Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018: Suárez marca em seu centésimo jogo e garante classificação

Relembre a vitória da Celeste em Rostov que carimbou a vaga nas oitavas.

PorLance!São Paulo (SP)
15/06/2026 06:39
Atualizado há 2 minutos
O atacante Luis Suárez festeja de forma emblemática após anotar o gol da vitória do Uruguai sobre a Arábia Saudita na Rostov Arena, celebrando o seu centésimo jogo oficial pela seleção charrua. (FIFA)
O atacante Luis Suárez festeja de forma emblemática após anotar o gol da vitória do Uruguai sobre a Arábia Saudita na Rostov Arena, celebrando o seu centésimo jogo oficial pela seleção charrua. (FIFA)
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Uruguai vence Arábia Saudita por 1 a 0 na Copa do Mundo de 2018, com gol de Luis Suárez em seu 100º jogo pela seleção.
A vitória garante classificação antecipada do Uruguai às oitavas de final, mantendo a equipe invicta e sem sofrer gols.
Arábia Saudita mostrou melhora tática em relação à estreia, mas não conseguiu evitar a eliminação na fase de grupos.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A tarde de quarta-feira, 20 de junho de 2018, ofereceu aos torcedores presentes na moderna Rostov Arena, na cidade de Rostov do Don, um confronto de enorme peso estratégico e contornos históricos pela segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo da Rússia. Sob o calor moderado do verão do Leste Europeu, as seleções do Uruguai e da Arábia Saudita mediram forças em um embate que se provou definitivo para desenhar o destino matemático da chave. Para a Celeste Olímpica, a partida carregava uma atmosfera de celebração e cobrança: o craque Luis Suárez pisava no gramado para completar a expressiva marca de 100 jogos oficiais vestindo a mística camisa de seu país, determinado a afastar o desempenho discreto da estreia e carimbar a classificação antecipada para o mata-mata direto. O Lance! relembra Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018.

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A seleção do Uruguai, conduzida com imensa sabedoria pelo veterano treinador Óscar Tabárez — o respeitado "Maestro" —, atravessava um período de transição técnica e consolidação de identidade. Conhecido historicamente pelo pragmatismo defensivo, pelo brio inabalável e pela lendária "Garra Charrúa", o Uruguai de 2018 começava a flertar com um futebol de maior controle e passes curtos através de uma jovem e talentosa linha de meio-campistas. No entanto, ciente do nível de exigência de um Mundial, Tabárez sabia que a solidez competitiva e o oportunismo de sua lendária dupla de ataque, composta por Luis Suárez e Edinson Cavani, continuavam sendo os pilares fundamentais para sustentar as ambições de título da delegação sul-americana.

Do outro lado, a pressionada seleção da Arábia Saudita entrava em campo ferida em seu orgulho e disposta a apagar a péssima imagem deixada na abertura da competição. Sob a orientação tática do treinador argentino Juan Antonio Pizzi, os Filhos do Deserto haviam sofrido um massacre humilhante de 5 a 0 diante dos anfitriões russos no jogo inaugural do torneio. Pizzi operou uma verdadeira revolução nos bastidores, realizando diversas alterações na equipe titular — incluindo a mudança no gol com a entrada de Moha Al Owais — para tentar resgatar a dignidade competitiva. A proposta saudita consistia em congestionar o círculo central, reter a posse da bola na base da paciência tática e evitar que o Uruguai impusesse o seu jogo físico e vertical.

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O desenrolar do confronto em Rostov entregou aos espectadores uma autêntica crônica de pragmatismo, inteligência posicional e gerenciamento de energia por parte do Uruguai. Sem precisar aplicar um ritmo avassalador ou dar um espetáculo plástico para encantar o público neutro, a Celeste controlou as ações táticas com imensa frieza. O placar econômico de Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita foi construído na base do oportunismo cirúrgico de Luis Suárez, que aproveitou uma falha grave do arqueiro adversário na primeira etapa. O triunfo magro garantiu os três pontos necessários para carimbar o passaporte uruguaio rumo às oitavas de final, mantendo a equipe invicta e sem sofrer gols na Rússia.

Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018

Suárez centenário e a pressão no Grupo A

A atmosfera que antecedeu o apito inicial do árbitro francês Clément Turpin refletia a imensa vantagem matemática que o Uruguai ostentava nos bastidores de Rostov. Como a Rússia já havia batido o Egito por 3 a 1 na abertura daquela mesma rodada, uma vitória simples seria suficiente para classificar uruguaios e russos de forma simultânea, despachando egípcios e sauditas com uma rodada de antecedência. Ciente desse cenário confortável, o Maestro Óscar Tabárez desenhou uma estratégia voltada para o equilíbrio de linhas, mantendo o clássico esquema 4-4-2 com a sustentação defensiva de seus capitães e permitindo que o time gerenciasse o desgaste físico sob o sol russo.

