Copa do Mundo de 2014: Todos os resultados
Relembre os placares, o fatídico 7 a 1 e o tetracampeonato da Alemanha em 2014.

Após sessenta e quatro anos de espera, o principal torneio de futebol do planeta retornou oficialmente à sua pátria espiritual em junho de 2014. O Brasil foi a nação escolhida pela FIFA para sediar a Copa do Mundo de 2014, gerando uma expectativa monumental que mobilizou o país de norte a sul. O comitê organizador local estruturou uma logística imensa, espalhada por doze cidades-sede, e ergueu modernos estádios, apelidados de "Arenas". Apesar das intensas tensões sociais e dos protestos políticos que antecederam o apito inicial, a paixão avassaladora do povo brasileiro pelo esporte criou uma atmosfera de festa contagiante nas ruas que encantou os turistas do mundo inteiro.
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Os bastidores logísticos e técnicos da competição registraram a introdução de inovações tecnológicas cruciais que modernizaram a dinâmica do jogo e auxiliaram as arbitragens em campo. Foi em solo brasileiro que a FIFA utilizou de forma pioneira a tecnologia da linha de gol, com sensores digitais para identificar se a bola ultrapassou completamente a baliza, além do uso do spray coloidal pelos árbitros para delimitar a distância exata das barreiras em cobranças de falta. No aspecto climático, o forte calor do inverno tropical, especialmente nas sedes das regiões Norte e Nordeste, exigiu paradas técnicas inéditas para hidratação dos atletas e testou o limite do preparo físico dos elencos.
A fase de grupos da competição transformou-se no cenário dos maiores vexames históricos e quedas precoces das tradicionais potências do futebol europeu. O mundo testemunhou o colapso completo da Espanha, então campeã defensora, que foi goleada impiedosamente pela Holanda na estreia e acabou eliminada de forma precoce na primeira fase. Itália e Inglaterra repetiram o fiasco e também deram adeus melancólico ainda em suas chaves. Em contrapartida, a desacreditada seleção da Costa Rica operou um verdadeiro milagre ao liderar invicta o grupo dos campeões mundiais, assumindo o papel de grande Cinderela daquela edição.
Para a Seleção Brasileira, a jornada em território próprio representou uma dolorosa montanha-russa de emoções, marcada por uma imensa pressão psicológica e por um desfecho profundamente trágico. Sob o comando técnico de Luiz Felipe Scolari, o Brasil exibiu uma nítida fragilidade emocional e avançou no sufoco nas fases eliminatórias, dependendo de disputas por pênaltis dramáticas e de gols salvadores da zaga. O ponto de virada definitivo ocorreu nas quartas de final contra a Colômbia, quando o craque e referência técnica Neymar sofreu uma grave fratura na vértebra após entrada violenta de Zúñiga, desfalcando o país.
O clímax do trauma nacional aconteceu na semifinal em Belo Horizonte, transformando-se no capítulo mais sombrio da história do futebol brasileiro. Sem a presença de Neymar e do capitão Thiago Silva, o Brasil sofreu um apagão técnico e tático sem precedentes, sendo triturado pela Alemanha no fatídico e inacreditável massacre do 7 a 1 no Mineirão. A histórica humilhação calou o país e escancarou a imensa superioridade da brilhante e organizada geração do futebol alemão. Comandada pelo técnico Joachim Löw, a engrenagem coletiva alemã marchou com autoridade máxima rumo ao Maracanã para encarar a Argentina de Lionel Messi.
Resultados da Copa do Mundo de 2014
Grupo A
O grupo de abertura contou com o favoritismo da seleção anfitriã, que superou uma estreia tensa contra os croatas para ditar o ritmo das ações e avançar na liderança da chave pelo saldo de gols favorável. O México apresentou um futebol consistente, impulsionado pelas defesas milagrosas do goleiro Guillermo Ochoa, para carimbar a segunda vaga de forma invicta, enquanto Camarões despediu-se de forma melancólica com três derrotas.
