CBB comenta 'herança indesejada' da gestão anterior
Por meio de uma nota oficial, a nova gestão comenta sobre a ação movida pelo treinador argentino Rubén Pablo Magnano

Com inúmeros problemas, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), comandada por Guy Peixoto, comentou sobre a 'herança indesejada' deixada por Carlos Nunes e disse estar ciente sobre a ação do treinador argentino, Rubén Pablo Magnano. A entidade criticou os resultados inexpressivos do técnico e afirmou que o presidente da entidade só poderá se pronunciar sobre os problemas financeiros da CBB após o fim da auditoria.
'Antes da conclusão dessa minuciosa análise, o atual presidente, Guy Peixoto Jr, não pode tecer qualquer comentário, a não ser lamentar mais uma herança indesejada deixada pelo antigo gestor'.
O comandante da Seleção masculina até a Rio-2016, segundo e ESPN Brasil, cobra R$ 700 mil da CBB. A quantia comporta reajustes salariais não cumpridos, cláusulas de equilíbrio contratual, além de cerca de R$ 200 mil referentes a aluguéis, despesas condominiais e IPTU do imóvel do argentino. O processo corre no Poder Judiciário do Rio de Janeiro desde o início deste ano.
Magnano foi campeão olímpico com a Seleção Argentina em Atenas-2004 e chegou ao Brasil em 2010. Com a camisa verde e amarela, ele conseguiu a quinta colocação em Londres-2012, sexta no Mundial de 2014 e o ouro no Pan de Toronto-2015. Na Rio-2016, i time canarinho não passou da primeira fase.
A CBB esta sob o comando de Guy Peixoto desde o dia 10 de março deste ano, e passa por uma auditoria completa dos últimos oito anos da entidade.
Confira, na íntegra, a nota oficial da CBB:
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB), através do seu departamento jurídico, está atenta a todas as intercorrências envolvendo o nome da entidade, especialmente, as que foram resultantes da problemática gestão anterior, encabeçada pelo então presidente Carlos Nunes. Uma dessas intempéries é o processo impetrado pelo ex-técnico da Seleção Brasileira, o argentino Rubén Pablo Magnano, no Poder Judiciário do Rio de Janeiro, que cobra R$ 700 mil, referentes a diversos itens, que teriam sido acordados com o presidente anterior.
No último dia 10 de março, o Tribunal de Contas da União (TCU) multou Carlos Nunes, ex-presidente, e Edio Alves, ex-secretário-geral, em R$ 15 mil. O órgão federal identificou suspeitas de fraudes na contratação de empresas para prestação de serviços de viagens, cotação prévia de preços com falhas, pagamento irregular de servidores públicos e também pagamento de funcionários não estatutários com valores acima dos estipulados pelo teto constitucional.
E, o último item recai sobre Rubén Pablo Magnano, que foi citado no relatório da TCU, recriminando o salário de R$ 107.784,57 mil que era recebido pelo treinador, classificando com uma irregularidade grave. Por se tratar de um funcionário não estatutário, o argentino, que não conseguiu nenhum resultado expressivo no comando do selecionado nacional masculino de basquete, não poderia receber seu salário com um valor acima do teto constitucional.
Já foi amplamente divulgado, que a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) contratou uma empresa de auditoria de renome, amplamente conceituada nos cenários nacional e internacional, justamente para analisar os contratos que foram firmados pela antiga gestão nos últimos oito anos. Por isso, antes da conclusão dessa minuciosa análise, o atual presidente, Guy Peixoto Jr, não pode tecer qualquer comentário, a não ser lamentar mais uma herança indesejada deixada pelo antigo gestor.

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