 20:56
Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, técnicos de Argentina e Espanha
Lionel Scaloni e Luis de la Fuente se abraçam às vésperas da decisão (Foto: Elsa/Getty Images via AFP)

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NOVA YORK, NY (EUA) - Espanha e Argentina fazem neste domingo (19) uma final de Copa do Mundo completamente imprevisível. São duas seleções que têm a posse de bola como principal característica, mas a forma como os times de Luis de la Fuente e Lionel Scaloni fazem seus times jogarem destoa bastante. Uma análise do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa (TSG, na sigla em inglês) mapeou como jogam as duas equipes. 

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A Espanha usa bastante os laterais, Pedro Porro e Cucurella, para fazer infiltração pelo meio da defesa adversária, que invariavelmente está de costas. O time de Luis de la Fuente também faz muitas rotações no meio-campo, especialmente sob o comando de Rodri. E é a seleção que tem mais posse de bola e que consegue mais rápido recuperar a bola.

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Este último aspecto pode ser particularmente interessante para enfrentar a Argentina de Scaloni, que na semifinal diante da Inglaterra conseguiu exercer forte pressão ofensiva após sair atrás do placar. Porque, se a Espanha conseguir recuperar a bola, a chance de encontrar uma defesa aberta é maior.

Os argentinos, por sua vez, não têm as alas como destaque ofensivo, mas sim a progressão pelo corredor central. Obviamente, é por lá que maneja a bola o craque Lionel Messi, mas outro jogador apontado pelo TSG como importante para a movimentação do time é Rodrigo de Paul.

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Outro aspecto que a Argentina tem feito com muita qualidade nesta Copa do Mundo é  a quebra de linha adversária em um setor alto do campo.

Lionel Scaloni durante último treino da Argentina antes da final da Copa do Mundo com a Espanha
Lionel Scaloni durante último treino da Argentina antes da final da Copa do Mundo com a Espanha (Foto: Juan Mabromata/AFP)

As duas seleções também têm como diferencial em relação a maioria dos concorrentes nesse Mundial o fato de estarem com equipes consolidadas há anos. A Argentina manteve a base campeã mundial de 2022, enquanto a Espanha tem um terço de seus jogadores atuando junto na seleção desde a base. O próprio De la Fuente, aliás, treinou o Sub-18 e a seleção olímpica espanhola.

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Para completar o duelo imprevisível, há um aspecto peculiar dos treinos: Scaloni foi aluno de De la Fuente no curso de treinadores da Espanha e ambos são amigos. "Concordamos em muitos conceitos", disse o espanhol na sexta-feira. "Somos amigos, mas ele não sabe o que penso de futebol", ponderou o argentino.

Entre igualdades e diferenças, o tira-teima será visto neste domingo, no MetLife Stadium.

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