- 12 de junho – Brasil 3 x 1 Croácia – Arena Corinthians (São Paulo)
- 13 de junho – México 1 x 0 Camarões – Arena das Dunas (Natal)
- 17 de junho – Brasil 0 x 0 México – Arena Castelão (Fortaleza)
- 18 de junho – Camarões 0 x 4 Croácia – Arena da Amazônia (Manaus)
- 23 de junho – Camarões 1 x 4 Brasil – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
- 23 de junho – Croácia 1 x 3 México – Arena Pernambuco (Recife)
Grupo B
Esta chave promoveu a reedição exata da final de 2010 e ficou eternizada pelo futebol avassalador, veloz e vertical apresentado pela seleção da Holanda. Os holandeses aplicaram uma goleada humilhante de 5 a 1 sobre a Espanha, apresentando ao mundo o emblemático gol de peixinho de Robin van Persie. A forte equipe do Chile confirmou os prognósticos, venceu os espanhóis no Maracanã e avançou em segundo, eliminando os atuais campeões.
- 13 de junho – Espanha 1 x 5 Holanda – Arena Fonte Nova (Salvador)
- 13 de junho – Chile 3 x 1 Austrália – Arena Pantanal (Cuiabá)
- 18 de junho – Austrália 2 x 3 Holanda – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
- 18 de junho – Espanha 0 x 2 Chile – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 23 de junho – Austrália 0 x 3 Espanha – Arena da Baixada (Curitiba)
- 23 de junho – Holanda 2 x 0 Chile – Arena Corinthians (São Paulo)
Grupo C
A talentosa seleção da Colômbia comandou as ações neste grupo com imensa autoridade tática e técnica, mesmo sofrendo com a ausência do artilheiro Radamel Falcao antes do torneio. Sob a batuta do jovem meia James Rodríguez, os colombianos venceram todos os seus três compromissos jogando por música. A Grécia garantiu a segunda vaga de forma dramática nos acréscimos da rodada final, convertendo um pênalti salvador.
- 14 de junho – Colômbia 3 x 0 Grécia – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
- 14 de junho – Costa do Marfim 2 x 1 Japão – Arena Pernambuco (Recife)
- 19 de junho – Colômbia 2 x 1 Costa do Marfim – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
- 19 de junho – Japão 0 x 0 Grécia – Arena das Dunas (Natal)
- 24 de junho – Japão 1 x 4 Colômbia – Arena Pantanal (Cuiabá)
- 24 de junho – Grécia 2 x 1 Costa do Marfim – Estádio Castelão (Fortaleza)
Grupo D
Considerado o verdadeiro grupo da morte por reunir três equipes campeãs mundiais, testemunhou a maior epopeia da primeira fase da Copa do Mundo. A surpreendente seleção da Costa Rica chocou os prognósticos globais ao bater Uruguai e Itália, jogando um futebol seguro para liderar a chave de forma invicta. O Uruguai assegurou a segunda vaga em um duelo tenso contra a Itália, marcado pela histórica mordida de Luis Suárez em Chiellini.
- 14 de junho – Uruguai 1 x 3 Costa Rica – Arena Castelão (Fortaleza)
- 14 de junho – Inglaterra 1 x 2 Itália – Arena da Amazônia (Manaus)
- 19 de junho – Uruguai 2 x 1 Inglaterra – Arena Corinthians (São Paulo)
- 20 de junho – Itália 0 x 1 Costa Rica – Arena Pernambuco (Recife)
- 24 de junho – Itália 0 x 1 Uruguai – Arena das Dunas (Natal)
- 24 de junho – Costa Rica 0 x 0 Inglaterra – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
Grupo E
A chave disputada em solo brasileiro ficou marcada pela excelente demonstração de força ofensiva da reformulada seleção da França, que sobrou na liderança do grupo sob o comando de Karim Benzema. A Suíça exibiu regularidade e carimbou a segunda vaga após contar com um hat-trick do meia Xherdan Shaqiri na rodada decisiva, enquanto o Equador lutou bravamente, mas acabou eliminado pelos critérios técnicos.
- 15 de junho – Suíça 2 x 1 Equador – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
- 15 de junho – França 3 x 0 Honduras – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
- 20 de junho – Suíça 2 x 5 França – Arena Fonte Nova (Salvador)
- 20 de junho – Honduras 1 x 2 Equador – Arena da Baixada (Curitiba)
- 25 de junho – Equador 0 x 0 França – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 25 de junho – Honduras 0 x 3 Suíça – Arena da Amazônia (Manaus)
Grupo F
Este grupo caracterizou-se pelo amplo domínio técnico da Argentina, que contou com exibições decisivas e gols salvadores do craque Lionel Messi para garantir os 100% de aproveitamento na primeira fase. A física e veloz seleção da Nigéria apresentou um futebol ofensivo e vertical para assegurar a segunda colocação da chave, deixando para trás a estreante Bósnia-Herzegovina e a eliminada equipe do Irã.
