Mauro Cezar dispara contra trabalho de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira: 'Zero'
Brasil estreou na Copa do Mundo com empate com o Marrocos

A Seleção Brasileira empatou com o Marrocos em 1 a 1, no último sábado (13), em Nova York, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C. Após a derrota, o jornalista Mauro Cezar Pereira não poupou críticas ao trabalho do treinador Carlo Ancelotti.
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Durante o programa "Posse de Bola", do Uol Esportes, o comentarista detonou a partida da Seleção Brasileira. Ao avaliar a estreia do Brasil no Mundial, Mauro Cezar foi rigoroso ao criticar o treinador italiano.
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— O trabalho do Carlo Ancelotti é ruim demais. Depois de um ano e algum meses (no comando), o Brasil não tem rigorosamente nada. Zero. Não tem nada que você possa falar, não o setor tal do time funciona. Alguma qualidade que você possa destacar do ponto de vista coletivo — iniciou o jornalista, antes de completar.
— Você vai viver do que ali? Vai viver de qualidades individuais, lampejos e foi por conta de um lampejo, de um momento individual do Vini Jr, que o Brasil escapou de uma derrota que, aquele gol veio numa hora salvadora. Quando a equipe brasileira era dominada, perdia e parecia estar mais próximo de sofrer um segundo gol do que marcar — concluiu.
Como foi Seleção Brasileira x Marrocos?
Texto por: Márcio Iannacca
O primeiro tempo da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo. Escalado com Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Carlo Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol.
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A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara com Alisson. O atacante não desperdiçou e abriu o placar para Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.
Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas sem sucesso. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.
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Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade na etapa final. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção seguiu esbarrando na forte marcação marroquina. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente.
A melhor notícia para o Brasil foi a entrada de Matheus Cunha, que deu mais mobilidade ao ataque. Em uma de suas primeiras participações, o atacante encontrou belo passe para Vini Jr, que avançou e cruzou para a área, mas a defesa africana conseguiu afastar o perigo. Com o passar do tempo, o Brasil aumentou a pressão, mas continuou sem criatividade para abrir a última linha rival. Já nos acréscimos, Danilo Santos teve a melhor oportunidade da etapa final, mas parou em grande defesa de Bounou. Do outro lado, o Marrocos também assustou no fim: El Aynaoui arriscou de fora da área e obrigou Alisson a fazer a defesa em dois tempos. Sem brilho e com poucas emoções, o segundo tempo confirmou a queda de ritmo da partida e manteve o empate em 1 a 1 até o apito final.

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