Medalhista olímpica, Ketleyn Quadros se aposenta dos tatames e é homenageada

Brasileira encerra carreira com dois bronzes olímpicos

PorGuilherme VeigaRio de Janeiro (RJ)
23/07/2026 13:49

Supervisionado porThiago Fernandes,
Judoca brasileira Ketleyn Quadros beija sua medalha de bronze e, com a mão direita, segura um buquê de flores no pódio dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008
Ketleyn Quadros se despede do judô com dois bronzes olímpicos (Foto: Acervo Lance!)

Dona de uma medalha olímpica que abriu portas para as mulheres no esporte brasileiro, a judoca Ketleyn Quadros anunciou a aposentadoria dos tatames. Com o encerramento do seu ciclo competitivo, a atleta de 38 anos foi homenageada pela Confederação Brasileira de Judô, nesta quarta-feira (22), em cerimônia realizada no Ginásio do Sogipa, em Porto Alegre (RS).

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A celebração à carreira de Ketleyn aconteceu durante a disputa da Seletiva Nacional Sênior, com a entrega de uma placa de reconhecimento à sua contribuição para o judô nacional. A judoca também recebeu um buquê de flores das treinadoras Andréa Berti e Rosicleia Campos, que estiveram presentes em boa parte de sua trajetória.

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Natural de Ceilândia (DF), Ketleyn foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica em uma modalidade individual. O bronze em Pequim 2008, na categoria até 57 kg, foi recordado em um vídeo exibido durante o evento.

Ketleyn Quadros recebe homenagem da Confederação Brasileira de Judô, no Ginásio do Sogipa
Ketleyn Quadros é homenageada pela CBJ (Foto: Anderson Neves/CBJ e Gustavo Silva)

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Ketleyn Quadros abre o coração e fala do legado de Pequim 2008

A decisão de pendurar o quimono foi anunciada por Ketleyn em seu perfil nas redes sociais. No vídeo, a judoca destaca o impacto positivo que o bronze de Pequim 2008 trouxe para a formação de novas atletas no cenário feminino individual, afirmando que este legado supera a conquista da medalha em si.

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— Tive o privilégio de representar o Brasil nos principais palcos do mundo. Em 2008, eu conquistei uma medalha olímpica que marcou a minha trajetória. Mas, com o passar dos anos, percebi que o maior significado daquela conquista não estava apenas na medalha em si. Estava nas portas que ela ajudou a abrir. E se hoje mais meninas acreditam que podem chegar lá, se mais mulheres ocupam espaços que antes pareciam distantes, então eu sinto que a minha missão foi muito maior do que qualquer pódio.

Ketleyn venceu quatro das cinco lutas que disputou nos Jogos de Pequim. 16 anos depois, ela integrou a equipe que levou o bronze inédito por equipes mistas, em Paris 2024. Somada à participação em Tóquio 2020, quando atuou na categoria até 63 kg, são três Olimpíadas na carreira.

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Entre as outras conquistas no currículo de Ketleyn, estão três medalhas no Campeonato Mundial por Equipes (1 prata e 2 bronzes); oito em Grand Slam (2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes); 8 em Grand Prix (2 ouros, 3 pratas e 3 bronzes); cinco nas extintas etapas de Copa do Mundo (1 ouro, 3 pratas e 1 bronze); e um bronze nos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023.

Recentemente, a judoca concluiu o Curso Avançado de Gestão Esportiva (CAGE), do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Ela também atua na Comissão de Atletas da entidade.

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