- 15 de junho – Argentina 2 x 1 Bósnia-Herzegovina – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 16 de junho – Irã 0 x 0 Nigéria – Arena da Baixada (Curitiba)
- 21 de junho – Argentina 1 x 0 Irã – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
- 21 de junho – Nigéria 1 x 0 Bósnia-Herzegovina – Arena Pantanal (Cuiabá)
- 25 de junho – Nigéria 2 x 3 Argentina – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
- 25 de junho – Bósnia-Herzegovina 3 x 1 Irã – Arena Fonte Nova (Salvador)
Grupo G
O grupo da futura campeã mundial começou de forma fulminante com uma goleada impiedosa da Alemanha sobre o Portugal de Cristiano Ronaldo na Arena Fonte Nova. Os alemães ditaram o ritmo e lideraram a chave de forma invicta. A surpreendente e disciplinada seleção dos Estados Unidos suportou a pressão e carimbou a segunda vaga no critério de saldo de gols, eliminando os portugueses do torneio.
- 16 de junho – Alemanha 4 x 0 Portugal – Arena Fonte Nova (Salvador)
- 16 de junho – Gana 1 x 2 Estados Unidos – Arena das Dunas (Natal)
- 21 de junho – Alemanha 2 x 2 Gana – Arena Castelão (Fortaleza)
- 22 de junho – Estados Unidos 2 x 2 Portugal – Arena da Amazônia (Manaus)
- 26 de junho – Estados Unidos 0 x 1 Alemanha – Arena Pernambuco (Recife)
- 26 de junho – Portugal 2 x 1 Gana – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
Grupo H
A talentosa e jovem geração da Bélgica comandou as ações neste último grupo com extrema autoridade técnica, confirmando o amplo favoritismo e avançando com três vitórias magras e folga na tabela. A grande história da chave foi escrita pela valente seleção da Argélia, que praticou um futebol rápido e vistoso para garantir a segunda vaga de forma inédita e histórica, celebrada com imensa festa em Porto Alegre.
- 17 de junho – Bélgica 2 x 1 Argélia – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
- 17 de junho – Rússia 1 x 1 Coreia do Sul – Arena Pantanal (Cuiabá)
- 22 de junho – Bélgica 1 x 0 Rússia – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 22 de junho – Coreia do Sul 2 x 4 Argélia – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
- 26 de junho – Coreia do Sul 0 x 1 Bélgica – Arena Corinthians (São Paulo)
- 26 de junho – Argélia 1 x 1 Rússia – Arena da Baixada (Curitiba)
Oitavas de final da Copa do Mundo de 2014
O início do mata-mata eliminatório direto elevou a voltagem dramática a níveis cardíacos, registrando cinco prorrogações intensas. O Brasil flertou com a eliminação precoce no Mineirão, superando o Chile nos pênaltis após uma bola na trave no último segundo da prorrogação. A Costa Rica manteve o seu conto de fadas ao bater a Grécia nas penalidades, e a Alemanha suou para quebrar a barreira da Argélia no tempo extra.
- 28 de junho – Brasil 1 x 1 Chile (3 x 2 nos pênaltis) – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
- 28 de junho – Colômbia 2 x 0 Uruguai – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 29 de junho – Holanda 2 x 1 México – Estádio Castelão (Fortaleza)
- 29 de junho – Costa Rica 1 x 1 Grécia (5 x 3 nos pênaltis) – Arena Pernambuco (Recife)
- 30 de junho – França 2 x 0 Nigéria – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
- 30 de junho – Alemanha 2 x 1 Argélia (Prorrogação) – Estádio Beira-Rio (Porto Alegre)
- 1 de julho – Argentina 1 x 0 Suíça (Prorrogação) – Arena Corinthians (São Paulo)
- 1 de julho – Bélgica 2 x 1 Estados Unidos (Prorrogação) – Arena Fonte Nova (Salvador)
Quartas de final da Copa do Mundo de 2014
As quartas de final da Copa do Mundo entraram definitivamente para a história do torneio devido a lances individuais marcantes e uma alteração tática genial. O técnico holandês Louis van Gaal surpreendeu o mundo ao trocar o goleiro titular pelo reserva Tim Krul no último minuto da prorrogação contra a Costa Rica; Krul defendeu duas cobranças e colocou a Holanda na semifinal. O Brasil bateu a Colômbia, mas perdeu Neymar por lesão.
