Por onde anda o ex-meia Cleisson, do Atlético-MG e Cruzeiro?
Cleisson vive hoje nova fase no futebol após uma carreira marcada por polêmicas.

Cleisson Edson Assunção, conhecido nacionalmente como Cleisson, marcou época no futebol brasileiro nos anos 1990 e 2000. Volante de pegada forte, mas revelado como atacante, teve uma carreira marcada por mudanças de posição, passagens por clubes gigantes e episódios controversos. Seu nome surge com destaque especialmente em Cruzeiro, Flamengo e Atlético-MG, onde viveu fases contrastantes de destaque esportivo e conflitos. O Lance! te conta por onde anda o ex-meia Cleisson.
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Oriundo do futebol amador de Belo Horizonte, ele surgiu com impacto imediato ao despontar no Cruzeiro, tornando-se artilheiro na conquista da Copa do Brasil de 1993. A partir dali, iniciou uma trajetória que o levaria a Portugal, retornaria ao Brasil, renderia títulos importantes e consolidaria sua imagem como um jogador de forte personalidade.
Apesar do talento, Cleisson também é lembrado por situações polêmicas em campo, incluindo discussões com adversários, rusgas internas e o emblemático episódio em que cuspiu no zagueiro Adílson Batista durante um duelo de Libertadores. Mesmo assim, muitos treinadores valorizavam sua versatilidade: começou como atacante, virou ponta, meia e se fixou como volante.
Ao mesmo tempo, sua carreira incluiu fases de brilho, especialmente no Atlético-MG, onde atuou por três temporadas, e no Fortaleza, em 2009, ano em que encerrou sua passagem como atleta com um último título estadual. Hoje, longe dos gramados, Cleisson segue envolvido no futebol, mas em uma nova função.
Este texto revisita sua trajetória, suas polêmicas, seus títulos, sua fase final como jogador e revela por onde anda Cleisson, um dos personagens mais peculiares do futebol brasileiro recente.
A formação no futebol mineiro e a ascensão no Cruzeiro
Cleisson começou no futebol amador de Belo Horizonte, defendendo o tradicional Santa Tereza. Seu desempenho chamou atenção do Cruzeiro, que o levou para as categorias de base no início dos anos 1990. Em 1992, subiu aos profissionais e logo demonstrou potencial ofensivo. A campanha de 1993 o colocou definitivamente no radar nacional: ele foi artilheiro do Cruzeiro na Copa do Brasil, com seis gols, sendo peça importante no título.
Entre idas e vindas ao exterior, especialmente ao Belenenses, o jogador acumulou conquistas, incluindo três títulos mineiros, duas Copas do Brasil, a Copa Ouro de 1995 e a Taça Libertadores de 1997, mesmo que neste ano ele já estivesse de saída. A versatilidade ofensiva e sua disposição física eram características marcantes da primeira fase de sua carreira.
A passagem conturbada de Cleisson pelo Flamengo
O ano de 1997 marcou a transferência de Cleisson ao Flamengo. No clube carioca, ele migrou definitivamente para a função de volante, posição em que se consolidaria. O período também ficou marcado por episódios de desgaste interno e rejeição da torcida. Em enquete feita pela revista Placar, Cleisson foi apontado pelos próprios jogadores consultados como um dos atletas mais antipáticos do Brasil naquele momento, reflexo de um estilo competitivo e, por vezes, agressivo.
Mesmo assim, conquistou títulos: foi campeão carioca e da Taça Guanabara em 1999. Porém, seu ciclo no Flamengo não teve grande identificação, levando à transferência para o Grêmio e, mais tarde, ao Atlético-MG.
A fase no Atlético-MG e o episódio com Adílson Batista
Entre 2000 e 2003, Cleisson viveu uma de suas fases mais conhecidas ao atuar pelo Atlético-MG. No clube mineiro, reforçou sua reputação de jogador intenso, marcador firme e dono de personalidade explosiva. A relação com a torcida alternou bons momentos, especialmente quando foi peça importante no meio-campo alvinegro, com episódios controversos — como o famoso duelo contra o Corinthians, em 2000.
Nesse jogo, válido pelas quartas de final da Libertadores, Cleisson se desentendeu com o ex-zagueiro Adílson Batista e cuspiu no adversário, gerando enorme repercussão nacional. O episódio marcou sua trajetória no clube e se tornou um dos momentos mais lembrados da competição.
Ainda assim, foram três anos competitivos no Atlético-MG, consolidando seu nome no futebol mineiro e reforçando sua carreira como volante.
Passagens por diversos clubes e o capítulo final no Fortaleza
Após o Galo, Cleisson viveu uma carreira itinerante, acumulando passagens rápidas por Brasiliense, Sport Recife, Náutico, Portuguesa, Santa Cruz, Caxias, Ceará e América de Natal. Também jogou no Pogon Szczecin, da Polônia, em 2005.
Seu último momento de destaque como jogador foi no Fortaleza, em 2009. Chegou durante o Campeonato Cearense e rapidamente se tornou peça influente. Fez gols, ganhou a confiança da torcida e ajudou o clube a conquistar o Tricampeonato Cearense de 2009. Em julho daquele ano, anunciou oficialmente sua aposentadoria após 13 jogos e quatro gols com a camisa tricolor.
Por onde anda o ex-meia Cleisson?
Após pendurar as chuteiras, Cleisson não se afastou do futebol. Em 2012, foi anunciado como novo treinador do Guarany de Sobral. Seu trabalho como técnico foi breve, mas marcou o início de uma fase em que se dedicou à preparação, estudos e trabalhos eventuais na função.
Embora não tenha se estabelecido de forma duradoura como treinador, a transição mostrou seu interesse em permanecer no ambiente do futebol e buscar novos caminhos após quase duas décadas como atleta profissional.
Hoje, Cleisson (@cleissonfutebol) segue ligado ao futebol brasileiro, atuando como treinador e profissional de projetos esportivos. Ao longo dos últimos anos, tem trabalhado em funções técnicas e de comando em equipes de menor investimento, mantendo presença regional principalmente no Nordeste e em Minas Gerais. Mantém participação ativa em eventos, clínicas de futebol e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de jovens atletas.
Sua vida pós-aposentadoria é marcada por discrição, trabalhos pontuais e uma rotina menos exposta do que nos anos de atleta, mas sempre vinculada ao ambiente esportivo — área pela qual nunca deixou de demonstrar paixão.
Clubes da carreira de Cleisson
- Santa Tereza (base)
- Cruzeiro
- Belenenses
- Vitória
- Flamengo
- Grêmio
- Atlético-MG
- Brasiliense
- Sport Recife
- Náutico
- Pogon Szczecin
- Portuguesa
- Santa Cruz
- Caxias
- Gama
- Ceará
- América de Natal
- Fortaleza

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