Entenda por que Fifa suspendeu Quansah por dois jogos e anistiou Balogun
Casos semelhantes tiveram desfechos diferentes no Mundial de 2026 e provocaram questionamentos sobre os critérios adotados pela entidade

As decisões da Fifa envolvendo Jarell Quansah e Folarin Balogun tornaram-se um dos assuntos mais debatidos da Copa do Mundo de 2026. Embora os dois tenham sido expulsos por entradas consideradas graves, a entidade aplicou punições diferentes: o defensor da Inglaterra recebeu suspensão de dois jogos, enquanto o atacante dos Estados Unidos teve a sanção anulada e foi liberado para atuar nas oitavas de final.
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A diferença de tratamento para Quansah e Balogun gerou críticas de ex-árbitros, dirigentes e torcedores, que passaram a questionar a consistência dos critérios disciplinares adotados pela Fifa.
Por que Quansah foi suspenso por dois jogos?
O zagueiro inglês foi expulso na vitória da Inglaterra sobre o México, pelas oitavas de final, após atingir Jesús Gallardo com um carrinho de sola alta. O lance foi revisado pelo VAR, e a arbitragem aplicou cartão vermelho direto.
Além da suspensão automática de uma partida, a Comissão Disciplinar da Fifa entendeu que a infração se enquadrava como jogo brusco grave, ampliando a punição para dois jogos. Com isso, Quansah ficou fora das quartas de final contra a Noruega e também não atuará na semifinal contra a Argentina.
A Federação Inglesa estudou alternativas para reverter a decisão, mas não conseguiu modificar a pena aplicada pela entidade.
Por que Balogun foi anistiado?
O caso de Folarin Balogun ganhou repercussão internacional não apenas pela decisão da Fifa, mas também pela participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Expulso na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina, o atacante cumpriria suspensão automática nas oitavas de final contra a Bélgica.
Antes da partida, porém, Trump revelou que entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar revisão da punição. O mandatário norte-americano afirmou que não pressionou a entidade, mas pediu nova análise por considerar que o lance não justificava o cartão vermelho.
Além disso, Trump fez críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela expulsão, classificando-o como "um pouco suspeito" e sugerindo que seu histórico deveria ser analisado, embora não tenha apresentado provas de irregularidade. As declarações aumentaram a pressão sobre a Fifa e ampliaram o debate sobre possível interferência política nas decisões disciplinares da Copa do Mundo.

Horas depois, a Fifa anunciou que suspenderia os efeitos da punição por um ano, com base no artigo 27 do Código Disciplinar. Na prática, Balogun ficou liberado para enfrentar a Bélgica, desde que não cometa nova infração semelhante durante o período probatório. A entidade não detalhou os motivos que levaram à aplicação da medida excepcional.
A sequência dos acontecimentos intensificou as críticas de dirigentes, ex-árbitros e entidades do futebol, que questionaram se a intervenção pública de Trump influenciou a decisão da Fifa. O episódio de Folarin Balogun também passou a ser comparado ao caso de Jarell Quansah, que recebeu suspensão ampliada para dois jogos sem que houvesse revisão da pena pela Fifa.
Diferença de punições a Quansah e Balogun gerou críticas à Fifa
A divergência nas decisões da Fifa entre os casos de Balogun e Quansah provocou forte repercussão no futebol internacional. Ex-árbitros, como Keith Hackett e Jonas Eriksson, afirmaram que as infrações apresentavam características semelhantes e defenderam que a Fifa deveria ter adotado o mesmo critério disciplinar para ambos os jogadores.
A situação ganhou ainda mais destaque após a confirmação da suspensão ampliada de Quansah, alimentando debates sobre transparência, uniformidade nas decisões e possível influência externa nos processos disciplinares da Fifa.
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