- 4 de julho – França 0 x 1 Alemanha – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
- 4 de julho – Brasil 2 x 1 Colômbia – Estádio Castelão (Fortaleza)
- 5 de julho – Argentina 1 x 0 Bélgica – Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
- 5 de julho – Holanda 0 x 0 Costa Rica (4 x 3 nos pênaltis) – Arena Fonte Nova (Salvador)
Semifinais da Copa do Mundo de 2014
As semifinais da Copa do Mundo colocaram frente a frente gigantes históricos do futebol em exibições de opostos absolutos em termos de gols e emoções. Enquanto Alemanha e Brasil protagonizavam o massacre inesquecível e traumático do 7 a 1 em Belo Horizonte, Argentina e Holanda travavam um duelo de xadrez tenso, amarrado e extremamente tático em São Paulo. O goleiro Sergio Romero brilhou nos pênaltis para carimbar a vaga argentina.
- 8 de julho – Brasil 1 x 7 Alemanha – Estádio Mineirão (Belo Horizonte)
- 9 de julho – Holanda 0 x 0 Argentina (4 x 2 nos pênaltis) – Arena Corinthians (São Paulo)
Disputa do terceiro lugar
O confronto de consolação serviu para aprofundar a crise técnica e o abatimento psicológico da Seleção Brasileira perante o seu povo na capital federal. Ainda atordoado pela humilhação da rodada anterior, o Brasil voltou a falhar defensivamente e acabou amplamente dominado pela forte equipe da Holanda, que impôs o placar elástico de 3 a 0 de forma justa para assegurar a medalha de bronze invicta.
- 12 de julho – Brasil 0 x 3 Holanda – Estádio Estádio Nacional Mané Garrincha (Brasília)
Final da Copa do Mundo de 2014
A grande e aguardada decisão da Copa do Mundo de 2014 colocou frente a frente Alemanha e Argentina no lendário e completamente lotado Estádio do Maracanã, perante mais de 74 mil espectadores em uma atmosfera de imensa eletricidade e rivalidade sul-americana. O confronto correspondeu à enorme expectativa tática, transformando-se em um autêntico duelo de xadrez disputado palmo a palmo. A Argentina armou uma barreira defensiva cirúrgica e criou as melhores chances ofensivas em velocidade, parando nos erros de pontaria do atacante Gonzalo Higuaín e em uma finalização raspando a trave de Lionel Messi. A Alemanha respondeu mantendo a imensa posse de bola e carimbando o poste argentino em cabeçada do zagueiro Höwedes antes do intervalo. O placar em branco persistiu até o fim dos 90 minutos, arrastando o drama do título para a prorrogação.
No tempo extra, o desgaste físico extremo abriu brechas nos sistemas defensivos e o cansaço cobrou o seu preço dos atletas. Quando a disputa por pênaltis parecia inevitável, a estrela do jovem atacante Mario Götze brilhou para decidir o destino do planeta futebol aos oito minutos do segundo tempo suplementar. André Schürrle arrancou em velocidade pela ponta esquerda e desferiu um cruzamento perfeito; Götze dominou a bola com o peito com extrema categoria e, sem deixar a bola cair no gramado, soltou um chute cruzado de perna esquerda para vencer o goleiro Sergio Romero. O gol antológico decretou o placar final de 1 a 0 e consagrou a Alemanha como tetracampeã mundial, quebrando o tabu histórico ao se tornar a primeira seleção europeia a erguer a taça no continente americano.
- 13 de julho – Alemanha 1 x 0 Argentina (Prorrogação) – Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
Classificação final da Copa do Mundo de 2014
Abaixo, confira a tabela de classificação final do torneio de 2014, estruturada oficialmente pela FIFA com base na fase alcançada, pontos acumulados (considerando três pontos por vitória) e saldo de gols de cada nação:
- Alemanha (Campeã)
- Argentina (Vice-campeã)
- Holanda
- Brasil
- Colômbia
- Bélgica
- França
- Costa Rica
- Chile
- México
- Suíça
- Uruguai
- Argélia
- Estados Unidos
- Nigéria
- Grécia
- Equador
- Portugal
- Croácia
- Bósnia-Herzegovina
- Costa do Marfim
- Itália
- Espanha
- Rússia
- Gana
- Inglaterra
- Coreia do Sul
- Irã
- Japão
- Austrália
- Honduras
- Camarões
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