A história de Marques no Atlético-MG: jogos, gols e estatísticas
O ídolo eternizou nome na história do Galo como o maior garçom de uma geração.

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No panteão de grandes ídolos do Clube Atlético Mineiro, poucos jogadores conseguiram estabelecer uma conexão emocional tão intensa e imediata com as arquibancadas quanto Marques Batista de Abreu. O atacante, que chegou ao clube sob forte desconfiança em 1997, não demorou a transformar dúvidas em devoção absoluta. Com seu biotipo esguio, uma explosão física devastadora e a capacidade rara de servir os companheiros com precisão cirúrgica, ele se tornou a personificação da raça exigida pelo torcedor alvinegro. O Lance! relembra a história de Marques no Atlético-MG.
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Sua trajetória em Belo Horizonte foi marcada por idas e vindas, mas o sentimento de pertencimento sempre falou mais alto. Em três passagens distintas, Marques construiu uma biografia irretocável, recheada de recordes impressionantes, gols decisivos e títulos que ajudaram a manter o escudo do Galo entre os mais temidos do futebol sul-americano na virada do século.
A história de Marques no Atlético-MG
A chegada, o estilo de jogo e a dupla inesquecível
O início da história de Marques no Galo ocorreu em 1997. Naquele ano, o clube montou uma equipe competitiva e o atacante rapidamente encontrou o seu espaço, oferecendo aquilo que os defensores mais odiavam enfrentar: agilidade nas pontas, quebra de linhas através de dribles rápidos e cruzamentos fatais. Sua capacidade de arrancar pelos flancos transformou-o na principal válvula de escape ofensiva do time.
O auge do seu encanto pelo futebol vistoso, no entanto, veio com a formação de uma das duplas de ataque mais celebradas e lembradas do futebol brasileiro. Jogando ao lado do centroavante Guilherme, Marques estabeleceu uma sintonia mágica. Enquanto o parceiro tinha a responsabilidade de ser o homem-gol, cabia a ele a função de arquiteto e "garçom". Juntos, eles conduziram o Galo ao vice-campeonato brasileiro em 1999, protagonizando atuações memoráveis que ficaram eternizadas na retina dos mais de 80 mil torcedores que lotavam o Mineirão frequentemente.
Os números de Marques no Atlético-MG
A grandiosidade de Marques não vive apenas das memórias afetivas; ela é amplamente sustentada por números expressivos. Somando as suas três passagens (1997-2002, 2005-2006 e 2008-2010), o xodó da massa disputou impressionantes 386 partidas oficiais com a camisa alvinegra. Esse volume de atuações lhe garante o posto de 11º jogador com mais partidas em toda a centenária história do clube.
Apesar de ser primordialmente um assistente de luxo, Marques também tinha um forte faro artilheiro. Ele encerrou seu ciclo no Atlético-MG com 133 gols marcados, consolidando-se como o 9º maior goleador da história da instituição.
O recordista do Brasileirão e o gol histórico
O peso do nome de Marques também é sentido em recortes específicos das competições nacionais. Ele sustenta até hoje o recorde absoluto de ser o atleta que mais defendeu o Atlético na história do Campeonato Brasileiro, somando 192 atuações na principal competição do país. Além disso, em 20 de setembro de 2001, em um jogo contra o Goiás, ele cravou seu nome nos livros do clube ao marcar o milésimo gol do Galo na história dos Campeonatos Brasileiros.
A sala de troféus e a despedida de cinema
O currículo de conquistas do ídolo conta com cinco taças expressivas. O primeiro e mais pesado trunfo ocorreu logo em seu ano de estreia, quando foi peça vital no título internacional da Copa Conmebol de 1997 (competição precursora da atual Copa Sul-Americana). No mesmo ano, levantou a cobiçada Copa Centenário de Belo Horizonte.
O seu reinado no estado foi cimentado com a conquista do bicampeonato do Campeonato Mineiro nas temporadas de 1999 e 2000, época em que a equipe do Galo sobrava contra os rivais regionais. No entanto, o destino guardava para ele um roteiro digno de um roteiro de cinema para o seu terceiro e último troféu estadual.
Em 2010, na reta final de sua carreira, Marques se despediu do futebol em grande estilo. Na decisão do Campeonato Mineiro contra o Ipatinga, ele foi acionado no segundo tempo. Aos 42 minutos da etapa final, o ídolo balançou as redes pela última vez, selou a vitória, garantiu o título e foi ovacionado aos prantos por mais de 60 mil atleticanos no Mineirão. O gol, o troféu e os aplausos em uníssono encerram perfeitamente o ciclo de 386 jogos e 133 gols do ponta que ensinou a torcida do Atlético a gritar, para todo o sempre: "Olê, Marques, olê, Marques!".
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