Além das seleções, calor também será adversário do Brasil na Copa do Mundo
Temperaturas elevadas nesta época do ano têm impacto no rendimento dos jogadores

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MORRISTOWN, NJ (EUA) - Dois dias em solo norte-americano já foram suficientes para a Seleção Brasileira perceber que o calor será, sim, mais um adversário a ser superado na Copa do Mundo. Apesar de as manhãs começarem amenas em Morristown nesta época do ano — tem amanhecido com os termômetros marcando 8°C —, a temperatura sobe rapidamente e os treinos no fim da tarde acontecem sob sol forte. E isso que o verão só chega ao hemisfério norte daqui a 17 dias.
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Antes do sorteio da Copa do Mundo, em dezembro do ano passado, o técnico Carlo Ancelotti declarou que tinha preferência por jogar na Costa Oeste. O treinador sempre considerou que a Itália chegou mais desgastada que o Brasil para a final do Mundial de 1994, porque a Seleção passou a Copa por aquele lado do país, enquanto os italianos ficaram justamente em Nova Jersey. À época, Carlo Ancelotti era auxiliar técnico.
Os tempos, claro, são outros e há inúmeras formas de amenizar os efeitos do calor na preparação dos jogadores, mas não há nada que se possa fazer durante os jogos — sobretudo em uma época em que o futebol é extremamente físico e exige muito dos jogadores.
Capitão da Seleção Brasileira, Marquinhos sabe bem o que é isso. No ano passado, ele esteve nos Estados Unidos nesta mesma época do ano para disputar o Mundial de Clubes da Fifa com o PSG. Na decisão, o time francês perdeu por 3 a 0 para o Chelsea.
— O calor, o cansaço e o desgaste foram fatores importantes, principalmente para quem chegou até a final. Uma final jogada à tarde, em um calor absurdo. Foram fatores que influenciaram nos resultados e no jogo — considerou Marquinhos nessa quarta-feira (3).

A final da Copa do Mundo deste ano está marcada para a tarde de 19 de julho, no MetLife, mesmo estádio que sediou aquela final de Mundial de Clubes.
Pois as lembranças de Ancelotti sobre a Copa do Mundo de 1994, e a experiência recente de Marquinhos no torneio de clubes do ano passado são mais uma arma do Brasil para a disputa desta Copa.
— Foi uma experiência importante que tive, coisas que acontecem quanto aos treinos, preparação, cuidados que tivemos e funcionaram. (Vai servir) para que a gente possa reunir as melhores condições — considerou Marquinhos.
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