Luxemburgo questiona medalhão da Seleção: 'Não aguenta mais'

Luxa afirmou que Danilo 'pede passagem'

PorLucas CremoneseSão Paulo (SP)
14/06/2026 11:51

Supervisionado porLeonardo Damico,
Vanderlei Luxemburgo analisou a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras (Foto: Reprodução Band)
Vanderlei Luxemburgo analisou a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras (Foto: Reprodução Band)

A Seleção Brasileira estreou neste sábado (14) na Copa do Mundo, empatando com Marrocos, por 1 a 1, em Nova Jersey. Vanderlei Luxemburgo, ex-treinador do Brasil, questionou a decisão de Ancelotti por começar com Casemiro.

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Confira o que disse Luxemburgo, em seu Instagram:

— Acho que algumas coisas precisam ser revistas. O Casemiro não aguenta mais jogar em um meio-campo com apenas dois jogadores; seria melhor atuar com três. O enganche joga por trás de dois meias. Já o Danilo pode ser utilizado como zagueiro, lateral ou terceiro zagueiro - afirmou.

— O Danilo está pedindo passagem, assim como outros jogadores. O Thiago jogou apenas o primeiro tempo e mais um pouco do segundo. Há atletas que estão há apenas três ou quatro meses em atividade, o que é muito pouco para disputar uma Copa do Mundo. Por isso, alguns conceitos precisam ser revistos - completou.

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— Nossa defesa jogou em linha e, em uma bola enfiada entre os dois zagueiros, saiu o gol do Marrocos. As coisas precisam ser ajustadas. Também é necessário colocar em campo os jogadores que estão pedindo oportunidade - disse Luxemburgo.

— A chegada do Neymar deve trazer mais tranquilidade e qualidade para a equipe, que hoje não tem essa qualidade. No aspecto individual, apenas o Vini Jr. consegue decidir no um contra um, e isso é muito pouco para o Brasil - finalizou.

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Vanderlei Luxemburgo falou sobre Filipe Luís, do Flamengo (Foto: Reprodução Band)
Vanderlei Luxemburgo falou sobre Filipe Luís, do Flamengo (Foto: Reprodução Band)

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Brasil começa mal, e Marrocos abre o placar

O primeiro tempo da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo. Escalado com Lucas Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol.

A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara e encobrir Alisson para abrir o placar para o Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.

Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas parou na defesa de Bono. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.

Brasil melhora, mas não consegue criar chances claras

Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade na etapa final. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção seguiu esbarrando na forte marcação marroquina. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente.

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A melhor notícia para o Brasil foi a entrada de Matheus Cunha, que deu mais mobilidade ao ataque. Em uma de suas primeiras participações, o atacante encontrou belo passe para Vini Jr, que avançou e cruzou para a área, mas a defesa africana conseguiu afastar o perigo. Com o passar do tempo, o Brasil aumentou a pressão, mas continuou sem criatividade para abrir a última linha rival. Já nos acréscimos, Danilo Santos teve a melhor oportunidade da etapa final, mas parou em grande defesa de Bono. Do outro lado, o Marrocos também assustou no fim: El Aynaoui arriscou de fora da área e obrigou Alisson a fazer a defesa em dois tempos. Sem brilho e com poucas emoções, o segundo tempo confirmou a queda de ritmo da partida e manteve o empate em 1 a 1 até o apito final.

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