Artilheiro da Copa de 1950: Ademir de Menezes, do Brasil

A história de Ademir, o Queixada, grande artilheiro da Copa de 1950

PorLance!São Paulo (SP)
06/07/2026 05:11
Ademir de Menezes (Foto: Reprodução)
Ademir de Menezes veste a camisa da seleção brasileira. Conhecido como "Queixada", o atacante marcou época e fez história na Copa do Mundo de 1950 ao terminar a competição como o grande artilheiro isolado do torneio.
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A Copa do Mundo de 1950 foi realizada no Brasil, marcando o retorno do torneio após a Segunda Guerra Mundial.
Ademir de Menezes, conhecido como 'Queixada', foi o artilheiro, marcando nove gols e conquistando a Chuteira de Ouro.
O Brasil perdeu o título para o Uruguai no 'Maracanazo', embora Ademir tenha sido fundamental na campanha da seleção.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A quarta edição da Copa do Mundo, realizada em 1950, marcou o aguardado retorno do principal torneio de futebol do planeta após a longa paralisação forçada pela Segunda Guerra Mundial. O Brasil foi o país escolhido para sediar o grandioso evento, encarando o imenso desafio de construir o maior estádio do mundo na época, o lendário Maracanã. O clima no país era de absoluto otimismo e festa, com a certeza quase unânime de que a taça ficaria em solo sul-americano de forma inédita. O Lance! relembra o artilheiro da Copa de 1950: Ademir de Menezes, do Brasil.

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A seleção brasileira entrou em campo carregando o enorme favoritismo, não apenas pelo fator casa, mas pelo talento inegável de sua geração. Sob o comando do técnico Flávio Costa, a equipe apresentava um futebol ofensivo e envolvente, recheado de craques que dominavam o cenário nacional. A torcida confiava cegamente naquele esquadrão, que transformava cada partida no Rio de Janeiro e em São Paulo em um verdadeiro espetáculo de imposição técnica e tática.

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Para que essa máquina de jogar futebol funcionasse com perfeição, o Brasil contava com um atacante de características únicas liderando o setor ofensivo. Dono de uma velocidade impressionante e de um raciocínio muito rápido, ele era a peça-chave de um time acostumado a sufocar os adversários desde o apito inicial. Seu faro de gol e sua capacidade de infiltração na área já o haviam consagrado como um dos maiores ídolos do país, sendo a estrela máxima do histórico "Expresso da Vitória" do Vasco da Gama.

Artilheiro da Copa de 1950: Ademir de Menezes, do Brasil

O grande diferencial desse craque era a sua temida arrancada, uma jogada fulminante que a imprensa e os torcedores eternizaram como o famoso "rush". Quando ele recebia a bola em velocidade, era praticamente impossível para os zagueiros da época acompanharem o seu ritmo, restando apenas a dura missão de tentar evitar o gol. Além de sua técnica refinada e explosão muscular, ele também carregava o inconfundível apelido de "Queixada", devido ao formato proeminente do seu maxilar.

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Esse goleador implacável era Ademir de Menezes, o nome que se transformou no grande pesadelo das defesas internacionais durante aquele Mundial. Com uma precisão assustadora nos arremates, Ademir não apenas conduziu o Brasil até a última partida, mas também cravou o seu nome nos livros como o grande Artilheiro da Copa de 1950. Com uma performance assombrosa, ele anotou uma quantidade de gols que o isolou no topo das estatísticas com extrema folga sobre os demais concorrentes.

O faro de gol na primeira fase do Mundial

A trajetória de Ademir de Menezes na Copa de 1950 começou a ganhar contornos históricos logo no jogo de abertura do torneio, no recém-inaugurado Maracanã. Diante da seleção do México, o Brasil impôs seu ritmo e venceu confortavelmente por 4 a 0, com o Queixada balançando as redes duas vezes. Seu faro de gol acalmou os nervos da estreia e mostrou à torcida que o ataque brasileiro estava afiado.

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Após um empate sem gols de Ademir contra a Suíça na segunda rodada, a seleção brasileira precisava de uma vitória decisiva contra a forte Iugoslávia para garantir a primeira posição do grupo e avançar na competição. Em um jogo tenso, Ademir de Menezes foi fundamental ao abrir o placar, pavimentando o caminho para a vitória por 2 a 0 que colocou o Brasil na fase final do torneio.

O show e as goleadas no quadrangular final

O formato da Copa de 1950 previa um quadrangular final para decidir o campeão, e foi nessa fase que Ademir atingiu o seu ápice esportivo. O primeiro desafio foi contra a Suécia, e o que se viu no Maracanã foi um massacre histórico. O Brasil aplicou sonoros 7 a 1, com Ademir tendo a melhor atuação de sua vida pela seleção: ele marcou nada menos que quatro gols (um póquer), destruindo a linha defensiva escandinava com seus famosos "rushes".

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No jogo seguinte, a empolgação tomou conta do país quando o Brasil enfrentou a Espanha. Em mais uma exibição de gala coletiva e individual, a seleção goleou por 6 a 1 ao som da torcida cantando "Touradas de Madri". O Queixada manteve sua rotina letal e marcou novamente. Historicamente, credita-se a ele um total de nove gols no torneio após revisões estatísticas da FIFA (que alterou a autoria de um gol contra espanhol e confirmou dois tentos do brasileiro nessa partida), consolidando de forma inquestionável a sua Chuteira de Ouro.

O doloroso Maracanazo e a imortalidade de Ademir

A partida final daquele quadrangular, que na prática funcionou como a grande final da Copa, ocorreu contra o Uruguai. O Brasil precisava apenas de um empate, mas acabou sofrendo a virada por 2 a 1 no episódio trágico que o mundo batizou de Maracanazo. Diante da fortíssima marcação uruguaia comandada por Obdulio Varela, Ademir não conseguiu encontrar os mesmos espaços e passou em branco no jogo mais importante de sua geração.

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Apesar da dor da perda do título em casa, o revés não diminuiu a grandiosidade do que Ademir de Menezes alcançou em 1950. Sua marca de nove gols em uma única edição de Copa do Mundo segue sendo, até os dias atuais, um recorde absoluto para qualquer jogador brasileiro na história do torneio (superando nomes como Pelé e Ronaldo Fenômeno no quesito gols em uma única edição). O Queixada deixou um legado de explosão física e técnica que marcou uma era de ouro e de transição no futebol sul-americano.

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