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Análise: Brasil faz dever de casa, mas segue sem certezas na VNL masculina

Seleção venceu jogos em Brasília, mas oscila enquanto Bernardinho busca time ideal

PorBeatriz PinheiroSão Paulo (SP)
15/06/2026 16:55
Brasil encerrou primeira semana da VNL com 100% de aproveitamento
Brasil encerrou primeira semana da VNL com 100% de aproveitamento (Foto: Patricy Albuquerque/ Soho/ CBV)
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A Seleção Brasileira encerrou a passagem por Brasília, na primeira semana da Liga das Nações de Vôlei (VNL) masculina com 100% de aproveitamento. Com vitórias sobre Irã, Bélgica, Sérvia e Argentina, o Brasil lidera a tabela de classificação, mas segue o torneio com mais dúvidas do que certezas.

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Essa percepção foi verbalizada pelo próprio Bernardinho após a vitória de virada sobre a Argentina, no último domingo (14). Sem jogos preparatórios antes da disputa e com o desfalque de Lukas Bergmann, que ficou em Saquarema tratando de um edema ósseo, o treinador foi testando o elenco ao longo da primeira semana para encontrar o time ideal.

A campanha do Brasil

O alerta para a campanha do Brasil fica por conta dos altos e baixos em quadra, mais uma reclamação de Bernardinho. Na estreia contra o Irã, o Brasil precisou buscar a virada no primeiro e no quarto set para vencer o jogo por 3 sets a 1 (25/21, 23/25, 25/15 e 25/23), momentos em que o sistema de recepção do Brasil teve bastante dificuldade.

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Contra a Bélgica, a vitória por 3 a 1 (25/19, 23/25, 25/15 e 25/20) veio após uma queda de rendimento no segundo set permitir a ascensão das estrelas do lado oposto da quadra. Mesmo o triunfo por 3 a 0 (25/22, 25/18 e 25/22) sobre a Sérvia foi marcado por uma quantidade expressiva de erros da seleção brasileira: foram 21 pontos cedidos aos rivais.

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A maior fragilidade foi exposta na vitória por 3 a 2 (18/25, 24/26, 25/19, 25/23 e 15/9) sobre a Argentina, em que o Brasil encontrou muitas dificuldades na linha de passe. Os rivais dominaram o jogo nos dois primeiros sets, e a seleção não conseguiu conter a dupla Vicentin e Armoa Morel, que crescia em confiança e liderou as estatísticas de ataque mesmo com a virada brasileira.

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O saque também foi um ponto de atenção do Brasil no clássico sul-americano. Ao todo, foram 25 pontos, um set inteiro, cedido ao adversário em erros no fundamento. A boa notícia ficou por conta do banco de reservas que, quando acionado por Bernardinho, correspondeu bem em quadra. Arthur Bento, Bryan e Barreto se provaram como boas opções.

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O técnico Bernardinho orienta o time durante o jogo contra a Argentina, pela VNL
O técnico Bernardinho orienta o time durante o jogo contra a Argentina, pela VNL (Foto: Patricy Albuquerque/ Soho/ CBV)

As diferentes formações do Brasil na VNL

O Brasil estreou escalado com Fernando Cachopa (levantador); Darlan (oposto); Lucarelli e Adriano (ponteiros); Flávio e Matheus Pinta (centrais); Maique (líbero). Para o duelo contra a Bélgica, Bernardinho optou por uma troca nos centrais, com Judson na vaga de Flávio.

A mudança deu resultado, já que Judson mostrou bom entrosamento com Cachopa nas bolas rápidas e permaneceu entre os titulares nos três jogos seguintes. O central terminou a primeira semana como o segundo principal pontuador do time, com 41 bolas no chão. Na liderança aparece o oposto Darlan, com 58 pontos.

A linha de passe brasileira, formada por Lucarelli e Adriano, vinha segura, até o campeão olímpico sentir um desconforto na coxa às vésperas do duelo contra a Sérvia e ser poupado pela comissão técnica. Neste jogo, a dupla de ponteiros foi formada por Douglas Souza, que faz sua reestreia com a camisa amarelinha nesta VNL, e Honorato. Levou algum tempo até que os dois encontrassem o melhor entrosamento.

Contra a Argentina, Bernardinho testou uma formação com Douglas e Adriano, mas a linha de passe ficou bastante fragilizada. Ainda no segundo set, o técnico promoveu a entrada de Honorato no lugar de Douglas, mudança que sustentou até o fim do jogo.

Com quatro vitórias, o Brasil alcançou 11 pontos e lidera a classificação da VNL masculina, à frente do Japão no saldo de pontos. Na segunda semana, o time medirá forças com Ucrânia, Itália, Eslovênia e Canadá para buscar as respostas que faltam.

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Agenda de jogos do Brasil na segunda semana

Quarta-feira, dia 24 de junho (11h30) - Ucrânia x Brasil
Sexta-feira, dia 26 de junho (15h) - Brasil x Itália
Sábado, dia 27 de junho (15h30) - Eslovênia x Brasil
Domingo, dia 28 de junho (11h30) - Canadá x Brasil

*horários de Brasília

Entenda a Liga das Nações

No formato atual, a fase classificatória é disputada em três semanas. Em cada uma delas, as 18 seleções são divididas em três grupos e sedes diferentes, onde cada time faz quatro jogos, totalizando 12 ao fim da primeira fase. Os oito melhores colocados avançam para o mata-mata, que acontece a partir das quartas de final em sistema de jogo único.

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