Barrada por fortes ventos, torcida apoia de longe no Circuito Mundial
Por questões de segurança, jogos aconteceram sem público nesta quinta-feira (30)

Após diversos danos estruturais causados por um vendaval no Rio de Janeiro, a etapa Elite do Circuito Mundial de vôlei de praia foi retomada sem a presença do público nesta quinta-feira (30), na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade. Mesmo com a proibição da entrada de torcedores por questões de segurança, não faltou apoio para as duplas brasileiras nos arredores da arena.
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De banhistas e curiosos a fanáticos pela modalidade, foram dezenas de pessoas que passaram pela areia, na altura do Copacabana Palace, e pararam para ver as partidas. Atrás das grades que delimitam a área do evento, torcedores gritaram os nomes dos jogadores, vibraram com os lances e foram à loucura nas vitórias brasileiras.
— Hoje a gente está acompanhando aqui de fora, meio triste, mas na expectativa de amanhã poder entrar para torcer de pertinho lá para o pessoal — contou a engenheira Marina Marconi, que veio de São Paulo, em viagem de carro, especialmente para acompanhar o campeonato.
A distância também não atrapalhou a festa de Laura Nunes. Fã de vôlei de praia, a professora saiu de João Pessoa, na Paraíba, apenas para ver os ídolos de perto no Rio. Depois de vivenciar o caos, a torcedora voltou a Copacabana e assistiu aos jogos do fundo da quadra central com um grupo de amigos.
— Eu vim realmente só para acompanhar o torneio. É a primeira vez que eu venho para o Rio, porque é a etapa icônica de Copacabana. Foi uma coisa ruim (não entrar na arena), mas a gente sabe que é por nossa segurança que a gente está aqui fora — ressaltou Laura.
Ela afirmou que, apesar de não estar tendo a experiência que imaginava quando decidiu viajar para a capital fluminense, continuará dando todo o apoio possível aos representantes do Brasil.
— De qualquer forma, a gente vai estar aqui. De onde der para assistir, se tiver jogo aqui, se tiver jogo na outra quadra, a gente vai estar torcendo, gritando, perdendo a voz. É isso que importa, é torcer pelo Brasil de onde quer que seja — disse a torcedora.

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As boas vibrações enviadas do lado de fora chegaram até a quadra e foram sentidas por Evandro, que forma a terceira melhor dupla do mundo ao lado de Arthur Lanci. A ausência do público gerou estranhamento no jogador, que comparou o cenário presenciado à pandemia da Covid-19, mas fez questão de reconhecer a torcida externa.
— Parecia que a gente tava na pandemia mesmo. Mas, ao mesmo tempo, você viu os gritos da galera lá atrás? Isso, para mim, foi gratificante demais. Mesmo de longe, o brasileiro sempre dá um jeitinho. Sempre vai ser por eles, pelo povo brasileiro. Óbvio que a gente quer mais, quer ver essa arena lotada, mas a gente sabe o que aconteceu, da ventania. Eles estão tendo a paciência deles, estão ansiosos para ver o nosso time — destacou Evandro.
Torcida retorna ao Circuito Mundial no Rio nesta sexta-feira (31)

Com as fortes rajadas de vento registradas na quarta-feira (29), vidros das cabines de transmissão quebraram, lonas foram destruídas, uma torre de transmissão caiu e uma enorme quantidade de areia voou pelo local. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Ao longo do dia, equipes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) trabalharam para recuperar as condições normais da arena que recebe a sexta etapa Elite da temporada do Circuito Mundial, em Copacabana.
A programação desta quinta foi reajustada devido ao adiamento de jogos programados para o dia anterior. Os confrontos transcorreram normalmente, sem novas interferências de eventos climáticos extremos.
A entrada do público será liberada nesta sexta-feira (31), a partir das 9h (de Brasília). Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pelo site Bilheteria Digital.
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