Pontos desperdiçados, lances evitáveis e mais: os momentos-chave para a queda do Brasil na VNL
Seleção masculina está fora da fase final da competição pela primeira vez na história

Eliminado da Liga das Nações com uma rodada de antecedência, a Seleção Brasileira masculina de vôlei está fora da fase final do torneio pela primeira vez na história. A concretização da queda passa por momentos-chave, entre derrotas evitáveis e pontos importantes desperdiçados, que ajudam a explicar o resultado final do time de Bernardinho na competição.
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Pontos importantes desperdiçados
Ainda que invicta na primeira semana da competição, a Seleção perdeu um ponto importante na partida contra a Argentina. Em que pese o valor do clássico e a vontade dos argentinos, a equipe chegou à partida com três derrotas em três jogos. Mas conquistou o primeiro ponto justamente contra o Brasil, que chegou a estar perdendo por 2 sets a 0 e virou a partida no tiebreak. Na VNL, o primeiro critério de classificação é o número de vitórias. Mas os pontos fazem a diferença entre equipes com o mesmo número de triunfos.
Situação parecida aconteceu em partida da Seleção contra o Canadá, na semana 2 da Liga das Nações. A equipe chegou ao confronto com apenas uma vitória em seis jogos. Na teoria, seria uma vitória fácil para o Brasil. No entanto, em mais um capítulo da apocalíptica segunda etapa do torneio, a Amarelinha teve vida muito difícil e venceu apenas no tiebreak, desperdiçando um ponto que também faria diferença à essa altura do campeonato.
Derrota que fez a diferença
Um dos adversários diretos do Brasil na briga pelas duas últimas vagas na fase final da VNL era a Ucrânia. E a Seleção amargou uma derrota por 3 sets a 1 para a equipe na abertura da semana 2 da competição. Ao todo, na partida, a Amarelinha cedeu 32 pontos de graça ao rival, que é o atual 7º colocado da tabela.

Lances 'de bagunça' que custaram caro
Já na terceira e última semana classificatória da VNL, em duelo contra a Polônia, o Brasil acumulou erros bobos em momentos decisivos que poderiam ter dado um fim diferente às parciais, todas vencidas pelo time europeu.
Na reta final do segundo set, quando o placar marcava 24 a 24, após Lucarelli defender uma ofensiva polonesa no fundo da quadra, Cachopa tentou armar o contra-ataque com Flávio. Contudo, enquanto observava a bola que caía no alto, o gaúcho não percebeu que o central havia escorregado sozinho pouco antes de tentar um salto para atacar.
Com Flávio caído no chão, Cachopa levantou a bola para ninguém. Dessa forma, a Polônia anotou 25 a 24 em um momento crucial do set, que acabou com um placar de 28 a 26 para os europeus. Mas esse foi apenas um entre alguns lances de falha comunicativa da Seleção Brasileira.
— acervo smv (@acervosmv) July 18, 2026
No último ponto polonês deste mesmo set, por exemplo, o Brasil consegue realizar a defesa no fundo da quadra, mas Cachopa hesita na sequência e não chega inteiro na bola. Pinta, o jogador mais próximo da bola, não assume o levantamento, o que resultou no ponto que fechou a parcial para os poloneses.
Brasil x Estados Unidos: virada no final do set
O Brasil chegou ao duelo contra os Estados Unidos após vitória contra a França na estreia da semana 3 da VNL, mas já ficava de olho na calculadora para conquistar a vaga na fase final. A Seleção começou a partida em bom ritmo e chegou a ter 23 a 22 no primeiro set.
Mas, inconstante, o time de Bernardinho deixou a equipe do Estados Unidos jogar e levou três pontos consecutivos, que cravaram a derrota parcial. Após isso, a Seleção diminuiu o ritmo, não conseguiu mais fazer frente ao adversário e saiu derrotada por 3 sets a 0, resultado que azedou de fato a situação verde-amarela na tabela de classificação.

Veja a situação atual da VNL
O Brasil terminou a fase classificatória da competição com sete vitórias em doze partidas, na nona colocação. A equipe começou a VNL com o pé direito, vencendo todos os quatro confrontos da primeira semana, em Brasília. Mas a situação começou a amargar na segunda etapa. Na Eslovênia, a Seleção venceu apenas um dos quatro jogos, e por 3 a 2. O contexto difícil seguiu na semana 3 da Liga das Nações e culminou na eliminação precoce do time de Bernardinho. Confira a tabela:
| Posição | Equipe | Jogos | Vitórias | Derrotas | Razão de sets | Pontos |
|---|---|---|---|---|---|---|
1º | Japão | 12 | 12 | 0 | 36:15 | 30 |
2º | Eslovênia | 12 | 10 | 2 | 32:17 | 26 |
3º | Polônia | 11 | 9 | 2 | 31:15 | 26 |
4º | Itália | 12 | 8 | 4 | 30:18 | 26 |
5º | Estados Unidos | 11 | 8 | 3 | 29:13 | 25 |
6º | Turquia | 12 | 8 | 4 | 28:19 | 22 |
7º | Ucrânia | 12 | 7 | 5 | 27:20 | 23 |
8º | Bulgária | 11 | 7 | 4 | 24:20 | 20 |
9º | Brasil | 12 | 7 | 5 | 23:21 | 19 |
10º | Sérvia | 12 | 5 | 7 | 19:25 | 16 |
11º | Alemanha | 12 | 5 | 7 | 23:28 | 15 |
12º | França | 11 | 5 | 6 | 20:24 | 13 |
13º | Bélgica | 12 | 4 | 8 | 17:28 | 12 |
14º | Irã | 12 | 3 | 9 | 18:30 | 11 |
15º | Argentina | 12 | 3 | 9 | 18:31 | 10 |
16º | Cuba | 12 | 3 | 9 | 16:29 | 10 |
17º | Canadá | 12 | 1 | 11 | 19:34 | 10 |
18º | China | 12 | 1 | 11 | 10:33 | 4 |
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