Deschamps, técnico da França, critica gramado da final da Copa do Mundo: 'Eu avisei'
Treinador falou após a vitória contra Senegal

A vitória da França por 3 a 1 sobre Senegal, na estreia da Copa do Mundo, deixou Didier Deschamps satisfeito com o resultado, mas longe de considerar a atuação ideal. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador admitiu que os Bleus tiveram dificuldades no primeiro tempo, exaltou a mudança de posição de Michael Olise e ainda fez críticas ao gramado do MetLife Stadium, palco da estreia francesa e também da final do Mundial.
➡️Ídolo da França compara Olise a Platini e Zidane e vê jogador como Bola de Ouro
Deschamps reconheceu que a equipe sentiu o peso da estreia e encontrou dificuldades diante da intensidade dos senegaleses.
— É muito importante vencer a primeira partida. Tivemos dificuldades, mas vi muitas equipes sofrerem antes de nós. Senegal é uma equipe organizada, capaz de atacar rapidamente e sempre cria perigo. Cometemos muitos erros técnicos. Com mais precisão, poderíamos ter criado mais oportunidades. No segundo tempo fomos muito melhores com Michael Olise jogando por dentro, porque isso deu muito mais ligação ao nosso jogo. Estávamos um pouco tímidos, um pouco tensos. Isso mostra como uma estreia em Copa do Mundo é algo especial. Existe uma expectativa enorme. Mas estou muito satisfeito por termos conseguido vencer esse jogo — afirmou.
A principal alteração de Deschamps no intervalo foi inverter as posições de Ousmane Dembélé e Michael Olise. A mudança teve efeito imediato e ajudou a França a crescer na partida.
— Quando Michael joga aberto pela direita, ele tem capacidade de drible e profundidade. Mas, quando pode atuar entre as linhas, entre o meio e a defesa adversária, sua qualidade de passe permite encontrar nossos atacantes em melhores condições. Fiz essa mudança porque pensei que ela nos daria mais conexão no jogo. Michael pode atuar dos dois lados, mas quanto mais ele toca na bola, melhor é para nós. Criamos mais perigo e ainda contamos com a eficiência de Kylian Mbappé, que fez a diferença — explicou.
O treinador também comentou o recorde alcançado por Mbappé. Com os dois gols marcados diante de Senegal, o atacante chegou a 58 pela seleção e se tornou o maior artilheiro da história dos Bleus, ultrapassando Olivier Giroud.
— Ainda existem pessoas que o criticam… Mesmo quando ele não faz uma grande partida, basta uma jogada para ele decidir. Dizem que ele não defende o suficiente, eu até entendo esse argumento. Ele defende um pouco menos do que os outros, mas bater o recorde do Olivier aos 27 anos é algo extraordinário. Dentro e fora de campo, como capitão, ele faz muito pelo grupo. E aqui, basta ele aparecer para mobilizar todo mundo. Ele tem uma aura mundial. Há debates sobre sua posição, mas eu considero que atuar centralizado é o melhor para ele. Estou muito feliz por ele — disse.
Questionado sobre a atuação discreta de Mbappé no primeiro tempo, Deschamps brincou com a capacidade de decisão do camisa 10.
— Se ele quiser continuar fazendo um primeiro tempo ruim e marcar dois gols no segundo, para mim está ótimo. Ele errou dois ou três controles que normalmente não erra. Mas, para ele, não existe problema psicológico. A dúvida não entra na cabeça dele. Pelo conjunto da partida, ele poderia até ter feito quatro ou cinco gols, mas esses dois já foram excelentes — afirmou.
O treinador ainda revelou que conversou com os jogadores no intervalo, mas sem elevar o tom.
— Eu falo as coisas quando vejo que precisam ser ditas. No primeiro tempo, éramos capazes de fazer muito melhor em vários aspectos. Eu não grito mais como antigamente, fiquei mais calmo, mas digo o que penso. Pedi aos jogadores que se soltassem um pouco mais. Essas coisas não mudam de uma hora para outra — comentou.
Além da atuação da equipe, Deschamps chamou atenção para as condições do gramado do MetLife Stadium. Segundo ele, o campo tem características muito diferentes das encontradas na Europa e exige adaptação.
— O gramado é diferente. Há uma base de concreto embaixo e isso faz com que as fibras da grama sejam muito curtas. O quique da bola muda e o comportamento do campo também depende da quantidade de água. Alguns jogadores já haviam atuado aqui no Mundial de Clubes e sabiam disso. Como não podemos treinar nos estádios da competição, a adaptação fica mais complicada. Eu avisei os jogadores, mas é algo bem diferente do que eles estão acostumados na Europa — concluiu.

O que vem por aí para a França?
Com o resultado, os franceses ficam na primeira posição do Grupo I. Noruega e Iraque, os outros integrantes do grupo, se enfrentam às 19h (de Brasília). O próximo jogo da França é na segunda-feira (22), contra o Iraque, às 18h (de Brasília).
💸Ganhe 100% em aposta extra até R$100 na Novibet — aproveite somente hoje
É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável
Tudo sobre
Sugerida para você!






Mais LANCE!












