Artilheiro da Copa de 1930: Guillermo Stábile, da Argentina

Conheça a história de Stábile, o primeiro grande goleador das Copas do Mundo.

PorLance!São Paulo (SP)
03/07/2026 04:34
Guillermo Stábile foi o artilheiro da primeira Copa do Mundo, em 1930. O ex-atacante argentino marcou oito gols naquele Mundial em que sua seleção foi vice-campeã
Guillermo Stábile com a camisa da seleção argentina. O atacante foi o grande destaque ofensivo na primeira edição da Copa do Mundo em 1930, marcando oito gols em apenas quatro partidas. (Foto: Divulgação/Conmebol)
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A Copa do Mundo de 1930 foi realizada no Uruguai, marcando a história dos mundiais.
Guillermo Stábile se destacou como artilheiro, marcando oito gols em quatro jogos.
A Argentina terminou em segundo lugar após perder para o Uruguai na final e Stábile seguiu carreira de sucesso na Europa e como treinador da seleção.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A história dos mundiais começou a ser escrita no Uruguai, quando as principais forças do esporte se reuniram para a edição inaugural do torneio. Aquele campeonato pioneiro, cercado de enormes desafios logísticos e impulsionado por uma paixão imensa pelas arquibancadas, foi o primeiro passo para consolidar a competição como o maior evento esportivo do planeta. O Lance! relembra o artilheiro da Copa de 1930: Guillermo Stábile, da Argentina.

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A seleção argentina desembarcou em Montevidéu ostentando o status de uma das grandes favoritas ao título mundial. Com um elenco repleto de talentos técnicos e praticando um futebol de muita troca de passes e agressividade, a equipe sul-americana rapidamente justificou as expectativas e mostrou que chegaria forte na luta pela cobiçada taça.

Curiosamente, o jogador que viria a se tornar o grande nome daquela campanha histórica não iniciou a competição no time titular. O comando do ataque argentino pertencia ao capitão Manuel Ferreira, uma figura de extrema liderança e confiança inquestionável tanto da comissão técnica quanto de seus companheiros de equipe na época.

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O destino do torneio, no entanto, mudou devido a um compromisso inusitado fora das quatro linhas. Ferreira precisou retornar a Buenos Aires logo após a estreia contra a França para realizar exames universitários. Essa ausência temporária abriu uma inesperada vaga no setor ofensivo para o segundo jogo da Argentina na fase de grupos.

Foi exatamente nesse cenário que a oportunidade de ouro caiu nos pés do nosso protagonista. Convocado para assumir a posição no ataque, ele abraçou a chance com tamanha letalidade que jamais retornaria ao banco de reservas, gravando seu nome para sempre nos livros de história do esporte mundial.

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Artilheiro da Copa de 1930: Guillermo Stábile, da Argentina

O surgimento de 'El Filtrador' Stábile no cenário global

Guillermo Stábile jogava no Huracán e já chamava a atenção pelo seu estilo de jogo muito dinâmico. Ele era conhecido pelo apelido de "El Filtrador" (O Infiltrador, em tradução livre) devido à sua impressionante velocidade e capacidade de encontrar espaços vazios nas defesas adversárias. Em uma época em que o futebol ainda passava por grandes transições táticas, sua explosão e inteligência de posicionamento tornavam quase impossível para os zagueiros acompanharem suas arrancadas rumo ao gol.

Ao assumir a titularidade na seleção argentina na Copa de 1930, Stábile demonstrou que não sentia o peso de substituir o capitão da equipe. A facilidade com que ele finalizava com ambas as pernas e seu faro de gol apurado transformaram o ataque argentino em uma máquina de fazer gols ao longo da competição sediada no Uruguai.

As seleções que sofreram com o artilheiro

Para entender a magnitude da campanha de Guillermo Stábile, é necessário olhar para os números impressionantes: oito gols marcados em apenas quatro partidas disputadas. Sua média de dois gols por jogo é uma das mais altas de toda a história das Copas. O atacante distribuiu seus tentos por todas as fases em que esteve em campo, punindo diferentes adversários do continente americano.

O cartão de visitas aconteceu contra o México. Fazendo sua estreia na competição e pela seleção principal, Stábile marcou simplesmente um hat-trick (três gols) na vitória argentina por 6 a 3. Poucos dias depois, no encerramento da fase de grupos contra o Chile, ele voltou a brilhar ao balançar as redes duas vezes na vitória por 3 a 1, garantindo a classificação da equipe.

Na fase semifinal, o desafio era contra a surpreendente seleção dos Estados Unidos. O atacante argentino foi mais uma vez letal no triunfo avassalador por 6 a 1, marcando mais dois gols e colocando a Argentina na grande final. Na decisão contra o Uruguai, mesmo com a derrota e o vice-campeonato por 4 a 2, Stábile deixou sua marca, anotando um gol e cravando, de forma isolada, seu nome no topo da artilharia.

A consagração e o longo legado no futebol

A espetacular performance na Copa do Mundo de 1930 abriu rapidamente as portas do futebol europeu para Guillermo Stábile. Logo após o torneio, ele foi transferido para o Genoa, da Itália, onde foi recebido com status de grande estrela e chegou a marcar um hat-trick em sua estreia pelo clube. Mais tarde, ele também vestiria as camisas de Napoli e Red Star Paris, clube pelo qual encerrou sua carreira nos gramados.

Porém, a relação de sucesso entre Stábile e a equipe nacional estava longe de acabar após seus anos como artilheiro. Como treinador, ele assumiu o comando da seleção argentina e construiu uma das trajetórias mais vitoriosas da história do país. Sob seu comando técnico durante as décadas seguintes, a Argentina conquistou impressionantes seis títulos do Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), consolidando de vez sua lenda não apenas como o primeiro grande goleador, mas como uma mente brilhante e vitoriosa do futebol mundial.

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