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Análise – Inglaterra será primeiro adversário realmente difícil para a Argentina na Copa

Seleção de Thomas Tuchel é organizada e tem artilharia calibrada

PorMarcio DolzanEnviado Especial
12/07/2026 06:55
Jogadores da Inglaterra comemoram vitória sobre a Noruega na Copa do Mundo
Inglaterra de Kane e Bellingham segue viva em busca do segundo título mundial (Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP)

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MIAMI, FL (EUA) - A Inglaterra que vai enfrentar a Argentina em uma das semifinais da Copa do Mundo não é um time que encanta e, entre as quatro que ainda disputam o Mundial, é provavelmente a menos cotada para ficar com o título. Mas é uma seleção que, a cada jogo que passa, demonstra bom jogo coletivo, resiliência e uma insatisfação às adversidades próprios de quem está muito no páreo.

➡️Nem Kane, nem Haaland: Bellingham é o cara em Noruega x Inglaterra

Diante da Noruega, os ingleses tiveram controle de jogo e paciência para se recuperar do placar, duas coisas que o Brasil não soube trazer para si seis dias antes.

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A Inglaterra de Thomas Tuchel é um time que sabe atacar com intensidade e recompor com rapidez. Tem um capitão que é a principal referência ofensiva, Harry Kane, e um meia capaz de desequilibrar, Jude Bellingham, o que aliás foi exatamente o que ele fez no 2 a 1 deste sábado (11), no Hard Rock Stadium, em Miami.

Mas os gols que a dupla tem feito nesta Copa do Mundo — e foram seis cada um, média de um gol por jogo — são apenas o aspecto mais vistoso do futebol que Kane e Bellingham entregam para o English Team.

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Bellingham e Kane comemoram o primeiro gol inglês sobre o México
Bellingham e Kane já marcaram 12 gols pela Inglaterra nesta Copa do Mundo (Foto: Yuri Cortez/AFP)

Harry Kane, 32 anos e três Copas do Mundo, artilheiro do Bayern de Munique e maior goleador da história da seleção inglesa, com 80 gols, podia muito bem requerer para si o direito de ser apenas a referência ofensiva, o cara a ser servido. É verdade que provavelmente teria problemas para integrar o time de Tuchel — que deixou de fora da Copa do Mundo nomes como Cole Palmer e Phil Foden —, mas o ponto é que Kane é nesta Inglaterra semifinalista de Copa do Mundo peça importante até para o meio-campo.

Quase sempre pelo corredor central, eventualmente caindo pela esquerda, o capitão inglês briga para recuperar a bola, arma e ataca. E quando a coisa aperta, seja pela Inglaterra estar com um jogador a menos diante do México num Estádio Azteca lotado, seja pelo time inglês estar atrás do marcador diante da surpreendente Noruega em Miami, ele é capaz de manter o time motivado.

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Jude Bellingham, por sua vez, faz o muitas vezes engessado jogo da Inglaterra parecer mais bonito. Ele é agudo e é efetivo. Deu piques de dezenas de metros quando precisou para ajudar na defesa contra a Noruega, deu dribles em diagonal partindo da esquerda nos dois tempos regulamentares, e foi oportunista quando os noruegueses — e, principalmente, quando o que parecia imbatível goleiro Nylan rebateu na pequena área — permitiram.

Pode até ser que a Inglaterra de Harry Kane e Jude Bellingham não vença a Argentina nesta quarta-feira (15) em Atlanta. Mas certamente será o adversário mais duro que o time de Messi terá encontrado até aqui na Copa do Mundo

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