Além de Haaland: veja jogadores que 'mudaram' de nome em suas camisas
Atacante norueguês vai homenagear sua mãe nesta Copa do Mundo

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Na última semana, o nome de Haaland ganhou destaque fora das quatro linhas. O atacante da Noruega chamou atenção ao optar por utilizar "Braut Haaland" na camisa durante a Copa do Mundo, incorporando o sobrenome de sua mãe em uma homenagem familiar. A decisão colocou o craque em uma lista curiosa de jogadores que já trocaram nomes, adotaram apelidos ou fizeram escolhas marcantes para serem identificados no futebol.
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Acostumado a vestir apenas "Haaland" em sua camisa no Manchester City, o atacante da Noruega surpreendeu ao aparecer com uma identificação diferente na seleção nacional. Durante o Mundial, o craque utilizará "Braut Haaland", reunindo os sobrenomes herdados dos pais.
O detalhe tem um significado especial. "Braut" é uma homenagem à mãe do jogador, Gry Marita Braut, ex-heptatleta que competiu profissionalmente nas décadas de 1980 e 1990. Já "Haaland" faz referência ao pai, Alfie Haaland, ex-jogador que teve passagens por clubes importantes da Inglaterra, como Leeds United e Manchester City.

Veja casos de outros jogadores:
Um dos exemplos mais conhecidos é o de Memphis Depay. Embora tenha se tornado mundialmente famoso pelo sobrenome, o atacante da Holanda prefere atuar apenas como "Memphis". A decisão está ligada à relação conturbada com o pai, que abandonou a família quando ele ainda era criança. Desde então, o jogador evita utilizar "Depay" em uniformes e entrevistas.

Situação semelhante acontece com o zagueiro Virgil van Dijk. Apesar de ser conhecido internacionalmente pelo sobrenome, o defensor da Holanda costuma utilizar apenas "Virgil" nas costas da camisa. A escolha também está relacionada a problemas familiares envolvendo o pai. O jogador ainda chegou a usar o sobrenome no seu primeiro clube da carreira, o Groningen, mas logo parou de utilizar.
Outro caso é o de Dele Alli. O meia inglês deixou de usar "Alli", alegando não possuir grande identificação com a família. Desde então, passou a utilizar apenas "Dele" nas camisas e até mesmo em suas redes sociais.
As escolhas nem sempre estão ligadas a conflitos familiares. Kevin-Prince Boateng, por exemplo, optou durante boa parte da carreira por utilizar apenas "Prince" nos uniformes. O ganês buscava valorizar sua identidade própria e suas raízes africanas, diferenciando-se também do irmão, Jerome Boateng, campeão mundial pela Alemanha. Os dois protagonizaram um dos encontros mais curiosos da história das Copas ao se enfrentarem durante o Mundial de 2014, no Brasil, representando seleções diferentes.
Há ainda quem tenha decidido deixar sobrenomes famosos de lado para construir uma trajetória independente. Foi o caso de Giuliano Simeone, filho do técnico Diego Simeone, e de Jordi Cruyff, herdeiro de Johan Cruyff. Ambos optaram em determinados momentos da carreira por retirar o sobrenome das camisas como forma de reduzir comparações e buscar uma identidade própria dentro do futebol.
Jordi ainda chegou a usar o sobrenome do pai por um grande período na carreira, além de também ter utilizado a histórica camisa 14, do lendário atacante holandês.

Agora, Haaland entra para essa lista ao trocar a tradicional inscrição "Haaland" por "Braut Haaland", mostrando que, muitas vezes, o que está escrito nas costas da camisa vai muito além de uma simples identificação dentro de campo.
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