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SAF Botafogo: entenda novo movimento do social para encaminhar venda à GDA

Glorioso vive impasse com negociações da futura investidora com a Cork Gully

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
14/07/2026 06:00
João Paulo Magalhães é o presidente do Botafogo (Foto: Wallace Lima/Botafogo)
João Paulo Magalhães é o presidente do Botafogo (Foto: Wallace Lima/Botafogo)v

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Ainda em busca de acordo com a Cork Gully, administradora da Eagle Football Holdings (EFH) após determinação judicial, o Botafogo social, presidido por João Paulo Magalhães Lins, acionou gatilho previsto no acordo de 2022, que diluiu a Eagle e tornou o associativo sócio majoritário da SAF. O Lance! explica abaixo o novo episódio nos bastidores do Botafogo.

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O Botafogo Social acusa John Textor, antigo controlador, de não ter completado a série de aportes financeiros previstos em contrato. Na prática, fazia movimentações do caixa alvinegro para o do Lyon, outro clube que estava sob a gestão da Eagle Bidco, braço da EFH no controle dos ativos. A diretoria aponta que, neste modelo, mais de R$ 100 milhões não ficaram no Alvinegro, fazendo com que o acordo tenha sido quebrado quanto ao pagamento.

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Na última semana, a Cork Gully recebeu documento sobre o aviso da falta de pagamento, com o argumento de que a verba entrou e saiu do cofres rapidamente. Na época, o Lyon enfrentava grave crise financeira e Textor buscava o alívio da asfixia financeira também na França.

As informações são do portal "UOL" e foram confirmadas pela reportagem do Lance!.

Gabriel de Alba é o empresário que assinou contrato vinculante com a SAF Botafogo
Gabriel de Alba, o nome por trás da GDA Luma e que deve comandar o Botafogo (Foto: Reprodução)

Botafogo Social age

A gestão do associativo, então, vendo a dificuldade principalmente no acordo entre GDA, Botafogo e Cork Gully, foi para a última cartada — a que evitou por mais de seis meses. O Botafogo associativo ativou o gatilho de bônus de subscrição, diluindo a Eagle e ficando com 51% das ações da SAF, com a empresa passando de 90% para 49%.

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Neste cenário, seriam vendidos 41% das ações para a GDA Luma, do empresário Gabriel de Alba, por um valor simbólico, enquanto a Eagle seria obrigada pela cláusula a repassar seus 49% pelo mesmo valor. Nessa conta, então, o Botafogo Social voltaria aos 10%, como era antes, com Textor, e a GDA Luma seria acionista majoritária à frente do futebol com 90% da participação da SAF.

No dia a dia, o clube já opera como se a GDA estivesse no controle. Já houve a entrada de um primeiro aporte para pagamento de salários atrasados, regularização de outras pendências internas e investimentos pequenos no futebol para reformulação do elenco.

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O Botafogo opera sob recuperação judicial, e a GDA, então credora por ter feito empréstimo de 25 milhões de dólares no início do ano, acenou com sua retirada da lista de dívidas do Glorioso.

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