Djalminha critica atuação da Seleção Brasileira e alerta: 'Muito vulnerável'
Ídolo palmeirense também criticou a criatividade da Seleção

Ídolo do Palmeiras e ex-jogador da Seleção Brasileira, Djalminha criticou a atuação do Brasil diante do Haiti, na Copa do Mundo. De acordo com o ex-atleta, os comandados de Carlo Ancelotti ainda estão muito vulneráveis e apresentam pouca criatividade.
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Em vídeo publicado em suas redes sociais, Djalminha desabafou e afirmou que a Seleção ainda está longe do ideal. Confira o que disse o comentarista e repórter:
— Fazer um vídeozinho aqui, rapidinho. Está com 68 minutos do segundo tempo e eu quero falar o seguinte: independentemente de o Brasil fazer quatro, cinco, seis gols ou de levar três e o jogo terminar empatado, esse jeito que está jogando me preocupa. Quando a gente enfrenta seleções mais fortes, principalmente as mais bem montadas taticamente, nossa equipe fica muito vulnerável. Não é possível que não estejam percebendo isso. A marcação deixa espaços e há pouquíssima criatividade - alertou.
— Estamos enfrentando uma seleção muito fraca e fizemos gols de um jeito que dificilmente vamos conseguir repetir contra outras equipes. É só um alerta. Fico feliz porque estamos ganhando por 3 a 0, era uma vitória necessária, mas ainda falta muita coisa. Há muitos aspectos que precisam ser corrigidos, e não é apenas uma questão de jogadores - finalizou.

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Como foi Brasil x Haiti
Seleção aposta na ligação direta e faz três no primeiro tempo
Diante do adversário mais fraco do Grupo C, era de se esperar um Brasil ofensivo e um Haiti que concedesse poucos espaços. E as duas propostas foram vistas logo nos primeiros minutos. O problema é que Raphinha mais uma vez desperdiçava chances pela direita — e, quando acertou, marcou em impedimento —, e Vini Jr. não conseguia ser agudo pela esquerda.
A situação começou a mudar quando Paquetá parou de perder a bola no círculo central e, assim como Casemiro, passou a acertar os passes em profundidade e lançamentos. Porque, na ausência ou incapacidade de criar no meio-campo, o Brasil passou a amassar o Haiti (no placar) na base da ligação direta. Através dela, o time de Carlo Ancelotti passou a criar oportunidades e fechou o primeiro tempo vencendo por 3 a 0, gols de Matheus Cunha (duas vezes) e Vini Jr.
Brasil reduz ritmo e perde chance de melhorar o saldo
Com a vitória assegurada, a Seleção foi para o segundo tempo disposta a ampliar o placar e assegurar um bom saldo de gols — afinal, poderá ser esse o critério que irá definir o líder da chave na última rodada. Mas o Haiti melhorou seu posicionamento, fechou os espaços que dera na primeira parte do jogo e dificultou para o Brasil.
Aos poucos, Carlo Ancelotti tratou de dar novo fôlego ao time. Endrick entrou e foi ovacionado pela torcida; ele chegou a marcar um gol, mas em impedimento. Martinelli, Danilo Santos e Ederson também foram chamados. Mas o Brasil seguiu sem conseguir criar chances claras, e nem mesmo os lançamentos que funcionaram no primeiro tempo resolveram no segundo. Para completar, Alisson ainda teve bastante trabalho para garantir que o time, enfim, encerrasse uma sequência de seis jogos sofrendo gols.
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