Análise: Holanda e Japão empatam em jogo de alternâncias e Memphis discreto

Duelo é marcado por equilíbrio de domínio e camisa 10 em campo por apenas 20 minutos

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
15/06/2026 04:00
Kamada salva o Japão no fim, e seleção asiática busca empate heroico diante da Holanda (Foto: Aric Becker / AFP)
Kamada salva o Japão no fim, e seleção asiática busca empate heroico diante da Holanda (Foto: Aric Becker / AFP)

Holanda e Japão empataram em um duelo de forte intensidade física e tática na abertura da Copa do Mundo de 2026. O confronto terminou com sensação de equilíbrio, mas com momentos claros de domínio alternado entre as equipes e atuações individuais decisivas.

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Em um jogo marcado por mudanças de ritmo e respostas rápidas, o empate em 2 a 2 refletiu a competitividade do Grupo F logo na primeira rodada. Holanda e Japão mostraram propostas distintas, mas eficiência semelhante na criação e na finalização das jogadas.

Primeiro tempo equilibrado

Holanda foi num clássico 4-3-3, com Summerville e Gakpo nas pontas e Malen centralizado. Já o Japão atuou no 3-5-2, com o artilheiro Ueda centralizado e Maeda pelos lados, além do apoio de Keito Nakamura pela ponta esquerda.

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Nos 15 primeiros minutos, o Japão foi melhor que a Holanda, explorando principalmente o lado esquerdo de ataque com Nakamura e Maeda. A principal chance, no entanto, foi holandesa, em finalização forte de Malen defendida por Zion Suzuki. No meio, Kamada era o responsável por conectar o setor de criação ao ataque japonês.

Após a metade do primeiro tempo, a Holanda equilibrou a partida e passou a controlar as ações, criando as melhores oportunidades. O time europeu terminou a etapa com 69% de posse de bola contra 21% do Japão, além de cinco finalizações contra três. Em termos gerais, a Holanda foi levemente superior, com mais presença ofensiva e duas chances claras com Malen em jogadas aéreas.

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Van Dijk marcou o primeiro gol da Holanda (Foto: Aric Becker / AFP)
Van Dijk marcou o primeiro gol da Holanda (Foto: Aric Becker / AFP)

Final de jogo com emoção até o final

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro: com a Holanda pressionando e buscando o gol em bolas levantadas. A estratégia funcionou logo aos cinco minutos, quando Gravenberch cruzou e Van Dijk subiu sozinho para marcar de cabeça, após a bola ainda tocar a trave.

O Japão respondeu rapidamente. Aos 11 minutos, Nakamura recebeu na entrada da área e finalizou rasteiro para empatar. Com o jogo mais aberto, a Holanda voltou à frente com Summerville, em chute de fora da área no canto do goleiro japonês.

Nos acréscimos, o Japão buscou o empate mais uma vez: Kamada desviou a finalização de Ogawa, recém-entrado, decretando o 2 a 2 em um fim de partida intenso. Os gols rápidos e as respostas imediatas ao longo do confronto explicam a dinâmica de um jogo movimentado e disputado, que refletiu o equilíbrio entre as equipes, mas terminou sem um vencedor.

Na segunda etapa, o Japão teve sete chances contra seis da Holanda. A posse ficou com os japoneses: 52% contra 48%. Zion Suzuki fez duas defesas, enquanto Verbruggen realizou uma intervenção.

O resumo da partida em números

O empate foi sustentado por um equilíbrio quase absoluto nas principais métricas ofensivas. Holanda e Japão terminaram com 10 finalizações cada, mostrando como o jogo foi dividido em momentos de domínio alternado.

A principal diferença esteve na qualidade das finalizações no alvo: a Holanda acertou seis chutes na meta, contra três do Japão. Ainda assim, a eficiência japonesa na segunda etapa compensou a inferioridade inicial.

Na posse de bola, o jogo teve variação clara entre os tempos, com domínio holandês no primeiro e reação japonesa no segundo, encerrando em 60% a 40% no acumulado final.

Holanda 2-2 Japão

  1. Grandes chances: 0 x 0
  2. Finalizações: 10 x 10
  3. Finalizações no gol: 6 x 3
  4. Posse de bola: 60% x 40%
  5. Passes: 525 x 342
  6. Escanteios: 5 x 4
  7. Desarmes: 11 x 11
  8. Eficiência nos duelos: 60% x 40%
  9. Cartões amarelos: 3 x 0

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Destaques do jogo

Crysencio Summerville foi um dos principais nomes da partida. O atacante atuou com agressividade pelos lados, deu profundidade ao ataque holandês e marcou o gol que manteve a equipe em vantagem na segunda etapa. Com eficiência máxima, converteu sua única finalização e participou diretamente do ritmo ofensivo da equipe.

Keito Nakamura foi o motor ofensivo do Japão durante toda a partida. Atuando pelo esquerda, participou das principais jogadas de criação e ainda marcou o gol de empate com finalização precisa na entrada da área. Além disso, manteve alto nível técnico com 90% de acerto nos passes.

O confronto entre Nakamura e a linha defensiva holandesa simbolizou o equilíbrio do jogo. Enquanto o atacante japonês desequilibrava em momentos pontuais, Summerville respondia com explosão e decisão no campo ofensivo.

Kamara marcou o segundo gol do Japão (Foto: Aric Becker / AFP)
Kamara marcou o segundo gol do Japão (Foto: Aric Becker / AFP)

Atuação de Memphis Depay

A atuação de Memphis Depay foi discreta na estreia. Entrando no segundo tempo, o atacante teve participação curta, mas eficiente na circulação de bola, ainda que sem impacto direto constante no ataque.

Memphis Depay atuou por 20 minutos, com um passe decisivo, dois cruzamentos e 100% de acerto nos passes (sete certos em sete tentados). Também contribuiu com duas bolas recuperadas, mas teve dificuldades nos duelos físicos, sem vitórias em três disputas.

A partida terminou com avaliação de 6,5, marcada mais pela disciplina na posse e organização do que por influência ofensiva direta no resultado final.

Memphis vs Japão

  1. 20 minutos em campo
  2. 1 passe decisivo
  3. 1/1 cruzamentos certos
  4. 7/7 passes certos
  5. 2 bolas recuperadas
  6. 0/3 duelos ganhos
  7. 1 falta
  8. 1 cartão amarelo
  9. Nota Sofascore 6.5

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