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País do soccer: Estados Unidos perseguem sonho americano na Copa do Mundo

Seleção americana vence a Austrália por 2 a 0 e garante vaga no mata-mata

PorPedro WerneckRio de Janeiro (RJ)
19/06/2026 18:52
Atualizado há 3 minutos
Christian Pulisic é celebrado por companheiros após marcar em EUA x Paraguai
Christian Pulisic é celebrado por companheiros após marcar em EUA x Paraguai (Foto: Patrick T. Fallon / AFP)

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O país onde o futebol é chamado de "soccer" é uma das sensações da Copa do Mundo até aqui. Donos da festa, os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 nesta sexta-feira (19) e se juntaram ao México como os dois países garantidos antecipadamente no mata-mata. Após duas vitórias e ótimas exibições em casa, a seleção americana empolga uma torcida que tem se interessado mais pelo esporte bretão e aumenta as expectativas por uma campanha histórica.

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Qual é o sonho americano em 2026?

Os Estados Unidos nunca foram potência no futebol, é verdade, mas já fizeram boas campanhas em Copas do Mundo. A melhor foi logo a primeira, em 1930, quando alcançaram as semifinais. Desde os anos 1990, porém, mostram certa regularidade. Em 1994, edição também realizada no país norte-americano, caíram para o Brasil nas oitavas de final. Agora, tentam superar o desempenho em casa e se inspirar no exemplo da semifinalista Coreia do Sul em 2002.

Nos últimos anos, a seleção americana teve outras participações dignas. Em 2002, alcançou as quartas de final. Em 2010, 2014 e 2022, chegou até as oitavas de final. A mancha foi a não-classificação para o torneio em 2018, mas que parece ter sido um ponto fora da curva em meio ao desenvolvimento estadunidense na modalidade.

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Em 2022, os Estados Unidos foram eliminados pela Holanda. Em 2014, o algoz foi a Bélgica. Nos dois casos, a seleção norte-americana não era favorita. O bom início na Copa do Mundo deste ano empolga, mas ainda não representa uma novidade para o país: o divisor de águas seria uma vitória contra potências no mata-mata.

Cody Gakpo e Memphis Depay comemoram gol da Holanda sobre os Estados Unidos na Copa do Mundo de 2022 (Foto: Jewel Samad / AFP)

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Quem vem pela frente?

Os americanos estão classificados, no mínimo, como um dos oito melhores terceiros colocados. Mais tarde, às 00h (de Brasília) deste sábado (20), Turquia e Paraguai se enfrentam pelo Grupo D, mesmo de Estados Unidos e Austrália. Em caso de empate ou vitória paraguaia, a seleção estadunidense terá a liderança antecipadamente garantida, uma vez que Austrália e Paraguai perderiam para os donos da casa no confronto direto. Já se a equipe turca ganhar, bastará um empate na última rodada para Pulisic e companhia terminarem a primeira fase na primeira colocação.

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O pior cenário possível para o time americano seria a Turquia ganhar do Paraguai e, na terceira rodada, triunfar contra os Estados Unidos, além de a Austrália vencer o Paraguai. Nesse caso, americanos, turcos e australianos empatariam com seis pontos, e o desempate seria definido pelo saldo de gols nos confrontos entre as três equipes.

Se a seleção americana liderar o grupo, enfrentará um dos oito melhores terceiros colocados nos 16 avos de final, a primeira fase mata-mata. Uma queda para a segunda colocação, por sua vez, colocaria o time estadunidense no caminho do vice-líder do Grupo G, composto por Nova Zelândia, Irã, Bélgica e Egito. Por fim, caso a classificação aconteça como um dos melhores terceiros lugares, o adversário só seria descoberto ao fim de todas as partidas da primeira fase.

