Antes de Brasil x Escócia, campeão da Copa dá recado a Ancelotti: 'Não pode'

Edilson enxerga Ancelotti como bom treinador

PorLucas CremoneseSão Paulo (SP)
24/06/2026 07:10

Supervisionado porLeonardo Damico,
Carlo Ancelotti comanda o Brasil diante do Haiti (Foto: IMAGO/Folhapress)
Carlo Ancelotti comanda o Brasil diante do Haiti (Foto: IMAGO/Folhapress)

Edilson Capetinha, campeão da Copa do Mundo com a Seleção Brasileira em 2002, conversou com o Lance! e foi sincero sobre aquilo que pensa do trabalho de Ancelotti na Amarelinha até aqui. De acordo com ele, o italiano é um bom treinador, mas tem coisas a melhorar e "não pode errar".

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Entrevistado pelo Lance! durante a cobertura do portal na Copa do Mundo, Edilson afirmou que enxerga Ancelotti como um bom treinador.

- Ancelotti tem todos os ingredientes de um treinador bom, né? Então, a gente tem que confiar - começou.

- Por tudo que ele passou, ele deu certo. Então eu espero que ele conserte, que ele enxergue, onde que estão os erros pra ele consertar logo. Copa do Mundo não pode ter erro, então nem jogador e nem treinador podem errar. Se você chegar a perfeição, provavelmente você vai ganhar - finalizou.

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Ancelotti durante Brasil x Haiti
Ancelotti durante Brasil x Haiti (Foto: Dan Mullan/Getty Images via AFP)

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Plano B de Ancelotti para Neymar

Por Márcio Iannacca e Marcio Dolzan

Existe ainda uma segunda alternativa. Neymar pode atuar em uma das posições ocupadas por Vinícius Júnior ou Raphinha, especialmente quando os atacantes jogam mais por dentro do que abertos pelos lados. O camisa 10 teria liberdade para flutuar pelo corredor central, funcionando quase como um meia-atacante.

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Essa possibilidade ganha força principalmente nos momentos em que o lateral-direito Danilo avança ao ataque. Nessas situações, a defesa brasileira costuma se reorganizar com uma linha de três jogadores, enquanto Raphinha (provavelmente Luiz Henrique) fecha por dentro para dar equilíbrio ao sistema. Neymar poderia executar uma função semelhante, usando sua capacidade de criação para conectar o meio-campo ao ataque.

Independentemente da escolha de Ancelotti, a tendência é que a utilização contra a Escócia seja gradual. O treinador não pretende acelerar o processo de retorno do jogador. A expectativa é que Neymar comece no banco de reservas e ganhe minutos ao longo da partida, especialmente se o Brasil conseguir construir uma vantagem no placar.

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A cautela faz sentido. O camisa 10 chega à Copa na terceira rodada da fase de grupos em condições de jogo, após se recuperar de uma lesão grau 2 na panturrilha direita. Estar novamente disponível já representa uma vitória pessoal para quem conviveu com dúvidas sobre sua capacidade de voltar a competir em alto nível.

Para a Seleção, porém, a discussão vai além da recuperação. O desafio agora é encontrar o melhor encaixe para um dos jogadores mais talentosos da história do futebol brasileiro dentro de uma equipe que encontrou organização sem ele.

Líder do Grupo C com quatro pontos — mesma pontuação do Marrocos, mas com vantagem no saldo de gols —, o Brasil encara a Escócia sabendo que uma vitória pode encaminhar a classificação. E, no meio dessa disputa, surge uma das histórias mais interessantes da Copa: a tentativa de Ancelotti de reinventar Neymar para que o camisa 10 continue decisivo na Seleção em uma nova fase da carreira.

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