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Nova Jabulani? Ex-goleiro da Inglaterra questiona bola da Copa

Joe Hart comentou que parece ter "algo de errado" na Trionda

PorDavi CaldasSão Paulo (SP)
23/06/2026 13:25
Atualizado em 23/06/2026 13:47

Supervisionado porNathalia Gomes,
bola copa do mundo 2026 trionda
Trionda, a bola oficial da Copa de 2026 (Foto: FRANCK FIFE / AFP)

A Copa do Mundo de 2026 vem sendo marcada por um número elevado de gols, o que levantou a hipótese de que a Trionda, bola oficial do torneio, esteja dificultando o trabalho dos goleiros. Joe Hart, comentarista da BBC e ex-goleiro da seleção inglesa, questionou o comportamento da bola após assistir a vários gols semelhantes durante a competição.

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O ex-jogador acredita que a bola chega aos goleiros de uma forma mais rápida do que parece ao sair dos pés dos atacantes, o que faz os defensores terem dificuldade para avaliar a trajetória da Trionda. Hart ainda afirma que o chute sem efeito parece ser o grande vilão dos goleiros, que não estão acompanhando o tempo da bola.

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Seus comentários mais recentes foram feitos após o primeiro gol de Kylian Mbappé na vitória da França por 3 a 0 sobre o Iraque. "Mbappé chuta a bola e Ahmed (o goleiro) está de olho nela a partir desse momento. Observe a trajetória da bola: ela não está se movendo", comenta.

Como forma de comprovar seu ponto, Hart citou outros exemplos que envolvem os goleiros Luca Zidane (em chute do Messi), Édouard Mendy (em chute do Mbappé) e Jordan Pickford (no primeiro gol sofrido pela própria seleção da Inglaterra contra a Croácia), em jogos da primeira rodada. "Eles simplesmente parecem não conseguir acertar o timing com essa bola em qualquer chute acima da altura dos ombros que não seja com efeito", complementa.

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- Estou vendo esse tipo de gol com muita frequência nesta Copa do Mundo para que não haja algo de errado com essa bola. Algo está acontecendo. É o cálculo mental de um goleiro.

De acordo com Hart, muitos ainda chegam a tocar na bola, mas não conseguem defendê-la. "Quantas vezes, no mais alto nível, você vê um goleiro tocar na bola e ela entrar? Muito raramente, porque eles são bons o suficiente para, se conseguirem tocar, desviá-la para fora", questiona.

Lionel Messi chuta para abrir o placar contra a Argélia (Foto: Michael Steele/Getty Images/AFP)
Lionel Messi chuta para abrir o placar contra a Argélia (Foto: Michael Steele/Getty Images/AFP)

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Características da Trionda, bola da Copa do Mundo

Além das várias tecnologias imbutidas na bola da Copa, uma característica que chama a atenção é a sua estrutura. A Trionda é formada por quatro painéis (peças que formam a camada externa da bola de futebol), o menor número já usado em uma bola de Mundial. Para comparação, a bola do torneio de 2022, no Catar, tinha 20 painéis. Além disso, seu formato é baseado matematicamente em um tetraedro.

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Foi uma escolha arriscada, já que a última bola da Copa do Mundo que se inspirou parcialmente em um tetraedro foi a Jabulani, o terror dos goleiros em 2010. Com oito painéis, seus vértices eram achatados, como a Telstar, e os lados eram curvos, tornando-a literalmente a bola mais redonda de todas as Copas. Com isso, sua aerodinâmica era imprevisível, devido ao menor atrito com o ar.

No entanto, a Trionda foi criada justamente para corrigir os problemas da Jabulani. Segundo a Adidas, os sulcos em forma de onda garantem a estabilidade no ar, garantindo um atrito bem distribuído. Além disso, a bola recebeu texturas aerodinâmicas mais profundas, relevos e uma superfície mais rugosa, para controlar melhor a passagem do ar e tornar a trajetória mais previsível.

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Mas, mesmo com os erros concertados, a construção do formato faz com que a bola mude de costura, superfície e contato com o ar, ou seja, ela não "atravessa o ar" da mesma maneira como outras bolas de diferentes estruturas. Pode não ser um erro, mas faz com que os goleiros demorem para entender o tempo da bola, algo apontado por Joe Hart.

Para o ex-arqueiro, os jogadores devem aproveitar os chutes de longa distância até que os goleiros entendam como a aerodinâmica da Trionda funciona. "Quando o tempo for passando e os goleiros ficarem mais acostumados com o jeito e velocidade da bola, nós vamos ver esses chutes sendo defendidos", afirma.

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Joe Hart foi titular diante do Steaua Bucareste (Foto:AFP)
Joe Hart em partida da Champions League pelo Manchester City (Foto: AFP)

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