Classificação momentânea do Grupo D:

SeleçãoJogosPontosSaldo de gols

Estados Unidos

2

6

+ 5

Austrália

2

3

0

Turquia

1

0

- 2

Paraguai

1

0

- 3

Próximos jogos do Grupo D:

  • 20/06, às 00h (de Brasília): Turquia x Paraguai
  • 25/06, às 23h (de Brasília): Turquia x EUA
  • 25/06, às 23h (de Brasília): Austrália x Paraguai

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Jogadores dos Estados Unidos comemoram vitória contra Austrália e consequente classificação antecipada
Jogadores dos Estados Unidos comemoram vitória contra Austrália e consequente classificação antecipada (Foto: Emilee Chinn / AFP)

"Así se juega": toque argentino elevou o patamar americano

O histórico mostra que os Estados Unidos conseguem frequentemente passar da fase de grupos da Copa do Mundo, mas o diferencial da atual campanha é o desempenho. Sob comando do argentino Mauricio Pochettino, a seleção americana elevou o nível de jogo. A exibição na goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai foi uma das melhores do torneio até o momento. Contra a Austrália, não teve o mesmo brilho, mas também se impôs e venceu por 2 a 0. Os seis gols marcados em 2026 já superam o total em cada uma das últimas três participações.

Sem tanto talento individual, o time estadunidense muitas vezes jogava mais fechado em Mundiais. Não é o caso deste ano. A equipe de Pochettino traz características de seu auge à frente do Tottenham: uma seleção que marca com pressão alta e gosta de ter a bola.

Estados Unidos 4 x 1 Paraguai:

  1. Posse de bola: EUA 63% x 37% Paraguai
  2. Finalizações: EUA 17 x 8 Paraguai
  3. Chutes a gol: EUA 6 x 2 Paraguai
  4. Passes: EUA 577 x 282 Paraguai
  5. Precisão de passe: EUA 91% x 74% Paraguai

Estados Unidos 2 x 0 Austrália:

  1. Posse de bola: EUA 63% x 37% Austrália
  2. Finalizações: EUA 8 x 5 Austrália
  3. Chutes a gol: EUA 2 x 2 Austrália
  4. Passes: EUA 494 x 249 Austrália
  5. Precisão de passe: EUA 87% x 77% Austrália

Tudo isso é possível graças ao elenco qualificado dos Estados Unidos, com jogadores espalhados pelas principais ligas europeias. O maior destaque é o ponta Christian Pulisic, do Milan, que foi preservado contra a Austrália devido à lesão na panturrilha. Outros jogadores importantes são o lateral Sergiño Dest (PSV), o volante Tyler Adams (Bournemouth), o meio-campista Weston McKennie (Juventus), o meia-atacante Malik Tillman (Leverkusen) e o centroavante Folarin Balogun (Monaco).

Além de investir mais na produção de jogadores localmente, o país norte-americano conseguiu mapear talentos com nacionalidade americana desenvolvidos em outras nações mais tradicionais. Dest, por exemplo, nasceu na Holanda e fez base no Ajax. Já o meia Giovanni Reyna nasceu na Inglaterra e passou pelas categorias de base do Dortmund, da Alemanha.

Maurício Pochettino abraça Weston McKennie à beira do campo
Maurício Pochettino, técnico dos Estados Unidos, abraça meia Weston McKennie à beira do campo durante jogo contra a Austrália (Foto: Alex Grimm / AFP)

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Futebol... americano?

Pesquisas de veículos como Gallup, Morning Consult, Sports Business Journal e NBC Sports apontam crescimento do interesse estadunidense pelo futebol, ficando atrás somente do futebol americano, basquete e beisebol. Esse movimento é influenciado pela massiva população latina nos Estados Unidos, além do investimento da Major League Soccer (MLS) em craques como Lionel Messi.

Lionel Messi comemora gol pelo Inter Miami contra o Orlando City pela MLS, em Miami. (Foto: Giorgio Viera/AFP)
Lionel Messi comemora gol pelo Inter Miami contra o Orlando City pela MLS, em Miami (Foto: Giorgio Viera / AFP)

A realização da Copa do Mundo na Terra do Tio Sam é mais uma tentativa de movimentar a paixão da população pelo futebol, objetivo que seria muito incentivado por uma campanha memorável em casa. Os 16 avos de final estão garantidos. A partir de agora, cada fase avançada aproximará a equipe de Pochettino do sonho americano.

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