Defesa, criação e Cristiano Ronaldo: os desafios de Portugal para próximos passos na Copa
Equipe treinou com portas fechadas nesta quinta-feira

Portugal teve uma estreia complicada na Copa do Mundo. Na sexta Copa de Cristiano Ronaldo, a equipe amargou um empate com a RD Congo, por 1 a 1. O time africano não disputava uma Copa há 52 anos.
De acordo com a imprensa portuguesa, os atletas deixaram o estádio visivelmente abatidos. O resultado teve sabor de derrota para a seleção comandada por Roberto Martínez. No mesmo dia da partida, que aconteceu na quarta-feira (17), a equipe retornou para Palm Beach, na Flórida, onde está concentrada.
O treino de quinta-feira (18) contou com uma atividade com portões fechados. Além do aspecto emocional, a comissão técnica também trabalha para corrigir questões físicas observadas na estreia. A equipe apresentou dificuldades para acompanhar o ritmo imposto pela RD Congo e teve problemas para acelerar o jogo durante boa parte da partida.
Isso liga o alerta de alguns pontos que Martínez deve ficar de olho para o próximo compromisso da equipe, diante do Uzbequistão, na próxima terça-feira. O Lance! explica alguns pontos.
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Encontrar o espaço atrás do bloco defensivo
A RD Congo se apresentava em campo com uma defesa em bloco mais baixo, em um esquema de 5-3-2. Isso foi um problema para a seleção portuguesa, que não conseguia furar o esquema proposto pelo time africano.
Bruno Fernandes, um dos destaques do meio-campo, por mais que tivesse mais liberdade no meio, não conseguia encontrar espaços entre as linhas. Neste jogo, em específico, talentos individuais também não funcionaram da forma mais adequada.
De acordo com números do Sofascore, Portugal teve 7 finalizações, com apenas 1 no gol. A RD Congo, com um quarto da bola, teve 8 finalizações e 2 no alvo.
Bolas paradas precisam parar de serem perigosas
No gol de Wissa, do RD Congo, o jogador subiu livre após uma cobrança de escanteio. Portugal deixou o atacante sem marcação individual em uma jogada que custou o empate. Porém, foi possível analisar e perceber também uma certa deficiência da equipe portuguesa em acompanhar sua organização defensiva em jogadas como esta.

Cristiano Ronaldo como estratégia
Um dos pontos mais citados em análises e manchetes por todo o mundo após o jogo foi a atuação discreta de Cristiano Ronaldo, principal símbolo da equipe.
Na disputa da sua sexta Copa do Mundo, o camisa 7 teve apenas 25 ações com a bola, um volume baixo para um jogador que costuma ser o centro das ações ofensivas da equipe. Além disso, finalizou três vezes, todas para fora, e não conseguiu exigir nenhuma defesa do goleiro adversário. Mesmo assim, ficou em campo por 90 minutos.
As características de CR7 são mais que conhecidas, porém, talvez seja uma estratégia a Roberto Martínez ajustá-lo em outros esquemas, para que as jogadas passem mais por ele também, o que não aconteceu na estreia.
A seleção portuguesa volta a campo na próxima terça-feira (23), quando enfrenta o Uzbequistão pela segunda rodada do Grupo K, às 14h (de Brasília). Enquanto isso, a Colômbia enfrenta a RD Congo, no mesmo dia, às 23h (de Brasília).
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