Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013; lei do ex fala mais alto no Pacaembu
Com gol de Rosinei, Galo segura o Timão e garante a vitória em São Paulo.

O mês de julho de 2013 ficou marcado na história do futebol sul-americano pelo foco total na decisão da Copa Libertadores da América, onde o Atlético-MG buscava o seu título inédito. No entanto, o Campeonato Brasileiro não parava, e a tabela reservava um choque de gigantes nacionais para a tarde daquele domingo, 14 de julho de 2013. O Lance! relembra Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013.
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O Corinthians, atual campeão mundial e comandado pelo técnico Tite, recebeu o Galo no Estádio do Pacaembu em partida válida pela sétima rodada da competição. Com os mineiros preservando alguns titulares absolutos sob a gestão de Cuca, visando ao torneio continental, o duelo prometia ser uma grande oportunidade para o Timão somar três pontos em casa. Contudo, o futebol é pródigo em pregar peças táticas, e o confronto que terminou com o placar de Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013 acabou sacramentado por um elemento clássico do esporte: a implacável "lei do ex".
O panorama tático no Estádio do Pacaembu
O apito inicial do árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio deu largada a um embate de forte xadrez tático. Tite mandou o Corinthians a campo com a sua força máxima disponível, escalando uma linha de frente badalada com Romarinho, Alexandre Pato e o centroavante peruano Paolo Guerrero, além da sustentação tradicional dada por Ralf no meio-campo. A proposta do Timão era clara: aproveitar o apoio massivo dos 32.797 pagantes que lotavam as arquibancadas do Pacaembu para sufocar a saída de bola mineira e ditar o ritmo da partida. Do outro lado, mesmo com desfalques, o Atlético-MG de Cuca exibia uma formação experiente, liderada pelo zagueiro Réver e pelo veterano volante Gilberto Silva, mantendo jovens velozes como Bernard na armação.
O Corinthians iniciou a partida pressionando e detendo a maior posse de bola territorial. Edenílson e Fábio Santos apoiavam constantemente as jogadas laterais, tentando furar o bloqueio montado pelos defensores Michel e Júnior César. Alexandre Pato flutuava pela ponta e buscava o gol do arqueiro Victor, que se mostrava seguro nas saídas de bola. No entanto, faltava precisão ao último passe do meio-campo corinthiano, que sentia dificuldades de infiltração na parede armada por Cuca. O Atlético-MG, muito maduro emocionalmente, aceitava a pressão inicial dos donos da casa e buscava preencher os espaços na intermediária, aguardando pacientemente uma oportunidade esporádica para golpear através da velocidade de Neto Berola e Bernard.
A famosa lei do ex com Rosinei e a vantagem mineira
A estratégia reativa do Galo colheu o seu fruto definitivo aos 35 minutos da primeira etapa. Em uma transição ofensiva bem estruturada pelo setor central, a bola foi trabalhada até encontrar o volante Rosinei. Revelado nas categorias de base do próprio Corinthians e campeão brasileiro pelo clube paulista em 2005, o meio-campista infiltrou-se de forma surpreendente na área corinthiana. Com muita frieza e aproveitando um raro cochilo de posicionamento da zaga composta por Gil e Paulo André, Rosinei finalizou com precisão para vencer o goleiro Cássio, balançando as redes e silenciando o Estádio do Pacaembu. O gol foi o exemplo perfeito de como a lei do ex costuma ser fatal e precisa nos gramados nacionais.
Em desvantagem no placar, o Corinthians sentiu o golpe psicológico e passou a atacar de maneira desordenada nos minutos finais do primeiro tempo. O volante Guilherme e o meia Ibson tentavam ditar o ritmo, mas erravam passes bobos que geravam contragolpes perigosos para o Atlético-MG. Cuca orientava seus jogadores a valorizar a posse de bola e esfriar o ímpeto da torcida paulista. A primeira metade do confronto Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013 encerrou-se com a vantagem mínima para os visitantes, deixando o técnico Tite com a dura missão de modificar a postura ofensiva da sua equipe no vestiário.