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O grande foco das lentes de transmissão e das atenções do público estava inteiramente concentrado em Luis "El Pistoleiro" Suárez. Criticado por sua falta de ritmo e chances desperdiçadas na vitória magra por 1 a 0 sobre o Egito na estreia, o camisa 9 entrou no gramado da Rostov Arena com o brio renovado. Completar 100 exibições pela seleção nacional era um feito reservado aos maiores mitos da história charrua, e Suárez sabia que a melhor forma de celebrar a efeméride seria empurrando a bola para as redes, silenciando os analistas e devolvendo a tranquilidade ao povo uruguaio que invadiu as ruas da Rússia.

A falha de Al Owais e o oportunismo do Pistoleiro

Quando a bola rolou no gramado perfeito de Rostov, a Arábia Saudita surpreendeu ao apresentar uma postura tática muito mais organizada, agressiva e consistente em comparação ao fiasco da estreia. Sob o comando de Salman Al Faraj e Abdullah Otayf, os sauditas adiantaram suas linhas de marcação e passaram a reter a posse de bola no campo ofensivo, trocando passes curtos e tentando acionar a velocidade do ponta Salem Al Dawsari pelo flanco esquerdo. O Uruguai aceitava o domínio territorial do oponente com imensa tranquilidade, postando o seu bloco defensivo na entrada da grande área e esperando o momento exato para desferir um contra-ataque letal.

A paciência e o pragmatismo da Celeste colheram frutos dourados aos 23 minutos da etapa inicial, através de um lance de bola parada que desestruturou os planos da Arábia Saudita. Em uma cobrança de escanteio precisa desferida pelo experiente meia Carlos Sánchez pelo lado esquerdo do ataque, a bola viajou fechada em direção à pequena área. O goleiro saudita Moha Al Owais cometeu um erro de julgamento gravíssimo ao sair mal do gol, caçando fantasma e passando totalmente em branco no corte aéreo. Posicionado de forma cirúrgica na segunda trave, o iluminado Luis Suárez apenas escorou de perna esquerda para empurrar a bola para o fundo do gol vazio.

O gol histórico do Pistoleiro desencadeou uma catarse no banco de reservas uruguaio e explodiu a festa dos torcedores charruas nas arquibancadas. Na comemoração, Suárez colocou a bola por baixo de sua camisa amarela, homenageando a sua esposa pela espera do terceiro filho do casal — um cartão-postal perfeito para eternizar o seu centésimo jogo. Atrás no placar, a Arábia Saudita tentou esboçar uma reação na base do brio coletivo, mas sofreu um novo baque tático aos 44 minutos, quando o meia Taisir Al-Jassim sentiu uma grave lesão muscular, forçando Juan Antonio Pizzi a queimar a sua primeira substituição com a entrada de Hussain Al-Mogahwi antes do intervalo.

A barreira de ferro de Godín e o xadrez de Tabárez

Insatisfeito com a crônica falta de infiltração e poder de agressividade de sua equipe na metade inicial, o técnico Juan Antonio Pizzi cobrou maior ousadia de seus homens de frente no vestiário. A Arábia Saudita retornou para a etapa complementar demonstrando uma postura psicológica muito mais vertical, arriscando chutes de longa distância com Hattan Babhir e tentando furar o bloqueio uruguaio pelas pontas. Contudo, a noite em Rostov pertencia à sólida e intransponível barreira de ferro montada pela dupla de zaga composta por Diego Godín e José María Giménez, que rechaçava absolutamente todas as investidas aéreas e terrestres dos asiáticos com extrema soberania.

Percebendo que o seu meio-campo começava a ceder espaços devido ao cansaço físico, o Maestro Óscar Tabárez operou uma dupla substituição cirúrgica aos 14 minutos do segundo tempo. O treinador sacou Matías Vecino e Cristián Rodríguez para promover as entradas dos jovens Lucas Torreira e Diego Laxalt, injetando uma voltagem extra de combatividade na marcação e velocidade nas transições laterais. As mexidas equilibraram as ações táticas e permitiram que o Uruguai retomasse o controle psicológico do jogo, amarrando o ímpeto dos Filhos do Deserto no círculo central.

O gerenciamento da vitória e a vaga carimbada para o Uruguai

Nos minutos finais do confronto, a Arábia Saudita partiu para um abafa desesperado na base do brio, impulsionada pelas entradas de Mohamed Kanno e do centroavante Moha Al-Sahlawi do banco de reservas. Os sauditas rondavam a grande área sul-americana, mas esbarravam na imensa experiência do goleiro Fernando Muslera, que completava exibições seguras para interceptar os cruzamentos. O Uruguai teve duas oportunidades claras para ampliar o placar e transformar a vitória em goleada nos pés de Edinson Cavani, que lutou bravamente e realizou um trabalho tático defensivo impecável, mas parou em boas defesas de recuperação do goleiro Al Owais.

