Jornal europeu cita cinco 'perigos invisíveis' com a Copa do Mundo nos EUA
Calor extremo, altitude, longas viagens, alergias e poluição são 'inimigos' das seleções

- Matéria
- Mais Notícias
A pouco menos de uma semana do início da Copa do Mundo de 2026, as seleções não estão preocupadas apenas com adversários, escalações e estratégias. Segundo o jornal espanhol "Marca", o torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá apresenta uma série de desafios externos capazes de influenciar diretamente o desempenho dos jogadores. O periódico apontou cinco fatores considerados "invisíveis" para o público, mas que vêm mobilizando departamentos médicos e comissões técnicas: calor extremo, altitude, longas viagens, alergias e poluição.
Relacionadas
A avaliação do veículo é de que o Mundial de 2026 terá características inéditas na história da competição. Além da expansão para 48 seleções, o torneio será realizado em três países e espalhado por cidades separadas por milhares de quilômetros, exigindo adaptações físicas e logísticas incomuns para os atletas.
Entre as preocupações destacadas está o calor. Embora parte dos estádios conte com estruturas capazes de amenizar as altas temperaturas, diversas sedes terão jogos disputados durante o verão norte-americano. Atlanta, Dallas e Houston aparecem entre os locais monitorados pelas seleções.
O tema ganhou ainda mais atenção nas últimas semanas. A seleção da Noruega, por exemplo, enfrentou temperaturas elevadas durante seu período de preparação nos Estados Unidos, cenário semelhante ao que diversas equipes encontrarão ao longo da competição.
Calor e altitude preocupam seleções
Segundo o Marca, o calor não representa apenas desconforto. Temperaturas elevadas aumentam o desgaste físico, exigem maior controle da hidratação e podem afetar a intensidade das partidas. O alerta foi reforçado após experiências recentes em competições internacionais disputadas em condições climáticas semelhantes.

Outro ponto destacado pelo jornal é a altitude das cidades mexicanas. Guadalajara, que receberá jogos da fase de grupos, está localizada a mais de 1.500 metros acima do nível do mar. Já a Cidade do México supera os 2.200 metros.
Estudos citados pela publicação indicam que a menor disponibilidade de oxigênio pode reduzir a capacidade aeróbica dos atletas e dificultar a recuperação entre esforços intensos. Em um esporte marcado por acelerações constantes e mudanças de ritmo, a adaptação ao ambiente passa a ser uma questão estratégica.
Por isso, algumas seleções estudam cuidadosamente seus cronogramas de viagem e treinamento. O dilema é decidir entre chegar com antecedência suficiente para a aclimatação ou reduzir o tempo de exposição às condições de altitude.
Viagens, alergias e qualidade do ar entram no radar
A dimensão territorial do Mundial também aparece entre os principais desafios. Pela primeira vez, uma Copa do Mundo será disputada simultaneamente em três países, com deslocamentos que podem ultrapassar milhares de quilômetros entre sedes.
De acordo com o Marca, o impacto não se limita ao tempo gasto nos voos. Mudanças de fuso horário, alterações nos ciclos de sono e o acúmulo de viagens durante a competição podem interferir na recuperação física dos jogadores. O fenômeno conhecido como "jet lag" é tratado pelas equipes médicas como um fator relevante para o rendimento esportivo.
As alergias sazonais também estão entre as preocupações. Como a competição será disputada entre junho e julho, atletas estarão expostos a diferentes concentrações de pólen e outros alérgenos presentes nas cidades-sede. Para jogadores com histórico de rinite, asma ou sensibilidades respiratórias, o acompanhamento médico tem sido reforçado.
O quinto elemento citado pelo jornal é a qualidade do ar. Algumas cidades que receberão partidas, como Los Angeles e Cidade do México, convivem historicamente com índices mais elevados de poluição atmosférica. Além disso, regiões da costa oeste da América do Norte enfrentaram nos últimos anos episódios recorrentes de fumaça provocada por incêndios florestais.
Segundo a reportagem, a combinação entre poluentes, altas temperaturas e esforço físico intenso pode afetar a capacidade respiratória dos atletas. Por isso, diversas seleções incluíram o monitoramento da qualidade do ar em seus protocolos de preparação para o torneio.
➡️Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
📲 De olho no Lance! e no Futebol Internacional. Todas as notícias, informações e acontecimentos em um só lugar.
⚽ Aposte nos jogos do Brasil e pelo Mundo!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















