Inglaterra divide protagonismo em busca do bicampeonato da Copa do Mundo
Ingleses vão enfrentar a Argentina na semifinal da Copa

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A classificação da Inglaterra para as semifinais da Copa do Mundo de 2026, conquistada com uma dramática vitória por 2 a 1 sobre a Noruega na prorrogação, consolidou uma transformação silenciosa.
A Inglaterra chega à semifinal da Copa do Mundo carregada por seus protagonistas. Harry Kane e Jude Bellingham, com seis gols cada, têm se revezado na tarefa de decidir as partidas para o English Team. Na vitória diante da Noruega, foi a vez de Bellingham brilhar, com dois gols, e garantir a virada por 2 a 1 que recolocou os ingleses na semifinal da Copa do Mundo.
Os ingleses alcançaram sua quarta semifinal nos últimos cinco grandes torneios, considerando Mundiais e Eurocopas, algo inimaginável para uma seleção que, antes desse ciclo, havia disputado apenas quatro semifinais em toda a sua história. Agora vão reencontrar sua algoz mais famosa na história das Copas: a Argentina.
Bellingham assume o protagonismo
O duelo contra a Noruega foi anunciado como o confronto entre Harry Kane e Erling Haaland, dois dos maiores centroavantes do futebol mundial. Em campo, porém, nenhum deles conseguiu dominar a partida. Os treinadores montaram estratégias específicas para reduzir o espaço dos atacantes, e o jogo acabou sendo decidido por quem conseguiu oferecer alternativas.

Foi nesse cenário que Jude Bellingham voltou a mostrar por que se tornou um dos jogadores mais completos de sua geração. Com dois gols, comandou a virada inglesa e chegou aos seis na competição, igualando Harry Kane na artilharia da equipe. A força ofensiva da seleção inglesa deixou de depender exclusivamente de seu camisa 9. Hoje, ela se apoia em dois protagonistas capazes de decidir partidas de maneiras diferentes.
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Enquanto Kane fixa os zagueiros e oferece presença constante dentro da área, Bellingham aparece entre as linhas, acelera transições, chega como elemento surpresa e transforma espaços reduzidos em oportunidades. Essa versatilidade explica por que a Inglaterra encontrou soluções mesmo quando seu principal atacante teve atuação discreta.
Defesa inglesa vence o duelo contra Haaland
Se Bellingham resolveu a partida no ataque, a classificação também passou por uma atuação defensiva que sustentou a equipe nos momentos mais delicados.
Depois de um início consistente, a Inglaterra perdeu o controle do jogo e viu a Noruega crescer, impulsionada pelo gol de Andreas Schjelderup. A pressão aumentou, embora Erling Haaland jamais encontrasse liberdade para transformar sua presença física em domínio da área.
O atacante norueguês terminou a partida com apenas 21 toques na bola e 38% de aproveitamento nos passes. Os números não traduzem completamente a sensação de perigo que transmitiu durante boa parte do confronto, mas ajudam a ilustrar o trabalho realizado pela defesa inglesa.
John Stones foi decisivo ao fechar os espaços quando Alexander Sørloth demorou para acionar Haaland em um contra-ataque que poderia ter ampliado a vantagem norueguesa. Ao lado de Marc Guéhi, o zagueiro liderou uma linha defensiva que conseguiu limitar o melhor atacante adversário sem recorrer a perseguições individuais exageradas. Quando a partida caminhou para a prorrogação, a entrada de Dan Burn fortaleceu ainda mais o jogo aéreo, enquanto Reece James, Djed Spence e Elliot Anderson ajudaram a proteger os corredores e o meio-campo.
A classificação, entretanto, também teve um componente inesperado. O gol da vitória nasceu após uma falha do goleiro Nyland, encerrando uma partida em que a Noruega havia conseguido neutralizar boa parte das principais armas inglesas.
A campanha também ajuda a explicar por que o time segue vivo na luta pelo título. A equipe soma 13 gols, média de 2,2 por partida, produz 15,7 finalizações por jogo, das quais 6,5 encontram o alvo, e constrói seu futebol a partir de um volume elevado de circulação de bola. São 3.126 passes ao longo do torneio, média de 521 por jogo, com 2.805 concluídos e aproveitamento sustentado por uma equipe que também explora muito os lados do campo, acumulando 147 cruzamentos. A produção ofensiva é complementada por 71 finalizações dentro da área e outras 23 de média distância, um retrato de uma seleção capaz de atacar por diferentes caminhos.
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Ao embarcar para Atlanta, onde disputará a semifinal da Copa do Mundo, a Inglaterra leva algumas preocupações, como o desgaste físico de Declan Rice, Jude Bellingham e Harry Kane depois de mais uma prorrogação sob forte calor. Também leva algo que talvez pese ainda mais: a convicção de que encontrou uma identidade competitiva. Nem sempre joga o futebol mais brilhante do torneio, mas reúne organização, profundidade ofensiva e jogadores capazes de decidir partidas quando o roteiro parece escapar de suas mãos. É exatamente esse tipo de equipe que costuma permanecer viva até os últimos dias de um Mundial.
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