Tabárez gastou os últimos minutos do cronômetro promovendo a entrada do volante Nahitan Nández na vaga do cansado Carlos Sánchez aos 32 minutos, fechando completamente a casinha e administrando o placar com imensa sabedoria competitiva. A Arábia Saudita demonstrava esgotamento físico decorrente do ritmo intenso, limitando-se a trocar passes burocráticos sem conseguir agredir a meta de Muslera. O apito final do árbitro Clément Turpin selou a vitória justa e cirúrgica do Uruguai pelo placar de 1 a 0, carimbando de forma oficial e incontestável o passaporte das duas equipes do grupo rumo à próxima fase.

O legado de Rostov: maturidade competitiva rumo às oitavas

O término da partida na Rostov Arena sacramentou a segunda vitória consecutiva do Uruguai na Copa do Mundo de 2018, isolando a equipe na vice-liderança do Grupo A com 6 pontos conquistados, empatada com a anfitriã Rússia, mas atrás nos critérios de saldo de gols. A campanha impecável em termos defensivos — duas vitórias por 1 a 0 — atestava a força do pragmatismo e da maturidade competitiva implementados por Óscar Tabárez. O Uruguai provava ao planeta futebol que possuía casca psicológica e solidez tática para vencer os compromissos mais amarrados do torneio, preparando-se para decidir o topo da tabela contra os russos na rodada final de Samara.

Para a seleção da Arábia Saudita, o revés pelo placar mínimo diante de uma das camisas mais tradicionais e temidas do futebol sul-americano representou uma despedida honrosa, digna e de cabeça erguida da briga pela classificação na Rússia. Embora a eliminação precoce na fase de grupos estivesse matematicamente sacramentada com zero pontos somados em duas rodadas, a boa organização tática e o brio exibidos pelos comandados de Juan Antonio Pizzi em Rostov ajudaram a limpar a má impressão deixada na goleada sofrida na estreia contra os donos da casa. O jogo entrou para a história como a noite em que o Pistoleiro Luis Suárez vestiu a capa de herói centenário para guiar a Celeste rumo ao mata-mata.

Ficha técnica - Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018

  • Data: Quarta-feira, 20 de junho de 2018
  • Horário: 12:00 (de Brasília)
  • Local: Rostov Arena – Rostov do Don, Rússia
  • Árbitro: Clément Turpin (França)
  • Transmissão: Globo

Gols

  • Uruguai: Luis Suárez (23')

Escalações e substituições de Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018

Uruguai (Técnico: Óscar Tabárez)

  • 1 - Fernando Muslera (G)
  • 4 - Guillermo Varela
  • 2 - José María Giménez
  • 3 - Diego Godín (C)
  • 22 - Martín Cáceres
  • 5 - Carlos Sánchez (Saiu aos 82')
  • 15 - Matías Vecino (Saiu aos 59')
  • 6 - Rodrigo Bentancur
  • 7 - Cristián Rodríguez (Saiu aos 59')
  • 9 - Luis Suárez ⚽
  • 21 - Edinson Cavani

Banco de reservas utilizados:

  • 17 - Diego Laxalt (Entrou aos 59')
  • 14 - Lucas Torreira (Entrou aos 59')
  • 8 - Nahitan Nández (Entrou aos 82')

Não utilizados: Martín Campaña, Martín Silva, Maxi Pereira, Sebastián Coates, Gastón Silva, De Arrascaeta, Jonathan Urreta, Christián Stuani, Maxi Gómez.

Arábia Saudita (Técnico: Juan Antonio Pizzi)

  • 22 - Moha Al Owais (G)
  • 6 - Moha Al Burayk
  • 3 - Osama Hawsawi (C)
  • 4 - Ali Al Bulayhi
  • 13 - Yasir Al-Shahrani
  • 14 - Abdullah Otayf
  • 17 - Taisir Al-Jassim (Saiu aos 44')
  • 7 - Salman Al Faraj
  • 9 - Hattan Babhir (Saiu aos 75')
  • 18 - Salem Al Dawsari
  • 19 - Fahad Al Muwallad (Saiu aos 78')

Banco de reservas utilizados:

  • 16 - Hussain Al-Mogahwi (Entrou aos 44')
  • 12 - Mohamed Kanno (Entrou aos 75')
  • 10 - Moha Al-Sahlawi (Entrou aos 78')

Não utilizados: Abdul Al Maiouf, Yasser Al-Mosailem, Yasser Al-Mosailem, Motaz Hawsawi, Omar Hawsawi, Mansour Al-Harbi, Abdul Al Khaibri, Abdullah Al Khaibari, Yahya Al Shehri, Mohanad Asiri.

Melhores momentos de Uruguai 1 x 0 Arábia Saudita na Copa de 2018

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