A pressão do Corinthians e a resistência do Galo
Na volta para a etapa complementar, o Corinthians adotou uma postura totalmente agressiva, empurrando o Atlético-MG para o seu próprio campo de defesa. Percebendo a necessidade de oxigenar o ataque e dar maior amplitude ao time, Tite promoveu alterações estruturais: sacou o defensor Paulo André para a entrada de Paulo Victor e substituiu Alexandre Pato pelo jovem Léo. O Timão passou a alçar muitas bolas na grande área, buscando a força física de Guerrero e o oportunismo de Romarinho. Contudo, todas as investidas paravam na exibição espetacular do goleiro Victor, que realizava defesas difíceis e transmitia total segurança aos companheiros de zaga, Rafael Marques e Réver.
O jogo tornou-se extremamente truncado e ríspido na metade final, resultando em uma chuva de cartões amarelos aplicados por Wilton Pereira Sampaio. Guilherme e Fábio Santos foram advertidos pelo lado paulista, enquanto Michel, Luan e o meia Guilherme receberam cartões pelo lado mineiro. Cuca respondeu à pressão corinthiana fechando de vez a sua equipe; ele promoveu as entradas do atacante Luan na vaga de Neto Berola para recompor o meio-campo, colocou o jovem Lucas Cândido no lugar de Réver e acionou Marcos Rocha na lateral. O Corinthians lutou bravamente até os acréscimos, mas a desorganização tática e o cansaço físico pesaram, impedindo que o time furasse o ferrolho atleticano até o apito final.
O impacto de Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013 na temporada
O apito final do árbitro sacramentou um triunfo de valor imenso para o elenco do Atlético-MG. A vitória por 1 a 0 em pleno Pacaembu serviu para comprovar a força e a profundidade do grupo montado pela diretoria atleticana, demonstrando que o time mantinha a competitividade elevada mesmo poupando peças vitais para a final da Libertadores da América. A grande atuação tática de Gilberto Silva e o oportunismo de Rosinei foram amplamente elogiados pela imprensa esportiva de todo o país, injetando uma dose gigante de confiança para os compromissos históricos que o Galo teria na sequência daquele ano de 2013.
Para o Corinthians, o revés dentro de casa acendeu um sinal de alerta importante sobre a falta de criatividade ofensiva da equipe diante de defesas compactadas. O time de Tite mostrava solidez defensiva habitual com Ralf e Gil, mas pecava pela falta de repertório para abastecer Paolo Guerrero com qualidade no ataque. O histórico confronto de 2013 permanece guardado na memória dos torcedores mineiros como uma exibição cirúrgica e inteligente fora de casa, onde a organização coletiva superou o favoritismo dos mandantes e provou que, no futebol brasileiro, a lei do ex nunca falha quando encontra a oportunidade exata.
Ficha técnica - Corinthians 0 x 1 Atlético-MG no Brasileirão 2013
- Data: 14 de Julho de 2013 (Domingo)
- Horário: 16h00 (de Brasília)
- Local: Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)
- Competição: Campeonato Brasileiro 2013 (7ª Rodada)
- Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
- Público: 32.797 pagantes
- Renda: R$ 1.152.192,00
Gol:
- Atlético-MG: Rosinei (35'/1ºT)
Cartões Amarelos:
- Corinthians: Guilherme, Fábio Santos
- Atlético-MG: Michel, Luan, Guilherme
Escalações:
CORINTHIANS:
Cássio; Edenílson, Gil, Paulo André (Paulo Victor) e Fábio Santos; Ralf e Guilherme; Ibson, Romarinho e Alexandre Pato (Léo); Guerrero.
Técnico: Tite.
ATLÉTICO-MG:
Victor; Michel, Rafael Marques, Réver (Lucas Cândido) e Júnior César (Marcos Rocha); Gilberto Silva e Rosinei; Neto Berola (Luan), Guilherme e Bernard; Alecsandro.
Técnico: Cuca.

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