Inglaterra aposta em tecnologia para enfrentar o calor da Copa do Mundo
Equipamento entra na rotina de treinos e jogos da seleção inglesa

A seleção da Inglaterra utilizará um dispositivo de resfriamento para auxiliar os jogadores durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo informações do jornal The Sun, o equipamento faz parte da estratégia da comissão técnica comandada por Thomas Tuchel para minimizar os efeitos das altas temperaturas previstas durante a competição.
O aparelho foi desenvolvido pela empresa de tecnologia de bem-estar Therabody e tem como objetivo reduzir a temperatura corporal dos atletas, contribuindo para uma recuperação física mais rápida em meio à sequência de partidas do Mundial.
Avaliado em £349 (cerca de R$ 2,4 mil), o dispositivo deverá ser incorporado à rotina da equipe ao longo do torneio. O planejamento prevê o uso da tecnologia tanto nos treinamentos quanto durante as pausas para hidratação das partidas, que serão adotadas em função das condições climáticas. A expectativa da comissão técnica é que o equipamento ajude os jogadores a manterem o desempenho físico em um cenário que promete exigir grande capacidade de adaptação das seleções participantes.

Altas temperaturas preocupam
A preocupação com o calor acompanha a Inglaterra desde o início da preparação para a Copa do Mundo. A equipe escolheu realizar parte de seus treinamentos nos Estados Unidos justamente para se adaptar às condições que encontrará durante o torneio.
A estreia inglesa será diante da Croácia, em Dallas, cidade que pode registrar temperaturas superiores a 30°C no período da competição. Na sequência da fase de grupos, os comandados de Tuchel ainda enfrentarão Gana e Panamá, em jogos que também podem ser disputados sob forte calor.

Tuchel minimiza impacto no estilo de jogo
Apesar da preocupação com as condições climáticas, Thomas Tuchel já afirmou que não pretende alterar significativamente a identidade da equipe por causa das altas temperaturas. Em entrevistas recentes, o treinador reconheceu que o calor tende a reduzir a intensidade física das partidas e a quantidade de sprints realizados pelos jogadores, mas destacou que isso não é suficiente para provocar mudanças profundas no modelo de jogo da Inglaterra.
— Ainda podemos tentar implementar essa ideia e acho que devemos fazê-lo. Aprendemos com o Mundial de Clubes do ano passado que os jogos perdem intensidade, mas isso não muda completamente a partida. São menos sprints e corridas menos intensas, algo em torno de 15%, mas não o suficiente para alterar totalmente o modelo de jogo — afirmou.
— Temos as pausas para hidratação e momentos para recuperar o fôlego. Recuperar a bola no campo de ataque continua tendo valor, mesmo quando isso exige intensidade e envolve riscos — explicou.

Amistoso antes da Copa
Antes da estreia na Copa do Mundo, a Inglaterra ainda fará um último amistoso contra a Costa Rica, compromisso que servirá para os ajustes finais da comissão técnica. No domingo, os ingleses derrotaram a Nova Zelândia por 1 a 0, em um jogo marcado pela baixa intensidade dos campeões mundiais de 1966.
Vice-campeã da Eurocopa de 2024, a equipe está no Grupo L da Copa do Mundo e fará a estreia contra a Croácia no dia 17 de junho, em Dallas. Na sequência, enfrentará Gana, em Boston, e Panamá, em Nova Jersey.

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