Cinco halterofilistas são suspensos por doping em Londres 2012
Entre os nomes que testaram positivo para substâncias proibidas estão os campeões olímpicos Oleksiy Torokhtiy, da Ucrânia e Ruslan Nurudinov, do Uzbequistão

Cinco levantadores de peso, incluindo os campeões olímpicos Oleksiy Torokhtiy, da Ucrânia e Ruslan Nurudinov, do Uzbequistão, foram provisoriamente suspensos por doping, após a repetição de exames em amostras colhidas nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Um comunicado oficial da Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF, em inglês) informou que as os testes repetidos foram conduzidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e deram positivo para substâncias proibidas também nas amostras dos atletas, Melanie Daluzyan da Armênia, Mikalai Novikau, da Bielorússia, e Valentin Hristov, do Azerbaijão.
Torkhtiy conquistou o ouro na categoria 105kg, em Londres 2012 e pode perder o título, seis anos depois. Já Hristov, ficou com o bronze na categoria 56kg, na mesma olimpíada.
Nurudinov foi o quarto colocado na categoria 105kg em Londres 2012, mas foi o campeão mundial em Varsóvia, na Polônia, no ano seguinte e medalhista de ouro na Rio 2016 e nos Jogos Asiáticos de Jacarta, em 2018. Nos Jogos do Rio, ele estabeleceu um novo recorde olímpico com um "clean and jerk" de 237kg.
Novikau ficou em sétimo na categoria 85kg masculino em Londres 2012, enquanto Daluzyan terminou na última colocação no feminino de 69kg.
Todos os atletas testaram positivo para testosterona. Daluzyan e Novikau também fizeram uso de stanozolol.
Se Torokhtiy perder a medalha de ouro, Navab Nassirshalal, do Irã, que ficou com a prata, será declarado campeão e Bartłomiej Bonk, da Polônia, pode subir do bronze para a prata.
As amostras testadas foram as últimos de uma longa lista anunciada pelo COI, que vem refazendo exames antigos com tecnologia mais atualizada. No total, 116 delas, recolhidas nos Jogos de Londres, já foram reprovadas, incluindo 24 do levantamento de peso.
Das amostras de Pequim 2018, 86 testaram positivo para substâncias banidas, com 26 de halterofilistas.
A modalidade corre risco de não ser parte dos Jogos de Paris 2024, pelos problemas com drogas. O COI fez exigências para que o esporte seja mantido na programação: A implementação completa de todas as recomendações das Comissões para o Esporte Limpo, a adoção do Código de compliance da Agência Anti-Doping e o envio de um relatório completo sobre medidas corretivas.
Para Tóquio 2020, os atletas tem sido testados com mais regularidade nas competições classificatórias.

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