Em posição criticada, Rosamaria vai bem em derrota do Brasil na VNL

Oposta titular fez sua melhor atuação no ano, enquanto a reserva Kisy foi efetiva quando acionada

PorGuilherme VeigaRio de Janeiro (RJ)
26/07/2026 17:28
Atualizado há 1 minutos

Supervisionado porThiago Fernandes,
Kisy ergue Rosamaria em abraço após a vitória da Seleção Brasileira feminina de vôlei sobre a Itália, na semifinal da Liga das Nações
Rosamaria e Kisy se abraçam após a vitória contra a Itália na semifinal da VNL (Foto: Volleyball World)

A saída de rede não foi uma dor de cabeça para o Brasil na derrota para a Turquia por 3 sets a 1, pela final da Liga das Nações, neste domingo (26). Em uma posição contestada e sem uma titular definida, a oposta Rosamaria contribuiu com 19 pontos e eficiência de 36% nos ataques, sendo um ponto positivo em meio a um jogo ofensivamente apagado pelo lado brasileiro.

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Titular em seis partidas como oposta, Rosamaria teve, contra a Turquia, seu melhor desempenho na VNL este ano. Com a lesão de Tainara no joelho direito, a jogadora assumiu a condição e passou por altos e baixos ao longo da competição, se firmando como uma alternativa efetiva para o ataque apenas na fase final.

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Mesmo sendo a atacante de extremidade do time inicial da decisão menos acionada — 34 ataques —, foi a que teve maior eficiência ofensiva: 36%, contra os 19% de Julia Bergmann e Ana Cristina, que atacaram 36 e 51 vezes, respectivamente.

Das 34 bolas recebidas, Rosamaria converteu 17 em pontos, foi bloqueada em quatro e não cometeu nenhum erro. Somados mais dois pontos de bloqueio, totalizou 19 e terminou como segunda maior pontuadora do Brasil na partida, atrás apenas de Ana Cristina, que anotou 25.

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Rosamaria também contribuiu defensivamente para a proporção de volume de jogo pelo lado brasileiro. Foram 10 defesas, quatro a menos que Ana Cristina, líder no fundamento.

Kisy entra pontualmente e corresponde

Por outro lado, Kisy entrou nas inversões de 5 e 1 promovidas por José Roberto Guimarães na reta final dos três primeiros sets e em uma troca direta da posição, já na quarta parcial. A oposta reserva disputou apenas 11 pontos, mas correspondeu às oportunidades que teve com lances decisivos.

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Kisy abriu o placar para o Brasil ao explorar o bloqueio no side-out, fechando o primeiro set em 25 a 23. No segundo, bloqueou Melissa Vargas para empatar em 20 a 20. Já no terceiro, fez novo ponto de ataque e diminuiu a vitória parcial da Turquia para 23 a 22. No quarto set, ela ficou em quadra por apenas um ponto, entrando no lugar de Rosamaria, e não alterou as estatísticas.

Ao todo, foram três pontos da oposta, sendo dois de ataque e um de bloqueio. Com quatro bolas recebidas e nenhum erro ou bloqueio sofrido, a jogadora teve 50% de aproveitamento ofensivo.

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Rosamaria vê vice com otimismo: 'Acreditando no processo'

Rosamaria, de frente e com uniforme azul, realiza movimento de ataque com a mão direita; bloqueio duplo da Turquia, de uniforme vermelho, pulam com os dois braços estendidos para tentar bloqueá-la
Rosamaria ataca em Brasil x Turquia pela final da VNL (Foto: Volleyball World)

Em entrevista após o fim da partida, Rosamaria falou sobre a frustração de perder mais uma VNL, mas deixou claro que o foco está no processo de evolução, visando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

— Resultado importante para a gente. Frustrante, claro. A gente quer essa medalha de ouro e estamos trabalhando para isso, mas o processo tem que ser entendido. E o nosso maior objetivo, a longo prazo, lógico, é Los Angeles. Então, ter passado por isso, pelo ano que a gente passou aqui, por essa VNL, tudo que a gente superou como grupo, tudo que a gente viveu aqui… Acreditamos muito nessa medalha.

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Apesar de reconhecer que a equipe poderia ter desempenhado melhor como um todo, a oposta fez questão de enaltecer a dedicação do grupo.

— A gente chegou aqui jogando muita bola. Lógico, poderia ter jogado melhor? Poderia, mas fica o orgulho da gente ter se entregado quando estava difícil, quando até a gente duvidou muitas vezes, mas a gente se juntou e falou: "Galera, vamos embora! A gente tem um grande grupo".

Por fim, em um tom otimista, Rosamaria disse estar orgulhosa de ver o Brasil novamente no pódio e que é preciso "acreditar no processo".

— A gente está sempre mantendo o Brasil no pódio, então isso é motivo de muito orgulho. Mais uma final, mais uma vez a gente está entre os melhores. Então, é seguir com a cabeça erguida, trabalhando, acreditando no nosso trabalho e acreditando no processo.

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